Sunday, January 06, 2008

MELHORES RODELAS 2007 - INTERNACIONAL

Tinha de ser não tinha? Já não era sem tempo. Então pronto cá vai disto. Depois meto um comment todo fofo a seguir aos 30 discos internacionais e tal.

30 - THE LOOSE SALUTE - TUNED TO LOVE




Disco bastante simpático e agradável. Não sendo uma obra-prima é um manifesto de bom gosto musical e jovialidade.

29 - THE DOLLYROTS - BECAUSE I'M AWESOME



o riot grrl está de volta com uma rapariga a dizer que é a melhor do mundo e que o melhor amigo é todo bom e tal. Para isso caguei, mas não caguei para a garra e energia que esta gente tem em disco. Em palco faço ideia...

28- THE FALL OF TROY - MANIPULATOR



Ou como fazer uma banda que é rock, post hardcore, e tem um laivozinho ou outro mais noise, num produto mais acessível, mas ao mesmo tempo frenético. "Manipulator" é abanão por todo o lado, pronto a desafiar consciências mais adormecidas.

27 - ARCADE FIRE - THE NEON BIBLE



As boas canções estão lá, e os arranjos continuam belos. Falta é aquele golpe surpreendente que teve funeral. Mas feitas as contas trata-se de um competentíssimo disco pop a virar ao indie.

26 - MINSK - THE RITUAL FILES OF ABANDONMENT



Os minsk batalham por uma sonoridade própria que vai ao sludge, mas nem pensar que se fica por lá. Música de fusão muito bem feita e de superior aprumo.

25- JOSE GONZALEZ - IN OUR NATURE



Ou como garantir o ganho através de uma desarmante simplicidade. Um tipo sueco, uma guitarra e muito calor. Um disco fantástico para se poder tocar numa praia qualquer, à noite com uma fogueira acesa. Quente,quente,quente. e caloroso.

24 - MASERATI - INVENTIONS FOR THE NEW SEASON



Rock electrónico instrumental? Seja o que for. Os maserati são mais uma banda singular, pronta a fazer um futuro disco com as suas abrangentes influências muito bem amarradas. Para já fica alguma dispersão, mas uns quantos bons momentos musicais como na primeira faixa.

23 - RADIOHEAD - IN RAINBOWS



"In raibows" nada mais é que uma nova face dos radiohead. Uma nova forma de voltar a dar a genialidade a que a banda de thom yorke sempre nos habitou, agora com polémica acrescentada. Não é o disco que tanta gente apregoa como marco musical, mas é um conjunto de canções muito apreciável de uma banda que sabe sempre por onde crescer.

22 - THE ICARUS LINE - BLACK LIVES AT THE GOLDEN COAST



Os icarus line sempre foram uma banda quase singluar na forma em como fundiam alguns elementos pop, em rock experimental e até com algum peso. Em "black lives at the goden coast",a pop ganha algum avanço, mas nunca consegue ser uma imposição absoluta. Um disco mais encorpado, mais maduro, mais adulto, e um bom futuro para uma banda extremamente interessante no panorama rock mundial.

21 - GOGOL BORDELLO - SUPER TARANTA!



Preparem uma festa qualquer, porque a banda mais festiva do mundo vem aí. Os punks ciganos radicados em nova iorque são uma fabuosa amálgama de sonoridades world music, incorporadas num rock muito próprio. "Super taranta!" é dança atrás de dança, festim atrás de festim, em busca de um prazer musical universal. e a festa é tanta que o conseguem mesmo.

20- SHELLAC - EXCELLENT ITALIAN GREYHOUND



Òptimo regresso da banda de steve albini, esse guru-produtor armadão em génio. Os shellac sempre souberam aliar o seu rock mais cru com interessantes noções de experimentalismo e, com este novo disco, aumentam a fórmula exponencialmente. Não existem canções de génio, mas há muitos grandes momentos decorrentes de um certo minimalismo das guitarras. Rock à séria com executantes de mestre, e o seu som sempre singular.

19 - OXBOW - THE NARCOTIC STORY



Os owbow são variedade. Tanto conseguem dar-nos canções quase acústicas, como depois misturam rock com elementos de quase sludge, e oferecem-nos verdadeiras muralhas sonoras. "The narcotic story" é mais um disco de uma banda de som completamente assimilado e que tem todas as asas do mundo para fazer o que bem lhes apetece. e esta misturada entre rock mais minimal, armaçõezinhas sludge e raiva latenta, é mais um grande exemplo disso.

18 - POISON THE WELL - VERSIONS



E onde já vão os tempos de "the opposite of december"...disco de estreia destes americanos e que influenciou toda uma geração no que ao metalcore e post-hardcore diz respeito. "Versions" é um atestado de maturidade de uma banda que, ainda estando a caminhar por alguns trilhos de sempre, consegue criar verdadeiras canções que deixam qualquer um muito bem impressionado, sobretudo face à evolução latente desta gente.

17 - KEVIN DREW - SPIRIT IF...



Kevin drew é um dos mais influentes membros dos geniais broken social scene. Em "spirit if..." ele tem uma ajuda preciosa do resto da banda (como se nota pelo "broken social scene presents") para criar preciosas canções indie de fino recorte e beleza frágil. Não consegue a genialidade dos lançamentos da sua banda, mas o disco tem a alma própria de um criador firme nos seus propósitos.

16 - DEVIL SOLD HIS SOUL - A FRAGILE HOPE



A banda revelação de 2007. embora com uma quanta experiência de projectos anteriores é com "A fragile hope" que estes músicos chegam mais alto. Metal do bom, com pózinhos de sludge, mas também alguns laivos de death metal. Uma fusão bastante interessante que confere à banda uma sonoridade, não única mas singular. È metal, mas é o seu metal, o seu peso, o seu carregar de atmosferas. Um óptimo disco a ser adquirido tanto pelo povo do death como pelos fãs dos isis e cults of luna da vida.

15 - PELICAN - CITY OF ECHOES



Depois do genialíssimo "The fire in our throats will beckon the thaw", os pelican voltaram à carga com "City of echoes". Não sendo a genialidade abrasiva do anterior disco de originais, este disco consegue fundir as ideias de rock instrumental de uma forma bem mais sucinta, perdendo em intensidade, mas ganhando em mestria instrumental. E ainda há canções que merecem destaque, como o muy bueno tema-título.

14 - COBALT - EATER OF BIRDS




Um portento de intensidade e força. "Eater of birds" é uma expressão nova das raízes de black metal, a seguir o caminho inicialmente trilhado pelos enslaved. Não é fácil de entrar nele, mas depois a genialidade destes ambientes carregados de peso e de enorme intensidade levam a mais forte. simplesmente arrebatador.
13 - EXPLOSIONS IN THE SKY - ALL OF A SUDDEN I MISS EVERYONE



Os explosions in the sky são uma das mais proeminentes bandas ao que o post-rock diz respeito. "All of a sudden i miss everyone" é, fundamentalmente, mais uma demonstração da magia que este rock instrumental celestial tem. Um disco que volta a provar a doçura dos ambientes de sempre dos explosions in the sky. Uma prova que há bandas que não sabem tropeçar.

12 - AEREOGRAMME - MY HEART HAS A WISH THAT YOU WOULD NOT GO



O disco pop do ano. Melodias calmas e tranquilas, doces arranjos, vozes agradáveis. "My heart has a wish that you would not go" baseia-se nestas componentes, que perfazem onze canções escorreitas, e de rara beleza. Um óptimo disco para uma primavera mais bonita que nunca.
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11 - HELL IS FOR HEROES - HELL IS FOR HEROES



A minha banda de rock preferida da década dos dois zeros voltou em 2007. com mais um disco a atestar as suas grandes capacidades, naquilo que será um cruzamento entre "the neon handshake" e "transmit disrupt". A banda britânica volta com o seu rock emocional de contornos quase épicos, e contágio absoluto. Pena ir agora parar por algum tempo. Esperemos que seja breve, porque rock tão bom como este há mesmo muito pouco.

10 - ROSETTA - WAKE/LIFT



"Wake/lift" não é à partida mais que uma revisão da matéria dada de genialidades vindas de uns isis ou cult of luna. Parece que estamos perante mais um disco de sludge bem feito, sem sinais particulares. Mas a páginas tantas esquecemo-nos que no fundo isso é o que mais importa: "wake/lift" não será muito mais que rever matéria de génios, mas é feito com tal profissionalismo e competência, que não pode deixar nunca de ser notado e admirado. e está longe de ser uma mera cópia. Para quem gosta de sludge é indispensável.


9 - MODERN LIFE IS WAR - MIDNIGHT IN AMERICA



Depois de um álbum interessantíssimo que é "witness" os modern life is war decidiram aperfeiçoar a forma hardcoriana com guitarras potentíssimas, até a um ponto de rebuçado que deixa todas as marcas. Possivelmente um dos discos com muralha instrumental mais poderosa do ano, mas sobretudo um testemunho de maturidade de uma banda que sempre apostou na lei da força para se impôr. E é com raiva que criam um disco que é o seu maior e melhor manifesto de rebeilão.

8 - ALCEST - SOUVENIRS D'UN AUTRE MONDE



"Souvenirs d'un autre monde" é belo. Belíssimo. Cria paisagens dançantes, cria atmosferas de máximo esplendor. Cozinha, faz amor com géneros e envolve-os, dança com o post/rock, o sludge, o shoegaze, modifica e vai-se modificando. È um daqueles discos experimentais que nos apaixonam porque conseguem mostrar a verdadeira essência da música: a beleza, mas também a simplicidade desarmante com que se conseguem fazer certas obras de arte. Majestoso.

7 - JESU - CONQUEROR



Justin broadrick é aquele tipo de gajo que é génio e ponto final. Os jesu sempre tiveram uma sonoridade que me agrada de sobremaneira. Sempre foram mestres em pincelar atmosferas com cores delicadas e suaves. Sempre souberam utilizar a sua cadência shoegaze em prol das canções. E "conqueror" é mais um manifesto dessa mesma beleza, através de temas bem uptempo e que se vão prolongando para nossa satisfação. Um disco singular, de algo sempre singular como são os jesu.

6 - BLACKFIELD - II



Em 2007 o mestre wilson esteve particularmente bem: conseguiu um óptimo disco com os seus porcupine tree, e fez com que os blackfield aperfeiçoassem a sua fórmula que vai entre pop, rock e alguma coisa progressiva, criando canções simples e belas como "once" ou "1.000 people". "II" é mais uma forma que wilson tem em mostrar ao mundo que a simplicidade pode ser o melhor caminho para a perfeição. E é capaz de estar certo.

5 - PORCUPINE TREE - FEAR OF A BLANK PLANET



E depois foi isto. "Fear of a blank planet" não sendo um dos meus discos preferidos de porcupine tree, tem o mérito de ser conceptual (a história da alienação das pessoas em relação aos novos meios de comunicação) e de conter canções lá por dentro. Tem o mérito de ser tudo aquilo que conhecemos de porcupine (os solos maravilhosos, refrões delicados, canções muitíssimo encorpadas) mais uma dose de latente negritude e experimentalismo a que já não assistíamos possivelmente desde "signify". Pode não ser o melhor, mas é certamente um excelente disco que tem uma toada bastante mais interventiva dentro daquilo que os porcupine costumam fazer. Uma espécie de manifesto de denúncia sincero, e ao mesmo tempo bastante sério.

4 - NEUROSIS - GIVEN TO THE RISING



Os neurosis são uma das melhores bandas do mundo. Ponto assente. "Given to the rising" é mais uma chapada na cara a quem os quer rotular, inclusivamente eu pois claro. São aquela banda que, quando se vê meio apanhada por outra qualquer, faz questão de dar mais um passo à frente para se desmarcar: e com isso continua a fazer portentosos registos com a muralha sonora apurada como já tinha sido no brilhantíssimo "the eye of every storm". Os neurosis fazem música completamente livre, que não se enquadra em lado nenhum, mas consegue ser sempre enigmática e atractiva ao mesmo tempo. eles lá saberão o segredo.

3 - ULVER - SHADOWS OF THE SUN



Possivelmente o disco mais arrepiante de 2007. Os ulver pegaram em texturas que advêm sobretudo de órgãos, e dão-lhes um toque soturno intimista, acolhedor. e ao mesmo tempo belo, belíssimo, maravilhoso. È um disco que consegue ter todas as emoções do mundo e ao mesmo tempo soar frio. Uma frieza cristalina que dói nas entranhas. Mas que sabe bem como tudo. Uma obra singular que merece ficar nos cânones de 2007.
2 - THE DILLINGER ESCAPE PLAN - IRE WORKS



Que os the dillinger escape plan são a banda mais entusiasmante do momento eu não tenho dúvidas. Que continuam no caminho do entusiasmo à pala de meterem tudo numa panela para ver o que sai, confere. Mas daí a fazerem temas tão arrebatadores, com uma sensibilidade pop que ainda por cima cai que nem ginjas (como "black bubblegum" e "milk lizard") já ninguém esperava. Este é mais uma obra fantástica, versátil que continua a repelir a maior parte das pessoas. Daí isto ser tão genial. e tão importante ver uma banda a continuar ininterruptamente a desafiar todos os conceitos musicais. Num mundo correcto, os dillinger ganhavam os prémios todos do mundo. Assim, ganham os meus. Não sendo grande coisa, sempre é fofo ter um segundo lugar no top 30 do ano.


1 - NINE INCH NAILS - YEAR ZERO



O melhor disco dos nine inch nails foi editado em dois mil e sete. "Year zero" não tem nada de particularmente inovador: mas consegue ter um exímio balanço entre todos os momentos que sempre compuseram a carreira do mega projecto de reznor. Experimentalismo,canções a sério, devaneios industriais. E aqui tudo se funde, mas ao mesmo tempo se harmoniza. Amor perfeito é o que é "year zero". a súmula perfeita para uma banda de excepção que se ama ou odeia. Por aqui é amor sentido. A grandiosa obra de 2007 está aqui, por mais detractores que tenha.


E estamos despachados. 2007 teve alguns bons discos, mas na generalidade talvez tenha sido um bocado mais fraquinho que 2006, onde tive total hesitação entre o primeiro e segundo classificados. Pode-se dizer que os quatro primeiros discos são excelentes, do quinto ao décimo segundo muitíssimo bons, e o resto é óptimo, praí até aos arcade fire. Dolly rots e loose salute são discos bastante bons.

e claro, faltou-me gente: animal collective por exemplo. Ou coheed and cambria. Ou sleepytime gorilla museum que merecia uma audição bem mais atenta. Mas isso é o costume faltar-me sempre qualquer coisa, porque sou um cromo do caraças.

2007 foi um grande ano para steven wilson com blackfield e porcupine tree com discos do caraças. A descoberta dos alcest e devil sold his soul. Um regresso, ainda que através de kevin drew, dos broken social scene(pelo menos é sempre fofo ver o nome deles na capa). O disco definitivo dos nine inch nails, e a contínua maturidade dos neurosis. a obra singular dos ulver, e um pulo de gigante dos modern life is war.

Por outro lado, acho justo colocar aqui uma referência a "Grand national" dos john butler trio. Foi possivelmente o disco que mais ouvi em 2007, pelo menos no seu segundo semestre. Não sendo um álbum para cima de bom, é um disco que me contagiou sobretudo no Verão. E fica aqui a capa só por uma questão de homenagem manhosa que lhe faço.Portanto:



De 2008 falemos numa posta futura e tal.

3 Comments:

Anonymous Anonymous said...

OBRIGADO POR ME TERES DADO A CONHECER THE FALL OF TROY... JÁ ANSIAVA POR OUVIR ALGO NOVO, "REFRESCANTE"...
BRUTAL!!!!

8:46 PM  
Anonymous john Lito said...

John Lito

8:47 PM  
Blogger Joana Coimbra said...

boa lista!

2:27 AM  

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