<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343</id><updated>2011-12-27T16:20:06.558Z</updated><category term='little miss sunshine'/><category term='música'/><category term='filmes'/><category term='vintage'/><category term='burning airlines'/><title type='text'>o som</title><subtitle type='html'>agora com esta pseudo introdução manhosa, porque é bonito...enfim blog vindo de um gajo buéda cromo e que não tem piada nenhuma...mas às vezes posta coisas de jeito(acho eu). valha isso.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>250</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-4657468516716784127</id><published>2009-08-14T10:01:00.002+01:00</published><updated>2009-08-14T10:04:29.886+01:00</updated><title type='text'>tomem lá errata</title><content type='html'>&lt;img src="http://c3.ac-images.myspacecdn.com/images01/90/l_45b1abc9a52b5eef65feb28cf5afda5e.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isto. Banda de screamo de lisboa que eu curto bastante. Conheço alguns dos membros certo, mas isso não invalida que não sejam muito bons. Este ep pelo menos assim está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/download.php?yjoyh4xm0tt"&gt;errata - ep&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-4657468516716784127?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/4657468516716784127/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=4657468516716784127' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/4657468516716784127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/4657468516716784127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2009/08/tomem-la-errata.html' title='tomem lá errata'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-9059857432912879620</id><published>2009-08-11T00:31:00.001+01:00</published><updated>2009-08-11T00:33:24.438+01:00</updated><title type='text'>sudoeste 2009 ou como as pitas giras são o melhor que um festival tem para dar</title><content type='html'>&lt;img src="http://images01.olx.pt/ui/2/29/23/36862623_1.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O sudoeste tem uma grande vantagem em relação aos outros festivais: mais babes roliças por metro quadrado. aliás é pelo grande aglomerado de babes roliças que o sudoeste vale realmente a pena. Os cartazes ultimamente têm sido uma merda (sobretudo desde que o festival é patrocinado pela tmn, parece-me) a envolvência do recinto é bem menor que em paredes de coura por exemplo. Sobra portanto o mais importante: as gajas. E nesse campo ninguém bate o festival. Que começa a ser frequentado por povo mais novo, muita gente do norte, que basicamente vão lá passar férias. Há praia uns concertos e campismo. e pronto. Ah e também há paneleirices como karaoke, montanha russa(!)ou o revivalismo de júlio isidro em meter povo dentro de um carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Este ano para além disto tudo também havia faith no more. e foi por isso que o recinto se encheu naquele dia: arrisco-me a dizer que mais de metade do povo que ali estava, estava por faith no more e pouco mais. De qualquer forma vou falar daquilo que também vi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; x-wife - meio merdoso porque aquilo é demasiadamente monótono mas tiveram energia. Já não foi mau, mas foi basicamente para aquecer e pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mad caddies- contagiante e vibrante. bom concerto que pecou pelos gajos terem tocado os temas mais melosos para enlouquecer as babes(o que é sempre bom) mas esqueceram-se de muitos temas do verdadeiro ska-punk que têm. Mas ainda assim foi bom, e tenho pena de não terem tocado no palco principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://fotocache02.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//54/7f/4c/4792152_CfSTw.jpeg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mad caddies&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E chegamos a patton e seus comparsas. Não estando para grandes descrições apenas digo que o homem chega-me ao palco com um fatinho e bengala. Megafone na mão, frases fofas tá de começar. e foi um concerto muitíssimo bom. a energia e entrega estavam lá, os temas claramente também e o público respondeu. e ainda deu para umas provocações como dedicar temas a cristiano ronaldo, falar mal do período em que a banda se separou, criticar marcas e t-shirts de vietnamitas e ainda dar o microfone a um dos seguranças para ver se o homem acopanhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quanto ao resto é simples: os faith no more estão em plena forma. O concerto foi enérgico à bruta eu que ainda andava de alcofa quando os gajos acabaram, ou nem por isso mas era claramente puto imberbe, e ver ali um bando de cotas a tocar pela vida soube que nem ginjas. Ainda por cima a mostrar que temas de 20 anos estão mais que actualizados e ainda resultam na perfeição ao vivo. e houve de tudo: desde as mais óbvias, como "epic", "midlife crisis" - com o refrão cantado em coro pelo público a capella, "we care a lot"(deste lote apenas faltou "digging the grave", passando pelas covers para dar o choro como a "easy" ou por temas mais enérgicos como "caffeine", "land of sunshine" ou a bela da "be agressive". Deu para toda a gente, e encheu as medidas à grande. No meio de tanta merdunça que foi ao sudoeste, ou pelo menos de tanta coisa pouco sonante e relevante, apareceram uns gajos vindos de uma rotura de mais de uma década, mostrar como se faz e que bandas se devem trazer a um festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://blitz.aeiou.pt/users/0/80/rc76304ritacarmo-deec.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faith no more&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Deve ter sido o concerto do ano. e o melhor concerto que vi em festival igualmente. Do caraças. e pronto é isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah ainda vi um soundsystem qualquer no fim da noite. Mas o álcool e a droga já eram muitos. E reggae é uma seca do caraças que dá para ouvir pedrado mas pouco mais, desculpem-me lá os fãs do género. Ainda assim o melhor foi  ver o logotipo do sapo com o chapéu à reggae na cabeça e a fumar uma com um sorriso mocado. Coisa fofa incitar ao fumício, mesmo com as tentativas de frustrar a bela da droga à entrada do recinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cena também publicada naquela que é, cada vez mais, a minha nova casa: &lt;a href="http://www.mariaetelvina.blogspot.com"&gt;http://www.mariaetelvina.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-9059857432912879620?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/9059857432912879620/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=9059857432912879620' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/9059857432912879620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/9059857432912879620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2009/08/sudoeste-2009-ou-como-as-pitas-giras.html' title='sudoeste 2009 ou como as pitas giras são o melhor que um festival tem para dar'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-2169827658144820120</id><published>2009-07-21T07:40:00.003+01:00</published><updated>2009-07-21T08:00:50.705+01:00</updated><title type='text'>desabafo ou lá como é isso</title><content type='html'>Às vezes vasculho pelos arquivos deste blog e fico espantado com a quantidade de postas que por aqui punha tão regularmente. Umas mais parvas que outras,muitas sem grande qualidade de escrita e sentido, repetindo por vezes algumas frases feitas. No entanto não deixo de pensar que muito do trabalho deste blog foi meritório. Lembro-me de vários pontos altos que aqui tive, desde as entrevistas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;in loco&lt;/span&gt; de more than a thousand e bringing the day home, passando pelo agradecimento da banda de setúbal a este humilde canto no disco "the hollow",pela entrevista com dead poetic(por serem estrangeiros sim, mas não por terem ou mais qualidade que muita banda de cá - simplesmente nunca pensei que me respondessem) ou pelo facto deste canto ter sido o primeiro local a quem os linda martini deram uma entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Diria que o ponto de viragem foi 2007 para 2008.Talvez tenha sido aí que me apercebi da impossibilidade de se ser jornalista musical por estes lados - quer dizer não é impossível, mas é uma profissão muito volátil e um meio bem pequeno onde é complicado entrar. Por outro lado para mim começou a deixar de fazer sentido estar sempre a tentar ouvir os discos mais recentes, criando listas, dando notas, avaliando-os, muitas vezes esquecendo que no passado existe muita coisa boa por descobrir.Daí que até curtia os meses de janeiro e fevereiro aos quais eu dedicava essa descoberta de coisas que devia ter ouvido, mas que não tinha tido tempo. E achei que valia a pena que todos os meses fossem iguais aos dois primeiros do ano.Já para não falar do desgaste da coisa e do facto de me ter fartado um bocado de tudo isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isto soa a cena meio egoísta certamente...mas um blog é uma cena individual. Parte de uma pessoa ou de um grupo que podem fazer o que quiser com ele: nunca devemos deixar que a máquina fique maior que nós, porque depois não a conseguimos controlar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não não vou esquecer este blog nem sequer acabar com ele. Mas deu-me vontade de desabafar um bocado sobre as razões destas longas paragens. Não que não continue a escrever sobre merdas e tal, ou até que deixe de escrever sobre música, no entanto este registo que o-som costumava ter já não se enquadra bem àquilo que gosto de escrever de momento. E a minha perspectiva será ainda mais pessoal do que era e será bem menos racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isto. A ver se brevemente meto por aqui uma cena qualquer fofa e tal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-2169827658144820120?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/2169827658144820120/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=2169827658144820120' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/2169827658144820120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/2169827658144820120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2009/07/desabafo-ou-la-como-e-isso.html' title='desabafo ou lá como é isso'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3083374159930040904</id><published>2009-04-10T22:15:00.002+01:00</published><updated>2009-04-10T22:38:15.979+01:00</updated><title type='text'>coisas de putos que depois crescem e isso.</title><content type='html'>Há bandas que, por uma razão ou outra deixamos de gostar. Seja porque crescemos e vemo-las como aquelas coisas que ouvíamos na infância e que depois ficámos com vergonha(e a seguir disso vem o saudosismo), seja porque ao longo dos tempos adquirimos novas influências que nos fizeram ouvir algo de diferente, seja porque...sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu por exemplo ouvia bastante punk rock algum meio lala e outro nem por isso... cenas tipo pennywise, nofx, millencolin, less than jake, rancid ou lagwagon faziam parte das minhas preferências há alguns anos atrás. E um gajo vai mudando.Hoje se calhar ouço outro tipo de cena, embora ainda vá ouvindo a espaços algumas coisas das bandas que enumerei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas adiante com a conversa da treta. Serve isto tudo para falar dos more than a thousand, que sim é uma banda que eu vou referindo de quando em vez por estes lados. Porquê? simplesmente porque vou a um concerto dos gajos e sinto-me velho. Há tanta gente que me vai dizendo "os gajos até se ouviam, mas agora esquece" ou a cena do "nunca foram grande coisa", ou simplesmente um "já não ouço disso". Parece que para o povo ainda nascido nos oitentas ouvir mais de mil começa a tornar-se senão meio embaraçoso, pelo menos um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;guilty pleasure&lt;/span&gt;. Isto lembra-me, embora num plano diferente, os limp bizkit- toda a gente passou a não gostar deles quando foram ao pavilhão atlântico e aquilo estava pejado de putos. Na altura eu fazia parte dos "putos". Hoje em certos quadrantes começa a ser o contrário, coisa que ainda me faz confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  No fundo o nosso problema é partilharmos uma banda com alguém que ouve shakira. E quem diz shakira fala daquelas emozadas manhosas que por aí proliferam. Um gajo não consegue conceber curtir uma banda que uma miúda de 15 anos que ouça paramore também curta. è...complicado. Daí que para muita gente haja um regresso quase à adolescência em certos concertos a que vai. Não nego que também sinto isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto continuo a gostar dos mais de mil...pela música, que no fundo é a única coisa que interessa. Tudo bem partilho o meu gosto com putos de 15 anos mas honestamente que se lixe. Posso curtir cyber-metal-punk-sludge do burkina faso e more than a thousand ao mesmo tempo não posso? A questão não pode passar por aquilo que achamos que os outros possam pensar. Se aquilo continua a fazer sentido para nós, isso acaba por ser o mais importante. Não me quero contradizer quando vejo gente com a minha idade a curtir tony carreira e a britney e o camandro, e depois mando-me para cima desses factos como cão sedento de uma merda qualquer para enfardar, e agora vir dizer isto, mas também não concebo comparar bandas e estilos e merdas adjacentes, por isso caguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bem acho que para desabafo chega. Ah e ouçam o novo som dos gajos no myspace. Uns poderão achar alta xaropada. A mim continua tudo a ser como era na altura dum trailers: bem bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3083374159930040904?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3083374159930040904/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3083374159930040904' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3083374159930040904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3083374159930040904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2009/04/coisas-de-putos-que-depois-crescem-e.html' title='coisas de putos que depois crescem e isso.'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-1030302313247380659</id><published>2009-01-03T05:43:00.003Z</published><updated>2009-01-03T05:56:10.110Z</updated><title type='text'>CANÇÕES 2008</title><content type='html'>Isto o blog andou bastante morno neste último ano. Não faço ideia se 2009 será diferente...talvez sim, isto com uma sorte do catano, e se a minha cachola estiver mais paciente. Por enquanto arrefinfo por aqui uma data de canções que, por uma razão ou outra até achei graça no decorrer do ano. Já sabem a história do (p) ser a cena portuga e essas coisas todas. Cá vai a lista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Beautiful beat&lt;/span&gt; – Nada surf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Colossus kid &lt;/span&gt;– If lucy fell (P)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Coffee helps&lt;/span&gt; – Vicious five(P)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Time to pretend&lt;/span&gt; – MGMT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Living well is the best revenge&lt;/span&gt; – REM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Troublemaker&lt;/span&gt; – Weezer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sharpen up those fangs&lt;/span&gt; – The presidents of USA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;I’m Jim Morrisson I’m dead&lt;/span&gt; – Mogwai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Harmony korine&lt;/span&gt; – Steven Wilson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lumo &lt;/span&gt;- Filfla&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Conto de fadas de Sintra a Lisboa&lt;/span&gt; - Pontos &lt;br /&gt;negros(P)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Last night in town&lt;/span&gt; - Satan's revolver(P)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Woolen Heirs&lt;/span&gt; - These arms are snakes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;stacey's day parade&lt;/span&gt; - the abbasi brothers&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fiquemos por aqui. Haverão umas quantas de que me esqueci porque sou meio parvo, mas de qualquer forma acho que já por aqui há um bom pecúlio e de interesse que chegue para quem, por acidente, ainda cá ponha os pés. E sei lá bem quanto posto os 20 melhores de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-1030302313247380659?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/1030302313247380659/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=1030302313247380659' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1030302313247380659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1030302313247380659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2009/01/canes-2008.html' title='CANÇÕES 2008'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-8307088478525681709</id><published>2008-11-17T04:21:00.003Z</published><updated>2008-11-17T04:33:28.456Z</updated><title type='text'>Tara perdida - Nada a esconder(2008)</title><content type='html'>&lt;img src="http://img182.imageshack.us/img182/6445/taraperdidanadaaescondecl5.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quem andou a vasculhar os arquivos desta coisa, deve ter consciência de que aqui o escriba até gosta de Tara Perdida. Aquilo que conheço do rei Ribas e seus compadres (os três últimos discos na totalidade, e algumas coisas dos dois primeiros) sempre achei fofo de ouvir. Fosse pelo facto de serem catchy como tudo, de terem letras que embora óbvias, nunca deixaram de me parecer interessantes, ou pura e simplesmente de achar piada ao shor ribas que é homem para falar com a malta com meia dúzia de jolas no bucho(e o homem tá mesmo quase sem dentes...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Nada a esconder" é o mais recente registo dos lisboetas, depois do bem bom "lambe botas", e não era para mim expectável mais nada do que os homens aqui apresentam: punk rock bem feito, sem devaneios demasiados, directo ao assunto, e com alguma propensão de agradar às massas através de refrões certeiros. Até aqui está tudo bem - mas então como raio eu não consigo gostar deste último disco? Há por aqui qualquer coisa que me faz uma comichãozinha ou uma flatulência menos simpática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E é nisso que me baseio. Talvez seja a falta de estrutura musical mais organizada(alguns temas parecem mais "meia bola e força" que o costume), refrões menos contagiantes - nem o single "sentimento ingénuo" consegue ter grande força- um certo afrouxamento que anda por aqui. Um som ligeiro que a mim me parece mais aligeirado ainda do que é costume. Tudo bem que tara não é censurados: mas acho que aqui o som da banda está ainda mais radio-friendly, e ainda por cima sem um refrãozinho sweet que o justifique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há um ou outro tema que eu ainda acho piada ( por exemplo o primeiro e o último "olá sou eu" numa toada descontraída à bruta que não deixa de ter graça), mas o resto parece-me muito pouco memorável. Não há por aqui músicas que me ficam na retina como era costume...para mim os tara desleixaram-se um tudo nada, fizeram um disco meio abruptamente e pronto tá feito. Nada contra ter tudo pronto sem grande cuidado...mas aqui a meu ver acabou por se borrar a pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E o pior é que este é um disco claramente de tara perdida: só que muito repentino, ligeiro, pouco certeiro nos seus propósitos. Serve para quem gosta deles matar a saudade, mas mais que aperitivo inicial(meia dúzia de cajus antes de virem umas pataniscas do caraças com arroz de feijão) não é. Tenho pena de estar a fazer uma crítica negativa, quando a pôr cá muito menos os presuntos mas...olhem apeteceu-me. Deu na mona ao ribas fazer um disco fracote, deu-me a mim dar-lhe uma nota fracota. De qualquer forma tenho esperança que o próximo seja melhor. Ainda há por aqui material que me faz acreditar nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-8307088478525681709?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/8307088478525681709/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=8307088478525681709' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8307088478525681709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8307088478525681709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/11/tara-perdida-nada-esconder2008.html' title='Tara perdida - Nada a esconder(2008)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-4462215429043474074</id><published>2008-11-02T05:14:00.002Z</published><updated>2008-11-02T05:27:32.581Z</updated><title type='text'>VINTAGE: Alice in chains - dirt(1992)</title><content type='html'>&lt;img src="    http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd100/d126/d126685546t.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;    È realmente incrível perceber que a maioria da população mundial identifica o grunge como "aquela cena vinda da cidade dos states longe comá merda onde apareceram os nirvana". aliás, se tirasse o resto da prosa e metesse só nirvana, era bem capaz de chegar. O ridículo da coisa é que os nirvana foram claramente uma das coisas mais fraquinhas que o grunge nos trouxe. Vejamos: soundgarden, pearl jam, jane's addiction, stone temple pilots...é preciso continuar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    È. Alice in chains. "Dirt" foi o segundo disco da banda e é aquele que, mais coisa menos coisa, ainda é lembrado com regularidade. Uma musicalidade que sobrevive muito à pala do guitarrista jerry cantrell, com os demónios de layne staley a servirem de pano de fundo para as letras. A verdade é que os chains conseguem ser eles mesmos sem precisarem de bengalas estilísticas para se aguentarem. Temas como "them bones", "rooster", "would?", ou a genialíssima "down in a hole" aprovam isto mesmo, com as guitarras arrastadas sim, mas sobretudo estridentes, a voz meio desesperante de staley a ecoar nos ouvidos, num disco que apela muito ao estado de espírito da capa: alguém completamente perdido no mundo em que vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Dirt" é degradação sim. Sujidade. Desespero em certa medida. È um disco sufocante,uma alma presa numa redoma e quer sair dela. Não deixa de ser ao mesmo tempo uma experiência sonora que ainda por cima è catchy à bruta. Quem não canta a plenos pulmões a down in a hole? Ou a them bones? E quem não delira com os riffs quase psicadélicos de cantrell? Não desfazendo o resto da banda, mas cantrell é claramente o grande responsável para os chains funcionarem da maneira que funcionam. Isso aliado ao pessimismo de staley, que me parece ter sido uma pessoa muito mais complexa que o cobain, mas isto também pode ser a minha parvoíce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O grunge é daquele tipo de coisa que foi amor/ódio para muita gente.E injustiçou muitas bandas que se viram rapidamente rotuladas como fazendo parte do mesmo pacote dos nirvana. conclusão: muitos potenciais interessados fugiram a sete pés. O que é uma pena. Mais que uma obra intemporal, "dirt" é o retrato pessoal de uma banda que consegui ser ela própria em tempos de rotulagem. E o mundo era tão mais fofo se "dirt" fosse O disco de grunge e não a quase banalidade de "nevermind"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-4462215429043474074?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/4462215429043474074/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=4462215429043474074' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/4462215429043474074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/4462215429043474074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/11/vintage-alice-in-chains-dirt1992.html' title='VINTAGE: Alice in chains - dirt(1992)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-8806152963420891997</id><published>2008-08-25T19:24:00.002+01:00</published><updated>2008-08-25T19:35:19.438+01:00</updated><title type='text'>Weezer - Weezer (the red album) (2008)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drk600/k612/k61203ig97o.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E de repente os nerds mais cool do planeta voltaram. Com mais um disco homónimo, desta vez sob a égide da cor vermelha. Depois de três discos iniciais recheados de pérolas rock com uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;coolness&lt;/span&gt; que passou a ser costumeira, os californianos voltaram agora na sua melhor forma depois de dois discos que foram conasiderados como menos conseguidos de uma forma quase unânime (embora "make believe" tenha pérolas como "beverly hills" por exemplo, mas enfim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aviso à navegação: nada de novo no reino da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nerdalândia&lt;/span&gt;. Os mesmos riffs meio &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cheesy&lt;/span&gt;, a mesma voz melódica de cuomo, temática de letras relativamente idêntica(gajos meio loser a chegar ao sítio da ricalhada, mais coisa menos coisa e de um modo absolutamente linear). De qualquer forma há alguma coisa neste "red album" que muda a face dos weezer outra vez. O que é? Talvez o facto de terem voltado a fazer canções que conseguem ficar na retina à primeira audição. Isso faltou um pouco nos últimos tempos, com uma ou outra honrosa excepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas agora tanto o primeiro single "pork and beans", como "troublemaker" ou "everybody get dangerous". Depois também há aquelas melodiazinhas para o luar e fogueira e quê como "heart songs", as músicas mais sofredoras na linha de um "say it aint so" do primeiro disco, como "dreamin'", e até uma abordagem meio hip-hopeira com "cold dark world" e que se calhar está um bocadinho mais longe do costume dos weezer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De qualquer forma o que conta é: melodias do caraças? certinho. refrões para decorar? às dezenas.guitarras numa onda meio melancolica e quê? yap. Tudo aquilo a que os weezer nos habituaram está aqui. com uma diferença: os tipos estão mais velhos, têm mais maturidade e isto está feito com maior afinco. Não tem a magia dos discos iniciais mas está bem mais perto do que os álbuns que a banda tem editado ultimamente. e é um disco bem bom para este final de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-8806152963420891997?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/8806152963420891997/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=8806152963420891997' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8806152963420891997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8806152963420891997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/08/weezer-weezer-red-album-2008.html' title='Weezer - Weezer (the red album) (2008)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3932534900678516565</id><published>2008-07-29T09:46:00.002+01:00</published><updated>2008-07-29T09:53:24.642+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vamos lá a ver...isto tem estado meio parado. Porquê? Sei lá eu...mas acho que este blog já foi mais do que tem sido agora. E muitas vezes nem é por falta de tempo, mas falta de vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não, não vou acabar com ele. aliás ainda vou continuar por aqui , a diferença é que menos. Às vezes apetece-me mandar desabafos idiotas sobre merda, e acho que este não é o melhor sítio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portantos cá vai: blog novo. Este não acaba mas agora já há um blog novo, chamado póia às postas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui:&lt;br /&gt;http://postasdepoia.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3932534900678516565?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3932534900678516565/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3932534900678516565' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3932534900678516565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3932534900678516565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/07/vamos-l-ver.html' title=''/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-8240483897010746467</id><published>2008-06-07T02:08:00.002+01:00</published><updated>2008-06-07T02:31:14.283+01:00</updated><title type='text'>Zella, ou o perfume da Amadora</title><content type='html'>&lt;img src="http://a492.ac-images.myspacecdn.com/images01/51/l_a50183a58b741ec37730d77a7c6f921b.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai Amadora, Amadora... os teus bairros cosmopolitas como a Reboleira, a Damaia ou a cova da moura...os teus pólos de comércio como o centro comercial babilónia. A tua fabulosa arquitectura como os teus prédios de 10 andares recheados de fuligem dos carros...toda a gente acaba por parar na Amadora. Nem que seja porque o ic19 é absolutamente intransitável a qualquer hora do dia. E às vezes da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisto aparecem os Zella. Não são propriamente novos (o vocalista Tobel andou pelos slamo - esses que ficaram conhecidos à pala da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cover&lt;/span&gt; do "message in a bottle dos bófia, e chegou a andar com os sindrome, que depois se tornaram head control system para sincero desgosto meu) e isso nota-se bem nas suas composições que tocam num rock de uma quanta distorção que também vai beber uma ou outra influência pop de quando em vez...mas rock meio pesado com alguma distorção - sei lá estou a imaginar um trent reznor bem menos industrial e mais apostado em andar a arranhar guitarras, misturado com alguma melodia vinda dos ornatos - e os zella também cantam em português verdade seja dita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os temas têm uma atmosfera bem quente, a voz do tobel envolve um gajo, e depois tudo soa completamente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;catchy&lt;/span&gt;. "Banalidades e carne" então era um sucesso abusadíssimo mal fosse lançado - eu pelo menos iria apregoá-lo aos quatro ventos. O curioso é que os zella não serão um expoente absolutamente original, mas o que fazem é tão bem feito e contagiante que, de alguma forma, acaba por soar refrescante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existe uma coisa de que tenho medo: os zella podem soar como uma banda demasiado pesada para aqueles que ouvem uma pop-rock a la antena 3 - e isto vai começar a passar lá quando já toda a gente os conhecer...enfim o costume na rádio mais hipócrita do país que, mesmo assim, é a menos má das nacionais - e talvez demasiado leve para quem ouve sons mais pesados. Estar num limbo nunca é a melhor coisa que se pode ter numa banda, no entanto eu pessoalmente acredito que uma banda como esta vai conseguir juntar os dois mundos, em vez de se perder num irrecuperável misto sem fundo. e aí sim conseguir ter muita gente a ouvi-la. E , para além do tema que já referi, todos os temas que eles têm no seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;myspace&lt;/span&gt; são muito mas mesmo muito acima da média. Seja o tom mais frenético de "A cadência dos corpos" ou a muralha de guitarras bem incrementada em "Atrito"...enfim aqui há grandes canções, numa banda que urge a ser descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico contente em possivelmente ser dos primeiros a fazê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temas aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/zellaband"&gt;http://www.myspace.com/zellaband&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-8240483897010746467?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/8240483897010746467/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=8240483897010746467' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8240483897010746467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8240483897010746467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/06/zella-ou-o-perfume-da-amadora.html' title='Zella, ou o perfume da Amadora'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-6042023008837485853</id><published>2008-05-04T23:42:00.003+01:00</published><updated>2008-05-05T00:42:16.184+01:00</updated><title type='text'>FESTIVAL D'ARTES 2008 (SOCIEDADE MUSICAL CAPRICHO SETUBALENSE)</title><content type='html'>&lt;img src="http://a723.ac-images.myspacecdn.com/images01/121/l_01d59560828abdc1340b1bfe0189275a.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto prévio: desconheço se já houveram mais edições deste festival, organizado pela escola secundária sebastião da gama de setúbal(ou escola comercial, como é conhecida por aqueles lados). Mas cheirava a secundário, nem que seja pela média de idades que andava por ali: toda uma massa geracional que não poderia ainda conduzir um belo dum bólide,ou poderia mas se fosse catado pela bófia havia de ser bonito. Basicamente tivemos quatro bandas: os errata, banda lisboeta fundamentalmente de screamo, com algumas variações meio emocionais,que está agora a começar e onde por acaso até conheço bem o vocalista e um dos guitarristas(não fossem eles da bela da associação de estudantes da fuck de letras, onde por acaso tamb ém tenho funções), thirteen degrees to chaos, que era claramente a banda mais pesada do certame(chamaria àquilo de meio death metal, embora morninho), men eater e devil in me que porra dispensam apresentações. E sim actuou tudo por esta ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, passando à frente. Numa sala ainda bastante vazia começaram os Errata. Têm uns quatro concertos no bucho, os seus membros já têm uma experiência considerável nas lides (o vocalista por exemplo era o antigo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;frontman&lt;/span&gt; de mary reilly, banda já defunta), mas é óbvio que ao vivo ainda existe uma ou outra aresta por limar. ainda assim é inegável que a prestação desta gente foi muito positiva. Os temas têm pujança, a voz consegue enquadrar-se perfeitamente, talvez se eles conseguissem que todas as suas canções tivessem um tom um bocado mais arrastado a puxar para o "sludge", tínhamos aqui uns converge-meets-cult of luna (cantados na língua do gajo sem um olho que fez o calhamaço em verso) que havia de ser um caso sério. Talvez os músicos se pudessem ter solto um pouco mais em palco, ainda assim não nego que gostei bastante do concerto de errata e que, claramente, o projecto tem muitas pernas para andar. O início parece-me ser mais que prometedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://farm4.static.flickr.com/3130/2464685558_dcb15b0bf9.jpg?v=0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (errata - foto a modos que roubada  de : &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/26255396@N02/sets/72157604879424001"&gt;http://www.flickr.com/photos/26255396@N02/sets/72157604879424001&lt;/a&gt; )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, vamos lá a ser sinceros: meti a minha peida fora da sala de setúbal, e foi cá fora que ouvi Thirteen degrees to chaos. a sonoridade não me puxa tanto, a vontade de espairecer também ajudou, e por isto devia ser obrigado a comer peixe assado ao jantar e coelho estufado ao almoço, durante uns dois meses e meio ou coisa que o valha. do que ouvi cá de fora...bem não sei. Não ouvi ninguém a queixar-se portanto calculo que tenha valido a pena para os presentes e para a banda. Mas sou gajo para lhes mandar um abraço cibernético. Abraço pá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a587.ac-images.myspacecdn.com/images01/127/m_7bef2b5c70fd5c65f917d7517ff54e3a.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(thirteen degrees to chaos, num concerto na casa de lafões. roubada deste simpático &lt;a href="http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&amp;amp;friendID=18505364&amp;amp;albumID=1671864&amp;amp;imageID=32225575"&gt;local&lt;/a&gt;  - foto de rui filipe)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive que ler a minha posta do concerto de cult of luna em corroios, para ver se iria ser coerente desta vez. Lembrava-me desse concerto, e na minha cabeça a imagem de men eater ao vivo não tinha sido mais que um filme manhoso tipo romântico com choradinho pelo meio, e boy-meets-girl idiota onde acaba tudo na boa e quê. fui ver a posta, e amenizadamente disse basicamente isso. Porreiro e tal. A verdade é que, como o som da sala até que se comia (e aguentou-se bem nas quatro bandas) desta vez vi men eater com condições decentes de facto. e ao vivo melhoraram muitíssimo a ideia que tinha deles. Não acho ainda que sejam propriamente talhados para dar concertos, mas de facto a banda demonstra-se sólida que nem calhau colado à terra, dedicada a cem por cento ao que está a fazer, e muitíssimo compenetrada. Recriaram de uma forma eficaz os grandes ambientes que têm em disco. Ouvir "lisboa" em condições decentes ao vivo, torna-se muito mais agradável, bem como "drivedead" ou mesmo o tema-título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto diria que o concerto foi óptimo. Não grandioso ou fantabulástico como o disco, mas óptimo. Talvez porque é muito complicado recriar a tamanha genialidade que é "hellstone". Esperemos pelo próximo. do avanço que deram ontem à noite, a coisa promete ser novamente do catano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://farm4.static.flickr.com/3133/2464702162_949e20d738.jpg?v=0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (men eater - podem ver mais fotos aqui:  &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/26255396@N02/sets/72157604874774752/"&gt;http://www.flickr.com/photos/26255396@N02/sets/72157604874774752/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois apareceu devil in me. Notou-se ao longo dos concertos, e sobretudo em men eater (em que éramos uns quinze gatos pingados a ouvir de uma forma mesmo dedicada o concerto dos lisboetas - eu então até arranjei um simpático galo na moina à pala disso), que a maioria dos sub-18 estava ali somente para ouvir uma das novas coqueluches do hardcore em portugal, já com vídeos na mtv e tudo.E patrocínios, o que não deixa de ser estranho numa banda de hardcore, tendo em conta o seu espírito inicialmente bairrista e de protecção dos seus contra tudo e contra todos. aliás, os devil in me tentaram explicar tudo isto umas 3 vezes no concerto, justificando-se quando sinceramente nem acho que precisassem, à laia de choradinho que ,não me chateando, deu-me uma vontadezita de coçar um bocadinho o meu dedo mindinho do pé direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a escrever isto por um simples motivo: a resposta a tudo isto esteve no exemplar concerto que deram. Não valia a pena andar a justificar uma coisa que eles fizeram possivelmente porque eles julgaram ser o melhor para o futuro - e só eles é que têm directamente a ver com isso. Eu estou-me bem a cagar, por mim até podiam ser patrocinados por uma fábrica de sardinhas em lata, se isso os ajudasse na sua caminhada.È que realmente ao vivo os devil in me são basicamente demolidores. Levaram os putos todos a vários orgasmos musicais, organizaram uns dois "parede contra parede" todos sweet, e devastaram com uma energia contagiante todos os presentes. Agarraram-se aos temas que toda a gente queria ouvir :"from dusk till dawn", "we stand alone" ou o "hit-single" "brothers in arms", tiveram uma audiência a cantar a plenos pulmões, e ainda por cima vão estar na tour europeia com comeback kid, e a gravar um dvd ao vivo em alvalade no próximo dia 10 de maio. foi o melhor concerto da noite sim(embora seguido de perto por men eater..e errata também não ficou muito longe) e a dedicação foi extrema. Agora vão-se lá internacionalizar, aviem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a232.ac-images.myspacecdn.com/images01/7/m_abc5c4468944afe48733b8ef705abb77.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(devil in me a tocar no seilaonde, mas ah e tal ontem não foi - foto &lt;a href="http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&amp;amp;friendID=10067475&amp;amp;albumID=1354559&amp;amp;imageID=24912342"&gt;aqui&lt;/a&gt;:)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto. Putos a dar com um pau (embora duas simpáticas cachopas do staff tinham um aspecto exemplarmente simpático para os espécimes do sexo masculino) quatro boas bandas, uma que vai crescer, outra que não ouvi, outra que se confirma, e outra que se não perder a garra que tem ao vivo promete rebentar mesmo no estrangeiro. Os putos da comercial estão de parabéns, e vamos ver se para o ano há empenho para fazer um evento desta envergadura. Abraços e kisses e o camandro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-6042023008837485853?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/6042023008837485853/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=6042023008837485853' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/6042023008837485853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/6042023008837485853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/05/festival-dartes-2008-sociedade-musical.html' title='FESTIVAL D&apos;ARTES 2008 (SOCIEDADE MUSICAL CAPRICHO SETUBALENSE)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3188064026875871453</id><published>2008-04-27T19:52:00.002+01:00</published><updated>2008-04-27T20:15:49.308+01:00</updated><title type='text'>[REC] de Jaume Balagueró</title><content type='html'>&lt;img src="http://finissimo.com.br/cinema/wp-content/uploads/2007/12/rec_movie_poster2.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  [REC] deve ser o filme com a sinopse mais básica da história do cinema. Pelo menos deve estar perto disso. Ora vejamos: repórter com voluptuosidade à bruta vai fazer uma reportagem a um quartel de bombeiros, para filmar a sua actividade durante a noite. Quando dois bombeiros são chamados a socorrer uma mulher que está a gritar, ela juntamente com o seu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cameraman&lt;/span&gt; acompanham-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E pronto é isto. Esta é a história base deste filme espanhol, que logrou vencer o Fantasporto deste ano, e que anda por aí em larga escala nos nossos cinemas. Vídeo meio amador, a la blair witch project (e cloverfield claro...mas o blair witch veio muito primeiro caraças), acção em tempo real, basicamente os mesmos moldes que estes filmes à laia de documento filmado. Aqui não temos inovação. Nem propriamente na história em si: obviamente que é naquele prédio que o filme tem todo o seu desenvolvimento, mas nem nenhum dos elementos lá encontrados é propriamente uma descoberta da roda, nem sequer o filme dá grande azo a reflexões existenciais sobre a vida, o valor da vida, ou qualquer coisa sobre a nossa contemporaneidade, aquele tipo de coisas que, se é para serem apenas e só emocionalidade de pacotilha, mais vale ficarem de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; [REC] acerta no que é preciso: assusta. dá para um gajo dar uns pulos na cadeira, dá para sentir alguma repulsa, dá para sentir terror. No fundo era isso que se pedia a este filme. Depois ele consegue ser consistente durante toda a sua duração, não tendo momentos mortos, e preparando bem o caminho no desenrolar da película. È um filme com uma estrutura relativamente simples, mas consegue ganhar muitos pontos na eficácia. O conceito claustrofóbico, que ajuda muito para uma atmosfera aterrorizante, está perfeito. Todas as personagens são credíveis, embora sejam, na sua maioria, meros peões num jogo que obviamente não controlam. O final, não sendo nada de transcendente, também se come.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Este filme espanhol é por isso, um bom manual para se fazer um bom filme de terror. Não é uma coisa gigantesca nem deixa ninguém boquiaberto, mas tem o que é preciso para cumprir aquilo a que se propôs. E tendo em conta que os filmes de terror que têm vindo dos states, são mais um bocado de póia para vender pipocas que outra coisa qualquer, é óptimo que existam alternativas credíveis e que consigam ainda fazer aquilo que um bom filme de terror deve ter como principal objectivo: assustar. Seja de que maneira for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3188064026875871453?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3188064026875871453/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3188064026875871453' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3188064026875871453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3188064026875871453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/04/rec-de-jaume-balaguer.html' title='[REC] de Jaume Balagueró'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3457075717732675585</id><published>2008-04-13T23:06:00.002+01:00</published><updated>2008-04-13T23:22:43.223+01:00</updated><title type='text'>Earth - The bee made honey in the lions skull(2008)</title><content type='html'>&lt;img src="http://img206.imageshack.us/img206/2118/coverxy1.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os earth são uma gigantesca instituição, mesmo que sejam só conhecidos por meia dúzia de gatos pingados. Exemplos perfeitos de pincelar o silêncio com harmonias graves e obscuras, mais umas guitarras a distorcer...ambiente de "paz armada" portanto. São os mestres dos genialíssimos sunn 0))), mas são sobretudo únicos naquilo que sempre fizeram : o chamado "necro". Talvez mais suaves desta feita, mas sempre sombrios, criando uma escuridão enlameada por notas repetidas até à exaustão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Este "the bee made honey..." é um disco rico em atmosferas densas, mas ao mesmo tempo perfeito na sua execução. Arrasta-nos, leva-nos calmamente ao patamar que quer. è daquele tipo de álbum que exige uma fidelidade constante, porque é ele quem delimita e compõe o percurso. Vale por si, pelas suas harmonias, pelo piano que tão bem soa em "miami morning coming down II - shine", e por conseguir envolver-nos. È um disco quente, sombrio mas quente. como explicar? há por aqui harmonias quase doces. Beleza intrínseca, mas beleza que advém de toda uma negritude que também nos repele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E depois desta parvoíce toda, escrever sobre " the bee made honey in the lions skull" acaba por ser inútil. Obviamente que há riffs que quase que se repetem, obviamente que a atmosfera e o sentimento são quase sempre os mesmos ao longo destes sete temas. Mas porra, estamos a falar de necro. Aqui o importante é perceber a validade deste encanto obscuro. E compreender a tamanha genialidae em criar um mundo inóspito, mas que consiga ser pacífico ao mesmo tempo. Perceber que os earth continuam aqui a dar cartas, e perceber que o caminho deles continua a ser percorrido apenas e só por eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O resto que vá tudo comer papa. conseguir ser sombrio, suave, caloroso, frio, inóspito, belo, e tudo ao mesmo tempo está ao alcance de alguém? Os earth são a maior e melhor máquina de batidos do mundo. Boca aberta para quê, quando só pedem que o ouvido esteja atento? E a sério: falhar isto é falhar um dos melhores discos de 2008. E um bom batido de umas sete mil frutas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3457075717732675585?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3457075717732675585/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3457075717732675585' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3457075717732675585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3457075717732675585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/04/earth-bee-made-honey-in-lions-skull2008.html' title='Earth - The bee made honey in the lions skull(2008)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-253746311340765647</id><published>2008-03-31T23:07:00.002+01:00</published><updated>2008-03-31T23:31:40.092+01:00</updated><title type='text'>lagoa burning metal fest</title><content type='html'>Eu estou longe de ser um tipo armado aos metais. Com os cintos alternativos, e os picos, e a roupa preta e o camandro. Também não gosto grande coisa do metal dito "tradicional" que me parece um bocado repetitivo. e ainda gosto menos quando existe tanto metaleiro que deita fora cenas geniais como dillinger escape plan, converge,isis, cult of luna e etc e tal. Mas agora o que interessa é referir uma iniciativa que vai ter a sua segunda edição lá para os finais do simpático mês de Julho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.chiarapellegriniagency.com/public/PhotosNews/17_lagoa-burning-live-70x100.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vá este é o de 2007. e que raio de terceiro dia é aquele com sp &amp; wilson e o camandro? Estamos a ver o comum fã de bandas como destruction, ou primal fear a curtir o som do hip hop destes tipos? Ou vá de uma maneira mais genérica imaginem um tipo que conheçam que ouça maiden, metalica, black sabbath, dia sim dia sim ir-se meter a abanar o toutiço com aquilo. Ou as simpáticas metaleiras a curti-las..enfim coisas da vida. embora calcule que aquele dia 8 tenha sido, vá, um fiasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; È curioso: lembro-me de ter passado de comboio em estômbar. e lembro-me porque, quando se parou na estação, ouvia-se uma banda a ensaiar, provavelmente num barracão mesmo do outro lado da linha. não é por nada, mas fica sempre engraçadote gerar um a identificação escriba vs spot da cena onde vai acontecer o evento e tal. Agora, muito mais que isso, estômbar vai ter opeth, soilwork,obituary,W.A.S.P.,moonspell,Tankard, leave's eyes,finntroll,evergrey,discharge,angra, ancient rites, grave digger...uf uf uf. Tanto nome deste serve para meter qualquer metaleiro a salivar. Este cartaz faz lembrar aquelas reviews que a loud por vezes tem, sobre festivais em espanha...e mesmo quem não é totalmente adepto da cena (tipo eu), fica a pensar "que raio de país este, no meio de tanto metaleiro ninguém se arranja para fazer um festival em termos"? e quais génios, da lâmpada, pumba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tudo bem: estou a negligenciar o SWR, o festival de recarei(não me lembro do nome), e tantos outros que todos os anos existem contra tudo e contra todos certamente. Obviamente que deve ser um esforço tremendo para colocar tudo a postos. Agora nunca houve por cá um festival assim tão grande. Não sei sequer quem o está a organizar, mas seja lá quem for, merece ser agraciado por doces donzelas de garbosos atributos (ou gajos, se forem senhoras a organizar). Anyway, ter esta gente toda junta deve ter sido o cabo dos trabalhos. Agora é apostar na estrutura, ter algo sólido para mostrar, bons acessos e capacidade para responder não só aos comuns portugas, como aos espanhóis que vão ser com certeza aos milhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Agora já temos o nosso wacken. claro que preferia que tivéssemos o nosso hellfest (com porcupine tree, red sparrowes,cult of luna, nofx, between the bury and me,anathema,sick of it all e katatonia, como o deste ano...que raiva do caraças que tenho dos franceses), mas termos o nosso wacken já é uma benesse. Termos gente com tomates para acreditar que é possível realizar um grande festival de metal neste cantinho, é algo que fica muito bem, e que finalmente! aparece. A melhor das sortes mesmo. Espero é que exista publicidade em termos porque um cartaz destes merecia largamente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-253746311340765647?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/253746311340765647/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=253746311340765647' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/253746311340765647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/253746311340765647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/03/lagoa-burning-metal-fest.html' title='lagoa burning metal fest'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-4487761753868264286</id><published>2008-03-07T22:26:00.003Z</published><updated>2008-03-07T22:37:48.194Z</updated><title type='text'>Isto vai ser A cena</title><content type='html'>&lt;img src="http://a320.ac-images.myspacecdn.com/images01/89/l_47fcb48f2768575b6e798c0e53c974ef.png"=&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vicious five outra vez a abandalhar á bruta o panorama nacional. Rock deste ninguém faz por cá o que é uma real pouca vergonha. Que seja tão catcht, tão bem feito e pujante não. Desta vez pelos temas do myspace, parece menos garage um bocadinho mais limpo (o que até é bom porque a produção vem na onda de "up on the walls") e "lisbon calling" é um hino do catano que vai meter toda a gente a berrar a plenos pulmões. Oh cum caraças ninguém se farta. E vão ao myspace desta gente depressa! Disco vai aparecer aí segunda feira nos sítios onde eles o puserem a vender, já que a edição é de autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; http://www.myspace.com/theviciousfive&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-4487761753868264286?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/4487761753868264286/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=4487761753868264286' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/4487761753868264286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/4487761753868264286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/03/isto-vai-ser-cena.html' title='Isto vai ser A cena'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-2745470087958461946</id><published>2008-03-03T04:54:00.002Z</published><updated>2008-03-03T04:59:13.044Z</updated><title type='text'>Ep's engraçadotes vindos cá do ponto minúsculo</title><content type='html'>A ver se abro com isto nova secção. Críticas a ep's de bandas novas, que podem ou não ser pedidas por elas próprias. Isso é à vontade de freguês e eu não me coíbo de andar aí tipo moço de recados e tal. De qualquer forma, a ver se consigo arrefinfar com esta nova secção de um modo relativamente frequente. Já sabem que sou aqui o tipo meio cromo que muitas vezes se arreginfa em desatenções parvas, mas de qualquer maneira acho lógico começar a falar das bandas que por aí andam...já que muitas vezes pouca gente fala delas. O que, apesar de tudo, nem é assim tanto o caso dos skewer. Aqui vai um texto resumido sobre o mais recente ep da banda. e não, não vou pôr notas nisto. I mean desta vez vou preferir uma avaliação só pela avaliação. no caso de bandas que agora estão a surgir, se um gajo não achar o objecto musical pelo menos tão bom como a scarlett johannson (ou vá mesmo a drew barrymore, para baixar um bocado os padrõezinhos), também não é caso para haver chatice. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; e depois deste texto introdutório meio parvo aqui espeto a crítica ao "whatever":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Skewer - Whatever&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://media.virginmega.fr/Covers/Zoom/BLV/0634479650468.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Se há bandas que gostam de soar como se tivessem nascido há 30 anos, os skewer reduzem um bocado a fasquia, que fica por volta dos 18. Vamos lá a ser honestos: se não houvesse &lt;span style="font-style:italic;"&gt;grunge&lt;/span&gt; também não existiam skewer. Banda do barreiro, cujo vocalista Valério já fez parte de projectos de diferentes proveniências sonoras, desta vez é a sonoridade tornada icónica por cobain e seus comparsas, que toma conta da contenda. "Whatever" é o segundo tomo deste trio, que se baseia no poder das guitarras arrastadas, numa voz sôfrega, mas sobretudo numa tentativa de recriar a alma do início dos noventas.Destaques? Ouçam "wash you away" talvez o tema mais soturno deste ep, e tentem a partir daí formular a vossa opinião. Quanto a mim, não sendo  este ep  aquilo que eu poderia amar à bruta hoje em dia, salve-se pelo menos a tentativa de homenagear o que se gosta, sem medo de poder eventualmente soar datado. Os skewer são isso: contra tudo e contra todos, fazer aquilo que se quer. e este espiríto libertário assenta-lhes muito bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De importante relevo, é que este manifesto quer-se à escala global: a Banda acaba de assinar um contrato de 3 anos com a Belivie de França para a distribuição do Ep "Whatever", que faz parte da mega label Virgin, neste caso a francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Skewer na Virgin Music (Online)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.virginmega.fr/musique/album/skewer-whatever-103391198,page1.htm"&gt;http://www.virginmega.fr/musique/album/skewer-whatever-103391198,page1.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-2745470087958461946?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/2745470087958461946/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=2745470087958461946' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/2745470087958461946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/2745470087958461946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/03/eps-engraadotes-vindos-c-do-ponto.html' title='Ep&apos;s engraçadotes vindos cá do ponto minúsculo'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-2117714134653660526</id><published>2008-02-19T01:02:00.003Z</published><updated>2008-02-19T01:17:25.814Z</updated><title type='text'>Nada surf - lucky (2008)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj500/j565/j56567mxvup.jpg"/&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Toda a gente conhece "popular" o mui razoável hino de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;geekalhada&lt;/span&gt; feita a meio dos noventas. "Popular" foi, a par de temas como "buddy holly" dos weezer, a antítese perfeita da rebeldia grunge que pairou na altura (embora o disco "high/low" que o continha seja de 1996). A verdade é que os nada surf foram considerados como mais um "one hit wonder" arrumado na gaveta, e não conseguiram ganhar volume de vendas suficiente para ultrapassar a questão, como fizeram os weezer (embora presuma que o homónimo do cuomo e resto do povo seja francamente superior à estreia dos nada surf, que não ouvi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pesquisas rápidas pela intermete (allmusic.com e quejandos) mostram porém que a b anda se tornou num culto bastante considerável por esse mundo fora. a sua pop foi remendada com afinco, e os nada surf acabaram por ser mais uma banda de deleite de uma imensa minoria. "Lucky" é o quinto disco de originais de uma banda que tem sido muito bem vista pela crítica, não atingindo um reconhecimento em mais larga escala...nem sei porquê.&lt;br /&gt; "Lucky" tem o autêntico rótulo de "disco de canções". Todas de uma linguagem extremamente pop, alguns pózinhos de batidas mais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;indie&lt;/span&gt;, mas sobretudo uma uniformidade que percorre o álbum todo. Canções suaves, leves, com um ou outro rasgo um tudo nada mais agressivo, pretensiosas q.b., mas sobretudo fascinantes pela sua tocante simplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; È assim que "see these bones" nos cativa. Ou "whose authority", que contém um refrão  um bocadito mais agressivo. Ou a grande "beautiful beat" que é desde já a melhor canção pop do ano, com um refrão cola-cola, que merece muito mais do que meia dúzia de gatos pingados que a vão ouvir. Ou a toada quase country de "here goes something",o magnetismo um pouco mais épico de "weightless" ou o quase sussurro de "The film did not go round" que fecha o disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Lucky" é um emaranhado coeso como tudo de canções intemporais, feitas com carinho e estima, cuidado e amor. Este disco merece o prémio "bolinhos da avó": aqueles bolinhos que as nossas avós nos faziam com o maior esmero familar do mundo, prontas a agradar aos nossos críticos e honestos paladares. "Lucky" é um disco primaveril, relativamente solarengo, que consegue apesar de tudo cair bem nesta altura. Mas mais que isso, é mais um disco que tanto pode ser ouvido agora como daqui a vinte anos, que actualidade não perderá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E que mais gente redescubra os nada surf...pérolas pop destas não há aos pontapés, e os tempos da grande "popular" (sim, é um tema do caraças) saíram fora através do crescimento destes tipos. E xi, como estão eles crescidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomem lá "beautiful beat"..e deleitem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-CoOI0zdJms&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-CoOI0zdJms&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-2117714134653660526?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/2117714134653660526/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=2117714134653660526' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/2117714134653660526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/2117714134653660526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/02/nada-surf-lucky-2008.html' title='Nada surf - lucky (2008)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-5306734660875178572</id><published>2008-02-12T17:29:00.000Z</published><updated>2008-02-12T17:45:57.439Z</updated><title type='text'>Gone baby gone de Ben Affleck</title><content type='html'>&lt;img src="http://img5.allocine.fr/acmedia/rsz/434/x/x/x/medias/nmedia/18/64/50/94/18790247.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já muito se falou com os paralelismos deste filme para com a vida real, no caso deste nosso rectângulozinho, a maddie e a esmeralda. Aliás, acredito eu que muita gente vai ao engano mirá-lo à pala destes dois casos, que deram à verdadeira estreia de ben affleck na realização (li no imdb que ele já tinha feito uma coisa qualquer esquisita para a disney há uns anos) um circo nas revistas da treta que temos por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sim, o filme centra-se numa menina que desaparece. E há um tipo detective(casey affleck, o irmão de ben pois claro) que é contratado pela tia da miúda, para a encontrar. Até aqui tudo bem: ele e a mulher (simpática silhueta feminina a de michelle monaghan) andam por aí à procura da miúda, aproveitando os contactos que a personagem de casey (sim já não me lembro do nome dele no filme) tem no submundo de boston.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até aqui tudo bem: mas vamos a ver a mãe da miúda e aparece uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;junkie&lt;/span&gt; que nada tem a ver com a sobriedade de kate mccann. a miúda, amanda, vivia num relativo degredo, e a mãe não parecia ter condições de gente para poder dar o minimamente decente à menina. Daí a suspeitar-se de um casal drogado com um filho pedófilo é um passo. e uma das cenas mais intensas do filme é precisamente a incursão do nosso amigo detective naquele antro sujo e porco, tão bem filmado e idealizado por ben affleck. Não há dúvidas: uma realização tão surpreendentemente sóbria como esta, recheada de personalidade (com um ou outro rasgo de sentimentlismo pelo meio, mas nada que diminua a película) é talvez a maior surpresa do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Gone baby gone", avança bem enquanto investigação sobre a miúda desaparecida. Mas é quando os dados se invertem, e a história se torna num terreno dilema moral que ela ganha contornos de grande obra, e se trancesnde. Surpreendendo-nos sim. Afinal o melhor é fazer o que está realmente certo, ou aquilo que será &lt;span style="font-style:italic;"&gt;melhor&lt;/span&gt;? Como é que a nossa cabeça consegue convergir quando dois pensamentos tão fortes como estes aparecem em rota de colisão? e como aguentar o resto da vida a pensar se se fez ou não a escolha certa? "Gone baby gone" é um filme sobre a maneira em como todos nós podemos escrever direito por linhas tortas. Mas em que essas linhas tortas, podem não ser o mais correcto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E a personagem do detective vive sempre dentro desta linha. Seja na incursão pela casa dos pedófilos adentro, seja quando ameaça um dos mânfios de oston, seja já na parte final do filme, quando tudo aparece como algo realmente novo. Esta estreia de affleck tem drama, tragédia, dilemas morais, acção, degradação, e tem sobretudo uma forma muito contemporânea de encarar os nossos maiores problemas. È um verdadeiro filme de novo milénio, e é uma obra surpreendente. Se houver muita gente atraída às salas pelos casos da maddie e da esmeralda, ao menos temos a plena garantia de que vão ver muito bom cinema. Um filme surpreendente que merece inteiríssimo destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-5306734660875178572?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/5306734660875178572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=5306734660875178572' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5306734660875178572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5306734660875178572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/02/gone-baby-gone-de-ben-affleck.html' title='Gone baby gone de Ben Affleck'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-5469905426732411114</id><published>2008-01-28T02:55:00.000Z</published><updated>2008-01-30T17:22:29.046Z</updated><title type='text'>HOPESFALL (1998 - 2007) - ou aquilo que passou de scarlett johannson a odete santos em dois anos...</title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://a684.ac-images.myspacecdn.com/images01/17/l_fd9a506456c27e9d365ee4f441525bdb.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  ASim, 2008 já tem quase um mês, os hopesfall não acabaram exactamente no fim de 2007 mas que se lixe. Alegadamente por problemas com a editora, embora isso não fosse o único motivo. Verdade seja dita que eles nem adiantaram um grande motivo. E isto é alvo de post porquê? Porque é a típica banda que, se tivesse acabado a tempo, ter-se-ia tornado um culto do caraças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Explico: "the frailty of words", e o primeiro ep homónimo, não tiveram os meus ouvidos em cima. O resto sim. Os primeiros temas que ouvi da banda foram, salvo erro o "the bending" e o "dead in magazines", dois temas entusiasmantes (especialmente o primeiro com a força imensa daquelas guitarras caraças) O primeiro disco completo que ouvi de hopesfall, "adquiri-o" através do meu amigo Jorge, que podem ver por baixo do meu nome na coluna da direita.E era o "a-types", disco que sucedeu o "the sattelite years". De facto, tirando os 4 temas que enunciei quando fiz uma crítica ao álbum (que anda por aqui nos arquivos do blog), era vá mau. Manhoso. Não póia pura, mas um bocado de cocó que às vezes fica no dedo quando um gajo lá vai com papel higiénico. e bom, como imagem fica fofo certo? pois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Adiante, para acabar com a nojeira. A verdade é que depois, alguns meses depois, tomei contacto com o "no wings to speak of", o ep de 2001, feito a seguir ao "the frailty of words". e a genialidade foi tanta que, a páginas tantas ainda vou ouvir essa pequena-obra prima que os hopesfall fizeram, mesmo com uma produção manhosa, a voz a surgir fora de tempo entre mais alguns defeitos. Mas esse ep é genuinamente bom. Daquelas coisdas brutalmente honestas, e que ficam na moina à pala de riffs &lt;span style="font-style:italic;"&gt;catchy &lt;/span&gt; como o raio e de vozes agressivas que lhes assentam na perfeição. sim... o problema dos hopesfall foi terem durado tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois de "The sattelite years", quase toda a banda mudou...só o vocalista se manteve, salvo qualquer imprecisão, e a banda aligeirou o seu som como eu já não via há muito. De soraia chaves passaram a meretrizes brasileiras com uma quanta gordura acumulada que andam por aí em bares de strip. Ou quase. Venderam-se autenticamente. Um ep e um disco fantásticos, e depois deram aos fãs a cagada do "A-types". a minha sorte é que o ouvi primeiro, e pude ficar deslumbrado com o que veio de trás. Agora quem fez o percurso dito, comum, há de ter ficado brutalmente desapontado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "A-types" tem realmente esses 4 temas engraçadotes. Mas o resto é manhoso, e mesmo os temas mais simpáticos, não têm a garra e a força dos seus antecessores. As guitarras estão altamente light, não há agressividade para ninguém, restou rock com uns laivos de peso. e não é nisso que vou pensar quando me lembrar dos hopesfall. No entanto foi nisso que eles se tornaram. E "magnetic north", o último disco da banda editado no ano passado, não elevou gigantescamente a fasquia. elevou-a sim: e tem um óptimo tema chamado "rx contender the pretender" mas já não é o mesmo. uma "the end of an era". A genial "April left with silence". "Decoys like curves", a guitarrada a rasgar de "Andromeda", a fúria de "Open hands to the wind".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que me vou recordar deles era de uma banda que teria sido genial, se tivesse acabado em 2002/2003. Daquelas bandas que um gajo pensa "foda-se como é possível terem acabado já, quando ainda tinham tanto para dar caraças?". Às vezes se calhar não tinham assim tanto. E os hopesfall foram um desses casos. a única coisa verdadeiramente positiva no meio disto tudo é que se calhar eu não teria dado grande importância à banda, senão tivessem editado o "a-types". Se não tivesse lido a crítica de [3] ou [4] do freitas na loud!. Mas de resto os hopesfall aliviam um dos nossos maiores medos: o medo de vermos bandas absolutamente promissoras a acabarem quando podiam ainda ter feito tanto. Se calhar não podiam mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E agora deixo aqui uns presentes que faxabôr...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hopesfall - april left with silence (ao vivo e tal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7oTfs8it-yU&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7oTfs8it-yU&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; hopesfall - the bending&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/325VrIVSQbk&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/325VrIVSQbk&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hopesfall - icarus (estão a perceber as diferenças? pois claro...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/E45vXq0odeE&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/E45vXq0odeE&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e pronto. Dois vídeos de boa lavra, outro de uma colheita bastante fracota. E sim a "icarus" faz parte dos quatro temas que, apesar de tudo não apodreceram à bruta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vão ouvir primeiro o "a-types" e o "magnetic north". È que quando ouvirem tanto o "the sattelite years" com o "no wings to speak of" vão-se espumar de prazer. Garantido pá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-5469905426732411114?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/5469905426732411114/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=5469905426732411114' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5469905426732411114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5469905426732411114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/01/hopesfall-1998-2007-ou-aquilo-que.html' title='HOPESFALL (1998 - 2007) - ou aquilo que passou de scarlett johannson a odete santos em dois anos...'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-7590032234705415404</id><published>2008-01-15T19:24:00.001Z</published><updated>2008-01-15T19:45:37.542Z</updated><title type='text'>Saw IV de Darren Lynn Bousman</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.mundofisher.com/prod/downloads/saw4.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Às vezes nem sei porque raio ainda vejo filmes que não auguram nada de bom. aliás muitos desses filmes eu normalmente nem posto aqui, porque não acho que valham a pena serem alvo de um comentário. Por outro lado por vezes existe aquele real prazer do entretenimento, de ir ver um filme só para passar algum tempo, divertir e tal e vir embora. O caso de saw costuma ser este. Até um bocadinho melhor que isso, sobretudo no que diz respeito ao primeiro filme - que é um conceito relativamente inovador de um thriller com muito sangue, mas que não o torna estupidamente gratuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Saw 4" já nem conta com os préstimos de leigh whannel para o argumento - ele e wan ficam-se apenas e só pela produção executiva da coisa. compreende-se: possivelmente para eles o gozo absoluto de fazer continuar a saga já não será o mesmo mas motivo$ mais altos se levantam. Neste novo tomo agora tomamos contacto com personagens quase figurativas de filmes anteriores, onde jigsaw embora já morto, ainda está lá para as curvas e vai testar um oficial da polícia para salvar dois companheiros seus: eric matthews (donnie whalberg outra vez pois claro) e o inspector hoffman(costas mandylor especialista em filmes de série B ou Z - que pelos vistos já apareceu em mais capítulos mas eu nem me lembro dele). e temos o filme feito. O resto é ver o tal oficial de nome riggs a tentar chegar ao local onde está o resto da trupe ameaçada de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; e ficamos por aqui a nível de argumento. OK dá para tomar contacto com a ex-mulher de jigsaw ver mais alguns momentos da história dele com a senhora (de simpáticas formas diga-se), mas isto já é a saga a querer levar-se a sério: o que saw quer para o espectador? Nós esperamos por um filme que tenha mortes, resoluções e descobertas através disso, e um final que nos deixe surpreendidos. Ora tudo neste saw 4 está demasiadamente fácil de resolver. O final então é extremamente desapontante porque quer ser surpreendente mas está longe disso. Safa-se apesar de tudo a coerência da história e o facto do herói desta vez ter de encarnar a pele do próprio assassino. e pensar como ele. O filme avança razoavelmente bem, mas falha ao dar-nos as (poucas) cartas antes do fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; e depois temos os actores..."saw" nunca foi propriamente prodigioso em grandes interpretações. Mas normalmente coisas medianas chegam para filmes destes. Aqui o problema é que tirando whalberg o resto é...mau. mandylor é mau actor, riggs medíocre, mesmo os inspectores do fbi não são nada de especial. Faltou uma direcção de actores competente, porque assim a história perdeu bastante credibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No final louve-se apesar de tudo o querer que "saw" não tenha sempre apenas mais um capítulo para dar uns trocos a quem fez isto tudo. Mas muitas vezes o querer não basta. e não sendo um filme péssimo, nem mau, acaba por estar ao nível do terceiro. Com uma diferença: este final é bem mais previsível, e daí ter uma nota mais baixa que o seu antecessor. Agora é esperar mais um ano pelo quinto e ter a esperança que melhore. Lá vou eu voltar a lamentar-me á laia de masoquismo em ainda ir ver filmes que sei que não devem valer grande coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-7590032234705415404?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/7590032234705415404/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=7590032234705415404' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/7590032234705415404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/7590032234705415404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/01/saw-iv-de-darren-lynn-bousman_15.html' title='Saw IV de Darren Lynn Bousman'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-5618784104225255227</id><published>2008-01-12T02:39:00.000Z</published><updated>2008-01-12T03:21:27.137Z</updated><title type='text'>VINTAGE: Rival schools - united by fate (2001)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dre900/e912/e91255q7dwi.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Primeiro que nada: é um absoluto fenómeno do entroncamento que este "united by fate" tenha passado completamente despercebido na altura em que foi lançado. Mais: é uma estupidez que este disco tenha sido a minha primeira grande descoberta do ano, à pala do boundtoramble do forumúsica. Obrigado pá. Se o tivesse encontrado na altura em que saíu teria sido com toda a certeza um excelente acompanhamento para me descontrair da treta que é ser adolescente. Assim boca, é a treta que é ser-se jovem e tal e começar a ver que vai ter responsabilidades no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bem, mas isso que se foda agora. Os rival schools são mais um projecto de walter schreifels, músico nova iorquino que actualmente vive na alemanha. e que já teve em gorilla biscuits, banda de hardcore, moondog, nos genialíssimos quicksand, e agora tem um projecto meio indie chamado walking concert. e todos os seus projectos são bons ou óptimos. Quicksand é fantástico, rival schools é genial. e é impressionante que o desgraçado do homem nunca tenha tido reconhecimento decente por nada mas enfim, o mundo é mesmo injusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; È que este "united by fate" é um disco excelente de rock contemporâneo. contemporâneo no sentido de ser bastante simples, de incluir alguns riffs que veríamos nuns weezer mais agressivos por exemplo, menos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cheesy&lt;/span&gt;. "United by fate" não tem as guitarras agressivas dos quicksand, mas substitui-as por instrumentalizações com mais&lt;span style="font-style:italic;"&gt; groove&lt;/span&gt; e contagiantes como tudo. com refrões brutais que entram logo no ouvido, com uma sonoridade fresca embora não propriamente nova. "Travel by telephone" ou "everything has it's point" que iniciam o disco, são precisamente exemplos dessa mesma vontade em agarrar o ouvinte logo à primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O disco, todo ele, tem grandes momentos. tem um início fantástico com estes dois temas, mas prossegue com um tema mais rápido ("high acetate"), e outro mais baladeiro e intenso como é "undercovers on" - o tema que muitas bandas por exemplo de grunge gostariam de ter gravado. "undercovers on" é um tema mais melódico e calmo e que pausa a rebeldia inicial, tendo um solo para cima de perfeito. Depois aparece a absolutamente desviante "Good things" que é um manifesto rock interessantíssimo, optimista, solarengo diria mesmo. Perfeito para um dia de sol, onde possivelmente não estaremos muito contentes da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E depois, embora o disco perca alguma facilidade de criar temas 100% &lt;span style="font-style:italic;"&gt;catchy&lt;/span&gt; a qualidade continua inabalável. Há a mais arrastada "world invitational", o rock mais convencional com "the switch", ou uma vertente mais instrumental com a última "hooligans for life". pelo meio ainda há mais um tema que se assemelha àquela vertente mais descontraída do disco: "holding sand". De qualquer modo o álbum é um rochedo inabalável e tem uma toada equilibradíssima. Se a páginas tantas perde em espontaneidade ganha em consistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "United by fate" não é original. Nem é propriamente o começo de nada. Mas consegue aliar algumas guitarras mais pesadas, uma certa tendência mais FM e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;catchy&lt;/span&gt; e tem sobretudo canções muitíssimo encorpadas e coesas. Tem temas mais que suficientes para agradar como tudo a qualquer fã de rock, e merecia ter tido exposição quando saíu. Porque rock deste tão bom não é feito por muita gente. e não andam por aí canções tão perfeitas como "travel by telephone", "everything has it's point", "good things", "holding sand" ou "favorite star".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "United by fate" devia ser um dos discos rock por excelência desta década. Não o foi quando saíu. Neste momento significa isso para mim. Não sei se para sempre mas por enquanto. Temas fantásticos como estes não conheço assim tantos como isso. E vou dar mesmo nota máxima. Não o conheço há mais que semana e meia mas é como se conhecesse há que tempos, dado que o ando a ouvir quase ininterruptamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;10/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah: dois vídeos do tu tubas para perceberem o que andam a perder desde 2001:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "travel by telephone"(só a música - o vídeo é a capa do disco e tal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xQg85po9Q0s&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xQg85po9Q0s&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"rival schools" - everything has it's point" (e aplica-se o mesmo que no vídeo anterior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/im9tdySHx6o&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/im9tdySHx6o&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-5618784104225255227?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/5618784104225255227/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=5618784104225255227' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5618784104225255227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5618784104225255227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/01/vintage-rival-schools-united-by-fate.html' title='VINTAGE: Rival schools - united by fate (2001)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-129657422012311290</id><published>2008-01-06T19:47:00.001Z</published><updated>2008-01-06T19:48:17.700Z</updated><title type='text'>MELHORES RODELAS 2007 - INTERNACIONAL</title><content type='html'>Tinha de ser não tinha? Já não era sem tempo. Então pronto cá vai disto. Depois meto um comment todo fofo a seguir aos 30 discos internacionais e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;THE LOOSE SALUTE - TUNED TO LOVE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri700/i788/i78853amkr7.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disco bastante simpático e agradável. Não sendo uma obra-prima é um manifesto de bom gosto musical e jovialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;THE DOLLYROTS - BECAUSE I'M AWESOME&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj200/j217/j21765ma6lq.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; o riot grrl está de volta com uma rapariga a dizer que é a melhor do mundo e que o melhor amigo é todo bom e tal. Para isso caguei, mas não caguei para a garra e energia que esta gente tem em disco. Em palco faço ideia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;THE FALL OF TROY - MANIPULATOR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri500/i540/i54022z9o4z.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ou como fazer uma banda que é rock, post hardcore, e tem um laivozinho ou outro mais noise, num produto mais acessível, mas ao mesmo tempo frenético. "Manipulator" é abanão por todo o lado, pronto a desafiar consciências mais adormecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 -&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; ARCADE FIRE - THE NEON BIBLE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i429/i42945szrq8.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As boas canções estão lá, e os arranjos continuam belos. Falta é aquele golpe surpreendente que teve funeral. Mas feitas as contas trata-se de um competentíssimo disco pop a virar ao indie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MINSK - THE RITUAL FILES OF ABANDONMENT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri300/i378/i37859esl4e.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os minsk batalham por uma sonoridade própria que vai ao sludge, mas nem pensar que se fica por lá. Música de fusão muito bem feita e de superior aprumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25-&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; JOSE GONZALEZ - IN OUR NATURE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj000/j046/j04660l6sv4.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ou como garantir o ganho através de uma desarmante simplicidade. Um tipo sueco, uma guitarra e muito calor. Um disco fantástico para se poder tocar numa praia qualquer, à noite com uma fogueira acesa. Quente,quente,quente. e caloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MASERATI - INVENTIONS FOR THE NEW SEASON&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri800/i836/i83621zhvt1.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Rock electrónico instrumental? Seja o que for. Os maserati são mais uma banda singular, pronta a fazer um futuro disco com as suas abrangentes influências muito bem amarradas. Para já fica alguma dispersão, mas uns quantos bons momentos musicais como na primeira faixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;RADIOHEAD - IN RAINBOWS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://design.defymusicgroup.com/ir/in_rainbows5.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "In raibows" nada mais é que uma nova face dos radiohead. Uma nova forma de voltar a dar a genialidade a que a banda de thom yorke sempre nos habitou, agora com polémica acrescentada. Não é o disco que tanta gente apregoa como marco musical, mas é um conjunto de canções muito apreciável de uma banda que sabe sempre por onde crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;THE ICARUS LINE - BLACK LIVES AT THE GOLDEN COAST&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri800/i843/i84381wfiaq.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os icarus line sempre foram uma banda quase singluar na forma em como fundiam alguns elementos pop, em rock experimental e até com algum peso. Em "black lives at the goden coast",a pop ganha algum avanço, mas nunca consegue ser uma imposição absoluta. Um disco mais encorpado, mais maduro, mais adulto, e um bom futuro para uma banda extremamente interessante no panorama rock mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;GOGOL BORDELLO - SUPER TARANTA!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri800/i883/i88338x0nxs.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparem uma festa qualquer, porque a banda mais festiva do mundo vem aí. Os punks ciganos radicados em nova iorque são uma fabuosa amálgama de sonoridades world music, incorporadas num rock muito próprio. "Super taranta!" é dança atrás de dança, festim atrás de festim, em busca de um prazer musical universal. e a festa é tanta que o conseguem mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SHELLAC - EXCELLENT ITALIAN GREYHOUND&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri700/i785/i78516wr7xh.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Òptimo regresso da banda de steve albini, esse guru-produtor armadão em génio. Os shellac sempre souberam aliar o seu rock mais cru com interessantes noções de experimentalismo e, com este novo disco, aumentam a fórmula exponencialmente. Não existem canções de génio, mas há muitos grandes momentos decorrentes de um certo minimalismo das guitarras. Rock à séria com executantes de mestre, e o seu som sempre singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;OXBOW - THE NARCOTIC STORY&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri800/i837/i83797qz9oa.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os owbow são variedade. Tanto conseguem dar-nos canções quase acústicas, como depois misturam rock com elementos de quase sludge, e oferecem-nos verdadeiras muralhas sonoras. "The narcotic story" é mais um disco de uma banda de som completamente assimilado e que tem todas as asas do mundo para fazer o que bem lhes apetece. e esta misturada entre rock mais minimal, armaçõezinhas sludge e raiva latenta, é mais um grande exemplo disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;POISON THE WELL - VERSIONS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i431/i43147npsb2.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E onde já vão os tempos de "the opposite of december"...disco de estreia destes americanos e que influenciou toda uma geração no que ao metalcore e post-hardcore diz respeito. "Versions" é um atestado de maturidade de uma banda que, ainda estando a caminhar por alguns trilhos de sempre, consegue criar verdadeiras canções que deixam qualquer um muito bem impressionado, sobretudo face à evolução latente desta gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;KEVIN DREW - SPIRIT IF...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj000/j027/j02769n0jlc.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kevin drew é um dos mais influentes membros dos geniais broken social scene. Em "spirit if..." ele tem uma ajuda preciosa do resto da banda (como se nota pelo "broken social scene presents") para criar preciosas canções indie de fino recorte e beleza frágil. Não consegue a genialidade dos lançamentos da sua banda, mas o disco tem a alma própria de um criador firme nos seus propósitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;DEVIL SOLD HIS SOUL - A FRAGILE HOPE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri900/i925/i92582nwcwv.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A banda revelação de 2007. embora com uma quanta experiência de projectos anteriores é com "A fragile hope" que estes músicos chegam mais alto. Metal do bom, com pózinhos de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sludge&lt;/span&gt;, mas também alguns laivos de death metal. Uma fusão bastante interessante que confere à banda uma sonoridade, não única mas singular. È metal, mas é o seu metal, o seu peso, o seu carregar de atmosferas. Um óptimo disco a ser adquirido tanto pelo povo do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;death&lt;/span&gt; como pelos fãs dos isis e cults of luna da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PELICAN - CITY OF ECHOES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri700/i785/i78574zg6bm.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois do genialíssimo "The fire in our throats will beckon the thaw", os pelican voltaram à carga com "City of echoes". Não sendo a genialidade abrasiva do anterior disco de originais, este disco consegue fundir as ideias de rock instrumental de uma forma bem mais sucinta, perdendo em intensidade, mas ganhando em mestria instrumental. E ainda há canções que merecem destaque, como o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;muy bueno&lt;/span&gt; tema-título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 -&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; COBALT - EATER OF BIRDS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.scenepointblank.com/reviews/covers/01617.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um portento de intensidade e força. "Eater of birds" é uma expressão nova das raízes de black metal, a seguir o caminho inicialmente trilhado pelos enslaved. Não é fácil de entrar nele, mas depois a genialidade destes ambientes carregados de peso e de enorme intensidade levam a mais forte. simplesmente arrebatador.&lt;br /&gt;13 -&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; EXPLOSIONS IN THE SKY - ALL OF A SUDDEN I MISS EVERYONE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i418/i41853p0pkv.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os explosions in the sky são uma das mais proeminentes bandas ao que o post-rock diz respeito. "All of a sudden i miss everyone" é, fundamentalmente, mais uma demonstração da magia que este rock instrumental celestial tem. Um disco que volta a provar a doçura dos ambientes de sempre dos explosions in the sky. Uma prova que há bandas que não sabem tropeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 -&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; &lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/02/aereogramme-my-heart-has-wish-that-you.html"&gt;AEREOGRAMME - MY HEART HAS A WISH THAT YOU WOULD NOT GO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri300/i375/i37561qfmrt.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O disco pop do ano. Melodias calmas e tranquilas, doces arranjos, vozes agradáveis. "My heart has a wish that you would not go" baseia-se nestas componentes, que perfazem onze canções escorreitas, e de rara beleza. Um óptimo disco para uma primavera mais bonita que nunca.&lt;br /&gt; - &lt;br /&gt;11 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/11/hell-is-for-heroes-hell-is-for-heroes.html"&gt;HELL IS FOR HEROES - HELL IS FOR HEROES&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri800/i885/i88532l7ncd.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A minha banda de rock preferida da década dos dois zeros voltou em 2007. com mais um disco a atestar as suas grandes capacidades, naquilo que será um cruzamento entre "the neon handshake" e "transmit disrupt". A banda britânica volta com o seu rock emocional de contornos quase épicos, e contágio absoluto. Pena ir agora parar por algum tempo. Esperemos que seja breve, porque rock tão bom como este há mesmo muito pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 -&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; &lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/12/rosetta-wakelift-2007.html"&gt;ROSETTA - WAKE/LIFT&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj000/j074/j07409hpqhn.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Wake/lift" não é à partida  mais que uma revisão da matéria dada de genialidades vindas de uns isis ou cult of luna. Parece que estamos perante mais um disco de sludge bem feito, sem sinais particulares. Mas a páginas tantas esquecemo-nos que no fundo isso é o que mais importa: "wake/lift" não será muito mais que rever matéria de génios, mas é feito com tal profissionalismo e competência, que não pode deixar nunca de ser notado e admirado. e está longe de ser uma mera cópia. Para quem gosta de sludge é indispensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MODERN LIFE IS WAR - MIDNIGHT IN AMERICA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri900/i986/i98602ly719.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um álbum interessantíssimo que é "witness" os modern life is war decidiram aperfeiçoar a forma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hardcoriana&lt;/span&gt;  com guitarras potentíssimas, até a um ponto de rebuçado que deixa todas as marcas. Possivelmente um dos discos com muralha instrumental mais poderosa do ano, mas sobretudo um testemunho de maturidade de uma banda que sempre apostou na lei da força para se impôr. E é com raiva que criam um disco que é o seu maior e melhor manifesto de rebeilão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/12/alcest-souvenirs-dun-autre-monde2007.html"&gt;ALCEST - SOUVENIRS D'UN AUTRE MONDE&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj000/j043/j04311hbo58.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Souvenirs d'un autre monde" é belo. Belíssimo. Cria paisagens dançantes, cria atmosferas de máximo esplendor. Cozinha, faz amor com géneros e envolve-os, dança com o post/rock, o sludge, o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;shoegaze&lt;/span&gt;, modifica e vai-se modificando. È um daqueles discos experimentais que nos apaixonam porque conseguem mostrar a verdadeira essência da música: a beleza, mas também a simplicidade desarmante com que se conseguem fazer certas obras de arte. Majestoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/02/jesu-conqueror2007.html"&gt;JESU - CONQUEROR&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i419/i41908t7dwi.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justin broadrick é aquele tipo de gajo que é génio e ponto final. Os jesu sempre tiveram uma sonoridade que me agrada de sobremaneira. Sempre foram mestres em pincelar atmosferas com cores delicadas e suaves. Sempre souberam utilizar a sua cadência &lt;span style="font-style:italic;"&gt;shoegaze&lt;/span&gt; em prol das canções. E "conqueror" é mais um manifesto dessa mesma beleza, através de temas bem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;uptempo&lt;/span&gt; e que se vão prolongando para nossa satisfação. Um disco singular, de algo sempre singular como são os jesu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/04/blackfield-ii-2007.html"&gt;BLACKFIELD - II&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i421/i42154kwhes.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em 2007 o mestre wilson esteve particularmente bem: conseguiu um óptimo disco com os seus porcupine tree, e fez com que os blackfield aperfeiçoassem a sua fórmula que vai entre pop, rock e alguma coisa progressiva, criando canções simples e belas como "once" ou "1.000 people". "II" é mais uma forma que wilson tem em mostrar ao mundo que a simplicidade pode ser o melhor caminho para a perfeição. E é capaz de estar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/08/porcupine-tree-fear-of-blank-planet.html"&gt;PORCUPINE TREE - FEAR OF A BLANK PLANET&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri500/i588/i58802bif16.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois foi isto. "Fear of a blank planet" não sendo um dos meus discos preferidos de porcupine tree, tem o mérito de ser conceptual (a história da alienação das pessoas em relação aos novos meios de comunicação) e de conter canções lá por dentro. Tem o mérito de ser tudo aquilo que conhecemos de porcupine (os solos maravilhosos, refrões delicados, canções muitíssimo encorpadas) mais uma dose de latente negritude e experimentalismo a que já não assistíamos possivelmente desde "signify". Pode não ser o melhor, mas é certamente um excelente disco que tem uma toada bastante mais interventiva dentro daquilo que os porcupine costumam fazer. Uma espécie de manifesto de denúncia sincero, e ao mesmo tempo bastante sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NEUROSIS - GIVEN TO THE RISING&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri800/i832/i83247sehi4.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os neurosis são uma das melhores bandas do mundo. Ponto assente. "Given to the rising" é mais uma chapada na cara a quem os quer rotular, inclusivamente eu pois claro. São aquela banda que, quando se vê meio apanhada por outra qualquer, faz questão de dar mais um passo à frente para se desmarcar: e com isso continua a fazer portentosos registos com a muralha sonora apurada como já tinha sido no brilhantíssimo "the eye of every storm". Os neurosis fazem música completamente livre, que não se enquadra em lado nenhum, mas consegue ser sempre enigmática e atractiva ao mesmo tempo. eles lá saberão o segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ULVER - SHADOWS OF THE SUN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj000/j095/j09576xinzr.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Possivelmente o disco mais arrepiante de 2007. Os ulver pegaram em texturas que advêm sobretudo de órgãos, e dão-lhes um toque soturno intimista, acolhedor. e ao mesmo tempo belo, belíssimo, maravilhoso. È um disco que consegue ter todas as emoções do mundo e ao mesmo tempo soar frio. Uma frieza cristalina que dói nas entranhas. Mas que sabe bem como tudo. Uma obra singular que merece ficar nos cânones de 2007.&lt;br /&gt;2 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/11/dillinger-escape-plan-ire-works-2007.html"&gt;THE DILLINGER ESCAPE PLAN - IRE WORKS&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj100/j157/j15745o8oly.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os the dillinger escape plan são a banda mais entusiasmante do momento eu não tenho dúvidas. Que continuam no caminho do entusiasmo à pala de meterem tudo numa panela para ver o que sai, confere. Mas daí a fazerem temas tão arrebatadores, com uma sensibilidade pop que ainda por cima cai que nem ginjas (como "black bubblegum" e "milk lizard") já ninguém esperava. Este é mais uma obra fantástica, versátil que continua a repelir a maior parte das pessoas. Daí isto ser tão genial. e tão importante ver uma banda a continuar ininterruptamente a desafiar todos os conceitos musicais. Num mundo correcto, os dillinger ganhavam os prémios todos do mundo. Assim, ganham os meus. Não sendo grande coisa, sempre é fofo ter um segundo lugar no top 30 do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/08/nine-inch-nails-year-zero-2007.html"&gt;NINE INCH NAILS - YEAR ZERO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i458/i45850bm0s5.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O melhor disco dos nine inch nails foi editado em dois mil e sete. "Year zero" não tem nada de particularmente inovador: mas consegue ter um exímio balanço entre todos os momentos que sempre compuseram a carreira do mega projecto de reznor. Experimentalismo,canções a sério, devaneios industriais. E aqui tudo se funde, mas ao mesmo tempo se harmoniza. Amor perfeito é o que é "year zero". a súmula perfeita para uma banda de excepção que se ama ou odeia. Por aqui é amor sentido. A grandiosa obra de 2007 está aqui, por mais detractores que tenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E estamos despachados. 2007 teve alguns bons discos, mas na generalidade talvez tenha sido um bocado mais fraquinho que 2006, onde tive total hesitação entre o primeiro e segundo classificados. Pode-se dizer que os quatro primeiros discos são excelentes, do quinto ao décimo segundo muitíssimo bons, e o resto é óptimo, praí até aos arcade fire. Dolly rots e loose salute são discos bastante bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; e claro, faltou-me gente: animal collective por exemplo. Ou coheed and cambria. Ou sleepytime gorilla museum que merecia uma audição bem mais atenta. Mas isso é o costume faltar-me sempre qualquer coisa, porque sou um cromo do caraças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  2007 foi um grande ano para steven wilson com blackfield e porcupine tree com discos do caraças. A descoberta dos alcest e devil sold his soul. Um regresso, ainda que através de kevin drew, dos broken social scene(pelo menos é sempre fofo ver o nome deles na capa). O disco definitivo dos nine inch nails, e a contínua maturidade dos neurosis. a obra singular dos ulver, e um pulo de gigante dos modern life is war.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por outro lado, acho justo colocar aqui uma referência a "Grand national" dos john butler trio. Foi possivelmente o disco que mais ouvi em 2007, pelo menos no seu segundo semestre. Não sendo um álbum para cima de bom, é um disco que me contagiou sobretudo no Verão. E fica aqui a capa só por uma questão de homenagem manhosa que lhe faço.Portanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.zikaddict.fr/wp-content/uploads/2007/06/the-john-butler-trio.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2008 falemos numa posta futura e tal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-129657422012311290?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/129657422012311290/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=129657422012311290' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/129657422012311290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/129657422012311290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/01/melhores-rodelas-2007-internacional_06.html' title='MELHORES RODELAS 2007 - INTERNACIONAL'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-8607859867934875111</id><published>2008-01-02T21:32:00.000Z</published><updated>2008-12-09T00:51:23.974Z</updated><title type='text'>DISCOS NACIONAIS 2007</title><content type='html'>Não foi um ano enormérrimo 2007, no que à música nacional diz respeito. Ainda assim há coisas boas a registar, sobretudo em bandas que editaram disco de estreia. Aliás, vendo bem a coisa os cinco discos que aqui coloquei são todos avanços de estreia - embora todas estas bandas já tenham tido umas quantas experiências anteriores. Vamos então ao meu bitaite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/03/men-eater-hellstone-2007.html"&gt;MEN EATER - HELLSTONE&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://phono.com.sapo.pt/m_albuns/hellstone.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um dos melhores discos do ano. e falo a nível geral. Isto é stoner rock, com laivos grandes de sludge, misturados numa grandiosa uniformidade. Os men eater são nossos por acaso. e por acaso(ou nem por isso) fizeram a minha canção preferida de 2007, "Lisboa". "Hellstone" é um disco pesado, potente, mas belo e até frágil ao mesmo tempo. Um adocicado grandioso de diferentes estados de espírito que alcança aqui expoente máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/12/lobster.html"&gt;LOBSTER - SEXUAL TRANSMITTED ELECTRICITY&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.bodyspace.net/imgs/capas/1194035489lobster_-_sexually_transmitted_electricity.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Disco altamente entusiasmante de noise-rock,e ainda por cima vindo do nosso humilde canto. Os lobster são o noise em pessoa, e aquilo que conseguem produzir é a reacção mais heterogénea que se possa imaginar. Porque é impossível sermos indiferentes a tamanha descarga sonora. Porque os lobster estão aqui para nos lembrar que a música é sobretudo um desafio. e ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/02/madcab-keeping-wounds-open2007.html"&gt;MADCAB - KEEPING WOUNDS OPEN&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img484.imageshack.us/img484/1331/madcabfrontmxb0.jpg"=&gt;&lt;br /&gt; Grande ano para os madcab: disco de estreia, o vocalista luis silva com um disco de nome "tartaruga", bastante interessante (e que possivelmente só não figura aqui porque não o ouvi em condições absolutamente decentes) e o baterista luis costa com mais um ep/maquete extremamente interessante. Em "keeping wounds open" há madcab a fabricar rock com distorção qb, refrões catcht, mas sobretudo com uma identidade absoluta, que os destaca de tantos outros. "Keeping wounds open" é aquele tipo de disco que pode ser ouvido por toda a gente, desde quem gosta de andar por baixo do chão como para aqueles que andam só pela rama, e que se andássemos num mundo justo era passado nas rádios cem vezes ao dia. assim, fica a minha humilde referência a uma banda que promete ser grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/08/produzido-c-no-burgo-de-abertura-fcile.html"&gt;{F.E.V.E.R.} - 4st&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mediaportal.ru/uploads/posts/1186586860_fever.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tendo em conta a genialidade que os {f.e.v.e.r.} já demonstraram, não deixo de me sentir um bocado desiludido por este "4st". Mas por outro lado nota-se aqui uma uniformidade sonora desarmante, uma produção irrepreensível, e sobretudo uma vontade de se insistir naquilo em que se acredita, com um rock industrial de contornos muito próprios. O melhor é mesmo "beyond and beyond", "pure" ou "twilight roadkill" o resto é esperar para uma genialidade em longa duração que há de aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 5- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/08/produzido-c-no-burgo-de-abertura-fcile.html"&gt;FIONA AT FORTY - BLOODLOSS IS A SPORT&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_0JReFwLgA70/Rl2Jn0rUGHI/AAAAAAAAAzg/El_F0rxvdpM/s1600/FAF.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fiona at forty ganha pontos à fartazana por ser daquele tipo de bandas brutalmente honestas e que faz disso grande arma. O seu rock post-hardcoriano, não sendo algo de finíssimo recorte nem genialidade, é poderoso, coeso, e consegue cumprir as regras do género sem o tornar demasiado monótono. Tirando a muito boa "bittersweet dominatrix" não há temas de realce, mas fica um disco que merece ser ouvido, nem que seja porque há que louvar aquele tipo de bandas que crêm firme no que acreditam. Fiona at forty é bom exemplo disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: houve discos de consagrados que não ouvi. Houve jorge palma em regressar bem, com um voo nocturno que não ouvi todo, mas também sou sincero a dizer que gosto bastante do "encosta-te a mim" e que o palma sempre fui um tipo com quem eu simpatizei. Houve david fonseca pelos vistos e mais coisas onde não me apeteceu pôr o ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do que ouvi, realço também long desert cowboy, aliás diga-se de passagem que a netlabel testtube, e também a merzbau já agora andam a editar coisas de extremo interesse e ainda por cima há borla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - &lt;a href="http://testtube.monocromatica.com/"&gt;http://testtube.monocromatica.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://merzbau-label.org/"&gt;merzbau-label.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De resto: bem, houve também humble com um bom disco de verão embora algo desiquilibrado, um ep muito razoável dos more than a thousand, que não entra aqui por só ter contado com os longa-duração, e a descoberta dos skalibans que felizmente vão editar um disco para o ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e vejam quem são os zella por favor. Parece que o tobel continua em grande, depois dos sindrome que eram uma banda do cacete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/zellaband"&gt;myspace.com/zellaband&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também há novo de if lucy fell...e riding panico possivelmente. sim, 2008 parece que vai ser um ano todo engraçado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-8607859867934875111?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/8607859867934875111/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=8607859867934875111' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8607859867934875111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8607859867934875111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2008/01/discos-nacionais-2007.html' title='DISCOS NACIONAIS 2007'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0JReFwLgA70/Rl2Jn0rUGHI/AAAAAAAAAzg/El_F0rxvdpM/s72-c/FAF.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-9118151049227254335</id><published>2007-12-29T04:09:00.000Z</published><updated>2007-12-29T04:34:13.330Z</updated><title type='text'>CONCERTOS MAI FOFOS 2007</title><content type='html'>Nine inch nails, cult of luna, pelican. Três das minhas bandas de eleição decidiram cá pôr a pata este ano. Mais que isso, 2007 fica definitivamente marcado, pelos pumpkins pelo seu regresso a Portugal, pelo delírio absoluto que foi ver corgan a tocar aquilo que sempre quis ouvir ao vivo. Por isso 2007 foi um ano grandioso a esse nível. Aqui deixo um humilde tópe cinco para vos deixar assim tipo arrependidos caso não tenham metido a fronha em nenhum destes concertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bem, cá vai disto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 5- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;RIDING PANICO - SANTIAGO ALQUIMISTA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; sim, a abrir para Pelican. eu sei, os gajos já deram montes de concertos, e decerto melhores que este. Eu sei que posso estar a colocá-los para encher chouriço. Mas até que nem estou. Porque a presença deles no santiago alquimista correspondeu à primeira vez que os vi ao vivo. E isso já quer dizer muito, sobretudo de um tipo que está absolutamente ansioso que esta gente edite em longa-duração. Foi um concerto sólido, com um som bastante razoável e grande atitude por parte da banda. nada mau não é? Pois claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 4- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CULT OF LUNA - GINÁSIO CLUBE DE CORROIOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mesmo tendo em conta a cocozice de ter demorado hora e meia para dar men eater, o concerto dos suecos foi muitíssimo bom. Confesso que talvez pudesse estar num plano mais alto, se (pois sim há um "se") eu não tivesse ido à casa da música vê-los. Assim  acabo por ter um termo de comparação, e o do Porto foi realmente melhor que este - o que é normal dado que possivelmente foi o melhor concerto que vi na vida.v Neste os suecos abordaram de um modo profissionalíssimo a plateia que não tendo reagido grandemente, estava ali para sentir a potência sonora até às entranhas, numa boa comunhão. Não foi foi aquela comunhão que se viu no Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 3- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PELICAN - SANTIAGO ALQUIMISTA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Grande concerto que os Pelican deram na sala de Lisboa. com problemas pelo meio é certo, mas com uma total concentração naquilo que foram fazendo, e numa honesta tentativa de envolver todos os assistentes numa espécie de unida redoma onde todos estávamos delirantes. Perdeu um pouco por ter abordado em demasia o novo álbum, por ser o mais fraco da banda a meu ver, mas ganhou em intensidade. Um óptimo concerto, de uma banda que já voltava brevemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 2- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NINE INCH NAILS - COLISEU DE LISBOA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;IMG SRC="http://www.antena3.pt/images/articles/3696/0858bf5285b7548e740cfc2fc0947622.jpg"/&gt;&lt;br /&gt; O encontro de Reznor com a cidade banhada pelo rio. Nunca os NIN cá tinham posto as patas, e quando cá apareceram foi logo em dose tripla. Deu para ir ao terceiro concerto vibrar com os temores de um génio. e com a sua dose de partilha, ao cantar "the fragile" para todos nós. E ao conseguir uma atmosfera íntima num palco com umas quantas luzes, fumos e clarabóias todas giras. Mas no fundo o que mais interessa nisto tudo é aquilo que reznor produz: e as canções, essas, transformam-se de um modo ainda mais belo do que em disco. Isso é dizer tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SMASHING PUMPKINS - OEIRAS ALIVE!07&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Antes de o ser já o era: mal eu soube que eles cá vinham, percebi de imediato que este ia ser sempre o concerto do ano. Nem que o som fosse manhoso. Nem que tivesse pisado bosta de vaca. Nem que o corgan se vomitasse todo para cima da minha fronha nojenta: seria sempre &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O&lt;/span&gt; concerto. Friamente o concerto nem foi nada do outro mundo; na prática foi um dos meus melhores momentos de sempre: cherub rock, rocket, bullet with butterfly wings, 1979, today, bodies...que mais um otário como eu podia pedir? bem, a crestfallen. Ou a jellybelly. Ou a here is no why, a muzzle e a mayonaise (talvez sim talvez não). Ou a hummer. Ou...enfim tinha que ser eu a escolher. Como não dá fica o repertório que calhou, e já fiquei bem servido. Thumbs up e o camandro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://blitz.aeiou.pt/users/0/80/4a8e912d.jpeg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o ano? Bem minha gente, já se fala em raiva contra a máquina não é? e esses ia ver na boa. Os surfistas-cantores jack johnson e ben harper(este nem sei se é mas que se lixe) voltam cá. no caso do ben harper, uau. que regresso tão inesperado. Há the cure em março, há caribou (antigos manitoba que eram coisa gira) no alquimista, há o rock in rio cada vez pior, há maiden - uau de novo- no super bock. e por enquanto fiquemos por aqui, que ainda há de vir muita coisa espera-se. a ver vamos que isto um gajo tem de andar sempre informado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-9118151049227254335?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/9118151049227254335/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=9118151049227254335' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/9118151049227254335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/9118151049227254335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/12/concertos-mai-fofos-2007.html' title='CONCERTOS MAI FOFOS 2007'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-1418093284191082740</id><published>2007-12-27T03:32:00.000Z</published><updated>2007-12-29T00:32:49.935Z</updated><title type='text'>TOP 5 FILMES</title><content type='html'>sim, eu sei é um top mínimo. diz respeito aos filmes que vi este ano e que são deste ano. Faltam aqui coisas giras como eastern promises que ainda não consegui ver por exemplo. Mas também letters from ywo jima ou little children. Caguemos nisso e arrefinfo aqui os 5 filmes que mais curti ver este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- &lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/03/fountain-de-darren-aronofsky.html"&gt;THE FOUNTAIN&lt;/a&gt; de Darren Aronofsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;img src="http://www.canmag.com/images/front/movies2006/thefountainposter.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O melhor filme do ano é um dos melhores filmes que já vi na vida. a história do  maior amor de sempre, que ultrapassa séculos e é uma doce obsessão num caminho que é nosso. a realização é esplendorosa, a beleza visual também, e o filme torna-se um pergaminho espiritual que nos emociona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- &lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/04/inland-empire-de-david-lynch.html"&gt;INLAND EMPIRE&lt;/a&gt; de David Lynch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;img src="http://farm1.static.flickr.com/165/361553607_07a2673bde.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O maior puzzle da história, num certificado de personalidades que Laura Dern encabeça. Lynch na melhor forma, mas também Lynch numa extrema complexidade que faz como que "mulholland drive" se equipare ao jogo da sardinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- &lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/08/ratatouille-de-brad-bird.html"&gt;RATATOUILLE&lt;/a&gt; de Brad Bird&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;img src="http://www.cinemagazine.ch/dotclear/images/ratatouille_poster.gif"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O filme que volta a ter a especial magia dos clássicos disney como a bela e o monstro, a branca de neve, ou o livro da selva. Recupera toda a nostalgia que tivemos ao ver semelhantes películas. è o melhor filme de animação desde toy story, e consegue-o através do raio de um rato que quer ser chefe de alta cozinha. Perfeito e esplendorosamente belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- &lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/12/paranoid-park-de-gus-van-sant.html"&gt;PARANOID PARK&lt;/a&gt; de Gus Van Sant&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.adorocinema.com/filmes/paranoid-park/paranoid-park-poster01.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A juventude americana vista através do olho crítico de van sant. Um filme de denúncia onde voltamos a denotar a revolta que existe no caminho sem saída onde cada jovem se sente. Perfeito para mexer nas consciências mais distraídas e para voltarmos a perceber que todos nós somos humanos e que todos falhamos, por mais perfeitos que pensamos que somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 5- &lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2007/11/zidane-un-portrait-du-xxiime-sicle-de.html"&gt;ZIDANE, UN PORTRAIT DU XXIiÉME SIÉCLE&lt;/a&gt;, de Douglas Gordon e Phillippe Parreno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cine-collector.com/catalog/images/ZIDANELE%20FILME.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; filme bastante interessante sobre o ofício de um homem, e o porquê de ser tão bem pago para isso. O ambiente é escaldante, o filme baseia-se na paixão futebolística. Curiosa forma de olhar para um dos maiores vultos desportivos das últimas décadas,olhar efectuado através de si mesmo, tentando desvendando segredos sempre impenetráveis. Muito boa experiência cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prontinhos, 5 filmes. Depois também houve "superbad", "knocked up", "simpsons the movie", o tal "eastern promises" que não mirei, ou o grandioso "half nelson" (que não o pus aqui porque não o vi no cinema), para além do díptico de eastwood. Entre mais objectos cinematográficos pois claro. como "death proof" de tarantino ou "zodiac" de fincher, dois grandes filmes ó sério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-1418093284191082740?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/1418093284191082740/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=1418093284191082740' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1418093284191082740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1418093284191082740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/12/top-5-filmes.html' title='TOP 5 FILMES'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm1.static.flickr.com/165/361553607_07a2673bde_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-1488849249195766796</id><published>2007-12-19T18:34:00.000Z</published><updated>2007-12-20T19:42:55.365Z</updated><title type='text'>LOBSTER</title><content type='html'>VIBRAÇÕES(ELÉCTRICAS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a127.ac-images.myspacecdn.com/images01/92/l_5000723eb38bf026df924777c54f5c96.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lobster são uma das bandas portuguesas que mais se evidenciou no decorrer de 2007. Têm uma formação relativamente recente, e editaram "sexual transmitted electricity" este ano, essa bomba de rock experimental que nos obriga a reagir freneticamente perante tamanha horda de força.  Já era hora de eu os ir chatear para responderem a meia dúzia de perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os lobster existem desde 2005 certo? Podes contar como foi a génese da banda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tocava com o Guilherme há uns tempos, e já tínhamos a ideia de fazer um projecto nós os dois: Projecto que se basearia emmúsica improvisada e convidados em cada sessão . A ideia acabou por se tornar real num ensaio de outra banda em que tocámos juntos, pois faltaram alguns membros da banda em questão. Começou assim a banda para a qual já tinhamos o nome de Lobster.Depois veio o convite da merzbau para fazer-mos o "Fast seafood", e começámos a fazer músicas com estruturas definidas, desaguando naquilo que somos hoje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O som dos lobster é uma autêntica amálgama. Acham possível conseguir defini-lo de um modo efectivo, ou o objectivo também era conseguir criar o melhor de muitos mundos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo era fazer música que nos agradasse. Acho que o som se tornou nisto por ser uma linguagem que fomos desenvolvendo juntos , resultado de muitas "conversas" musicais ao longo dos tempos, e de muitíssimas coisas que nos transformam dia a dia.Quanto a defini-lo, acho que isso pode ser tarefa para quem nos ouve, para nós o importante é sentirmos as musicas de uma forma especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A bor land, parece-me ser uma editora bastante indicada para vocês...como foram lá parar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos lá parar porque o Rodrigo nos viu uma vez ao vivo.Gostou,tocámos num concerto organizado por ele uns tempos depois, e a proposta foi-nos feita .Foi tudo bastante natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A vossa crescente popularidade veiculou-se sobretudo através da internet e do myspace...como vêm a importância destes dois meios através da divulgação de bandas por esse mundo fora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o inicio que a net é um instrumento importantíssimo.Fosse plas sessões postas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;online&lt;/span&gt; ou pla edição na merzbau.Depois o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;myspace &lt;/span&gt;veio ajudar, e hoje em dia quase todos os concertos,tours etc são marcadas através de internet.&lt;br /&gt;A música pode viajar mais rapido, e de repente não há barreiras para nada.Acho muito vantajoso e concerteza que ainda irão  aparecer formas de facilitar ainda mais a vida de uma banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Podem-me dar alguns nomes, no que diz respeito a influências musicais? Eu por exemplo noto laivos de uns lightning bolt...mas é só um bitaite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes, os lighting bolt não são grande influência .Gostamos da banda, mas não nos influencia muito a nivel musical. Acho que somos influenciados por tudo o que ouvimos ... não há uma banda que te possa dar como referência. porque não pensamos nisso sequer. Acho que passa tudo pela variadade de música que ouvimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Podem descrever um pouco que tipo de sensações costumam ver provocadas no público, quando estão a dar um concerto? A vossa música tem o seu quê de psicadélico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vimos varios tipos de euforia, alegria ou mesmo violência .As nossas músicas podem ir do extremamente festivo ao outro extremo mais negro. Esforçamo-nos é para ser algo sempre forte... que não deixe ninguém indiferente.As pessoas reagem sempre de forma própria, o que para nós é uma especie de presente ,e é incrivel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Depois de um ano com um disco editado e crescente reconhecimento, que vos espera 2008? posso tentar armar-me em vidente, e dizer uns quantos concertos de promoção(pois claro), e possivelmente um ep ou algo do género?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos concertos de promoção é claro que acertaste.Estamos tambem a acabar de compôr o próximo álbum, e mais um ou dois lançamentos mas está tudo em fase de criação.Tambem não teria graça nenhuma se te contasse tudo agora.Gosto de surpresas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-1488849249195766796?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/1488849249195766796/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=1488849249195766796' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1488849249195766796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1488849249195766796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/12/lobster.html' title='LOBSTER'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-1622673369555373035</id><published>2007-12-17T21:48:00.000Z</published><updated>2007-12-19T17:15:04.196Z</updated><title type='text'>CANÇÕES QUE CHEIRAM A PERFUME DE ROSAS 2007(E EU NEM CURTO PERFUME)</title><content type='html'>Primeiro top manhoso do ano. Já sabem que isto ah e tal aparece de quando em vez. È naquela faz parte. Aqui estão algumas das canções que mais ouvi: umas por serem catchy pa caraças, outras pela sua beleza intrínseca, outras simplesmente porque fazem parte de discos do caraças. Desde as boas guitarras de "rx contender the pretender" de hopesfall, passando pela "rebarbadice" de Daniella de John butler trio (com uma letra um bocado manhosa ams com um groove fantabulástico), indo àquela que possivelmente será a melhor canção de 2007: "Lisboa" dos men eater, portentosa e genialíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  bacalhau com natas,chocolate snickers, surf, gaja da tv cabo que foi capa da fhm há pouco tempo, todas estas coisas boas são sinónimos melhores do que perfume de rosas. Mas que se lixe. aqui vão os tais 30 temas que achei bem engraçadotes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e sim o (P) é português outra vez. Acho sempre interessante destacar os portugas aqui no meio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HUMBLE - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;GETTING COOL (P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;HOPESFALL - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;RX CONTENDER THE PRETENDER&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;NINE INCH NAILS - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CAPITAL G&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;THE USED - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PRETTY HANDSOME AWKWARD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;JOHN BUTLER TRIO - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;DANIELLA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;MADCAB - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;BEGGARS(P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;HELL IS FOR HEROES - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;STRANGER IN YOU&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;GOGOL BORDELLO - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;AMERICAN WEDDING&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;MEN EATER - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;LISBOA(P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;JOSE GONZÁLEZ -&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; KILLING FOR LOVE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ALCEST - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PRITEMPS EMERAUDE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;THE DILLINGER ESCAPE PLAN - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MILK LIZARD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;PORCUPINE TREE - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MY ASHES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;THE FALL OF TROY - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CUT DOWN ALL THE TREES AND NAME THE STREETS AFTER THEM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;LUIS COSTA - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;THE MINOR FALL AND THE MAJOR LIFT(P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ATREYU - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;HONOR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ANIMAL COLLECTIVE - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PEACEBONE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;LOBSTER - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;DR PHIL(P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ROSETTA - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;RED IN TOOTH AND A CLAW&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;NEUROSIS - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;GIVEN TO THE RISING&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;THE DOLLYROTS - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;BECAUSE I'M AWESOME&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;SKALIBANS - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;LATE NIGHT PHONECALL (P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ARCADE FIRE - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;KEEP THE CAR RUNNING&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;PELICAN - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CITY OF ECHOES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;JESU - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;OLD YEAR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;FIONA AT FORTY - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;BITTERSWEET DOMINATRIX(P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;BLACKFIELD - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1.000 PEOPLE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;AEREOGRAMME - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CONSCIOUS LIFE FOR A COMA BOY&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;VELVET REVOLVER - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;GET OUT THE DOOR&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-1622673369555373035?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/1622673369555373035/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=1622673369555373035' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1622673369555373035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1622673369555373035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/12/canes-que-cheiram-perfume-de-rosas.html' title='CANÇÕES QUE CHEIRAM A PERFUME DE ROSAS 2007(E EU NEM CURTO PERFUME)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-5433217982869286688</id><published>2007-12-15T19:59:00.000Z</published><updated>2007-12-15T20:46:15.471Z</updated><title type='text'>Alcest - souvenirs d'un autre monde(2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj000/j043/j04311hbo58.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Não é metal. Não é sludge. Nem post rock. Não é rock instrumental.Também não é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;shoegaze&lt;/span&gt;. No entanto é tudo isto embrulhado numa produção e execuções irrepreensíveis. Falamos de um tipo francês, de nome Neige, que já andou bem enveredado dentro do black metal por exemplo, e que agora decidiu-se a fazer um disco que engloba géneros sobretudo ambientais e de suave meditação. Uma espécie de busca por nós mesmos, em busca de uma redenção de nossos próprios pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Souvenirs d'un autre monde" soa a viagem experimental pelos nossos sentidos. Temos vozes bem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;uptempo&lt;/span&gt;, guitarras épicas mas ao mesmo tempo de contornos suaves, temos aquela carga instrumental do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;shoegaze&lt;/span&gt;... Temos sobretudo uma salada variadíssima e saborosíssima de diversos sabores juntos num só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E é sobretudo na parte do "um só" que este disco se revela: porque de facto funciona, enquanto bloco sólido de temas, que se vão agrupando numa perfeita sintonia. "Pritemps emeraude", o primeiro tem uma guitaerra suave e contagiante...e depois o tema título continua-a, elaborando um pouco mais o seu propósito. Cada tema como que parece a continuação do anterior, mas preserva sempre o seu carácter identitário - embora este disco seja claramente uma mescla sonora, mais do que escrita de canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aponto como único defeito visível, a voz que surge demasiadas vezes(não que sejam muitas, mas ainda assim demasiadas). Talvez em "Ciel errant" elas se justifiquem, mas de resto a sua presença está pouco solidificada. Percebe-sea intenção do músico em colocar ali a voz enquanto parte instrumental, e nunca enquanto mote do disco, mas a modos que...epá não fica girote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Posto isto: o ambiente é arrebatador, embora seja um disco mais suave que o sludge comum (porque não é sludge). As guitarras perfeitas, a temática igualmente. È um disco agradabilíssimo de se ouvir,sobretudo se estivermos a contemplar uma bonita paisagem. aliás penso que essa talvez tenha sido uma das fontes de inspiração de Neige."souvenirs d'un autre monde" é mesmo isso: um espectáculo contemplatório de onde não apetece sair. Porque inspira qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; 9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-5433217982869286688?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/5433217982869286688/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=5433217982869286688' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5433217982869286688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5433217982869286688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/12/alcest-souvenirs-dun-autre-monde2007.html' title='Alcest - souvenirs d&apos;un autre monde(2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-4561546253864411327</id><published>2007-12-14T18:50:00.000Z</published><updated>2007-12-14T19:34:49.513Z</updated><title type='text'>"Paranoid park" de Gus Van sant</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.adorocinema.com/filmes/paranoid-park/paranoid-park-poster01.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Van Sant é um realizador que sempre procurou os jovens. Isto parece frase pedófila à laia de qualquer fio novelesco(e obviamente abominável) da casa pia, mas não deixa de ter um fundo de verdade. No seu cinema, seja em "finding forrester", elephant", "good will hunting", ou mesmo "my own private idaho" (filme que nunca mirei) possuem essa temática. "Paranoid park" é simplesmente o seu mais recente filme sobre uma geração que, segundo ele, parece sempre a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porque se calhar até é. Em "elephant" vemos jovens sem referências a circular por uma escola, mas sem expressões faciais, ou outras, muito aparentes (como se fosse assim em todo  lado, numa espécie de causa de normalidade), em "good will hunting" um tipo que tinha um dom fabuloso, mas que nunca tinha feito nada da vida, nem aspirava a isso - teve a ajuda de robin williams. Mesmo em "finding forrester" quando existia talento e alguém com vontade de lhe dar a mão, aparecia alguém que simplesmente o deitava abaixo por ver um talento de uma zona pobre da cidade.&lt;br /&gt;   Van Sant, sempre viu gente perdida em todo o lado. a diferença é que anteriormente, existiam guias para essa busca (robin williams e sean connery) e agora há trapézios sem rede, à espera do primeiro repelão para se revelarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Paranoid park" é sobre um puto skater sem um talento inato para a coisa, mas que decide ir ao parque dito como o mais perigoso da cidade (que dá nome ao filme) e que foi criado inteiramente por jovens da rua. aliás as sequências de skate são muito bem filmadas,e com uma câmara de super 8 , muito bem conseguidas. Conhece um tipo mais velho e vai dar uma volta de comboio com esse mesmo tipo - até que surge um segurança das linhas, e ele mata-o acidentalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isto é a linha base do filme. no entanto van sant tem um trunfo inquestionável: a completa inexpressividade do rapaz que comete o delito. Nunca em todo o filme nós vemos Alex a sorrir, ou zangado, ou...com qualquer expressão. Encara quase tudo com extrema passividade, até mesmo quando vê o homem que matou a olhar-lhe nos olhos, ainda vivo. Não sabemos portanto como ele é. Sabemos sim que o meio dele não é o melhor do mundo - mas ele próprio diz que há quem viva pior. Aparentemente até parece ser um rapaz equilibrado: e isso é meio caminho para simpatizar-mos com ele, mesmo depois do acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A forma em como o crime decorre, denota uma coisa interessantíssima: coloca-nos a nós todos a fazer aquilo. O que alex fez não foi mais que empurrar o guarda para a linha, mas tendo o azar absoluto de passar um comboio naquele mesmo instante. E depois daquilo notamos um complexo de culpa, que não está nos olhos dele, mas sim sobretudo no mote de todo o filme: na sua motivação em escrever. Alex parece ser o espelho de uma geração que não sabe como reagir a uma adversidade...nem a nada aliás. Simplesmente vai circulando pelos seus poisos habituais sem despoletar grandes reacções, como se de um vagabundo da vida se tratasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E para van sant a geração vindoura é mesmo isso: um mar de referências perdidas,porque ninguém aposta nessa mesma geração. Está tudo tão preocupado com o seu próprio umbigo que se esquecem que existem jovens com espírito de iniciativa (foram eles que criaram o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;paranoid parl&lt;/span&gt;, mas que pouco podem fazer para além disso, nestas circunstâncias. Mesmo aqueles tipos que nos surgem como perfeitamente normais e integrados na sociedade. Como Alex.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Paranoid park" é um filme sobre os jovens. Sobre nós todos e na nossa passividade em aceitar tudo, sem reagir a quase nada. Alex é mais um miúdo sem saber bem quem é, a quem aconteceu um grande azar. E mesmo assim ele não se encontrou. Juventude perdida? Ou juventudo que, se for ajudada, pode dar frutos? Van sant aposta claramente na segunda hipótese, com um filme realista, belo muitas vezes, mas sobretudo activo através da passividade de quem habita nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-4561546253864411327?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/4561546253864411327/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=4561546253864411327' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/4561546253864411327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/4561546253864411327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/12/paranoid-park-de-gus-van-sant.html' title='&quot;Paranoid park&quot; de Gus Van sant'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-8589254728228443712</id><published>2007-12-03T20:07:00.000Z</published><updated>2007-12-03T20:22:42.926Z</updated><title type='text'>Rosetta - Wake/lift (2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj000/j074/j07409hpqhn.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   Rosetta é mais um nome que se pode adicionar à corrente de sludge, pós/doom que continua a dar cartas, embora tenha tido um ano de 2007 relativamente fracote. Este "wake/lift" é o segundo disco da banda, a seguir de "The galillean satellites" o primeiro disco que, não tendo sido passado despercebido, a mim pelo menos passou-me um bocado ao lado. Aliás sendo preciso mesmo "ake/lift" ia-me passando ao lado..lá se conseguiu emerger das areias movediças para me aparecer à frente.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Este segundo disco da banda de Filadélfia não é mais que um simples baralhar e voltar a dar no que diz respeito ao sludge. Estão lá as guitarras potentes, a voz em raiva, a marca da repetição e o arrebatar de emoções. Confere tudo e mais alguma coisa, no entanto todo o material também se marca por ser ambicioso. Desde já pela excelente produção(onde obviamente não há grande enfoque à voz por ser apenas e só mais um instrumento. Depois porque os Rosetta sabem perfeitamente aplicar a fórmula, e talvez o façam do modo mais perfeito que eu já vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sim cult of luna é uma banda do caraças... e isis, neurosis, callisto etc. Mas nenhuma delas logrou ter um disco de súmula do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sludge&lt;/span&gt; que soasse assim. Todos eles encetaram buscas por algo mais alto, por uma personalidade latente, por uma sonoridade única. Os rosetta, parecem-me a mim mais preocupados em ir ao centro do género, para de lá extrairem o que de melhor ele tem. e depois sim, possivelmente tentar experimentações de outro tipo. No fundo é o caminho para a identidade, mas através da compreensão primeiro do género, e depois deles mesmos. Um passo mais seguro talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aqui de qualquer forma não interessa muito se um caminho é ou não mais certo que o outro. a verdade é que este "Wake/lift" é um disco contagiante, um pouco limitado nas suas possibilidades é certo, mas tem momentos de absoluto brilhantismo (como nas maravilhosas guitarras de "Red in tooth and claw" ou na melodia mais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;uptempo&lt;/span&gt; de "Temet nosce") e faz aquilo que se calhar o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sludge&lt;/span&gt; já precisava: um disco que consegue ser possivelmente o melhor cartão de visita para curiosos que querem iniciar-se nesta busca por uma maior intensidade. "Wake/lift" não é perfeito nesse resumo mas é quase. E isso já vale por muito. Um grande disco, e sim um dos melhores do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-8589254728228443712?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/8589254728228443712/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=8589254728228443712' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8589254728228443712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8589254728228443712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/12/rosetta-wakelift-2007.html' title='Rosetta - Wake/lift (2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-4253790543835169636</id><published>2007-11-24T02:16:00.000Z</published><updated>2007-11-24T02:32:50.144Z</updated><title type='text'>The dillinger escape plan - Ire works (2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj100/j157/j15745o8oly.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Ou os amamos ou temos um ódio à grande, perguntando-nos e a quem nos rodeia se isto é de facto aquele néctar divino para os nossos orifícios auditivos, o qual chamamos de "música". Os dillinger são assim e nada há a fazer: a bitola caótica continua cá, a voz recheada de raiva de puciato também e...bem alguma coisa muda sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Primeiro que nada o meu bitaite mais histórico: em relação ao primeiro vocalista o que me parece é que os dillinger passaram do tal noisecore que na altura era uma fusão de géneros inventada pela banda, para um híbrido que vai entre noise, rock meio obscuro e uma certa facção industrial e certos pós &lt;span style="font-style:italic;"&gt;jazzísticos&lt;/span&gt;. Se com o tipo grego que era o vocals do antigamente a banda ganhava força nas ventas, com puciato ganhou variedade e heterogeneidade que se soube homogeneizar na perfeição. confusos? Convenhamos que em "miss machine" (segundo disco da banda e primeiro de puciato) esta dispersividade já se encontrava aos molhos, num disco que a meu ver revolucionou todo o conceito de música conjugado com caos. Agora em "ire works" funciona ainda melhor porque a banda conseguiu tornar os temas ainda mais caóticos, não só com peso mas com diferentes apontamentos de vários géneros, ao longo dos temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Sim minha gente isto já acontecia em "miss machine"...mas não de um modo tão evidente. Em "miss machine" haviam temas que já evidenciavam este tipo de variedade como "phone home" e "baby's first coffin", no entanto aqui temos uma fusão completa que vai da variação guitarrística de "lurch", passando pela quase popice(!)de "black bubblegum onde imagine-se(!) puciato nunca recorre a vozes agressivas, estando sempre num meio falsete à mike patton e num tom extremamente melódico(esta pode ser a primeira música de dillinger que quem os odeia ou simplesmente desconhece o que eles são, iria gostar), ou pela genialíssima "milk lizard" que conjuga todas as propriedades dos temas do dillinger - caos absoluto, guitarras trepidantes, raiva existente nas vozes, e fusões geniais- e adiciona-lhe um refrão &lt;span style="font-style:italic;"&gt;catchy&lt;/span&gt; à bruta. e sim, eu usei a palavra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;catchy&lt;/span&gt; ao referir os dillinger. Estão a perceber o alcance?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os the dillinger escape plan são a salada russa do metal. Mais que isso são possivelmente a "maior banda salada russa do mundo", dado que aqui até consigo vislumbrar fado a bater à porta se fosse preciso. Ou o amigo leonel nunes e seu garrafão. "Ire works" só confirma que estamos perante uma banda que, tendo um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;modus operandi&lt;/span&gt; relativamente concreto (que já referi no parágrafo acima), consegue ainda assim misturar mais umas quantas coisitas e enfiá-las todas no mesmo sítio. ainda por cima de um modo trepidante e absolutamente técnico. E de deleite para os meus singelos ouvidos. O crítico do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;allmusic&lt;/span&gt; diz que estes tipos podem ser futuramente "facilmente considerados os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;radiohead&lt;/span&gt; do metalcore". &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Metalcore&lt;/span&gt; onde? E &lt;span style="font-style:italic;"&gt;radio &lt;/span&gt;quem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-4253790543835169636?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/4253790543835169636/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=4253790543835169636' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/4253790543835169636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/4253790543835169636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/11/dillinger-escape-plan-ire-works-2007.html' title='The dillinger escape plan - Ire works (2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-1169246718739133875</id><published>2007-11-13T21:56:00.000Z</published><updated>2007-11-13T21:57:30.717Z</updated><title type='text'>"Zidane, un portrait du XXIiéme siécle" de Douglas Gordon e Phillippe Parreno</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.cine-collector.com/catalog/images/ZIDANELE%20FILME.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zidane é realmente um mito da bola desde já, e que não merece ficar ligado à simpática cabeçada que deu ao italiano materazzi. sim, começo assim a bitaitada sobre este filme de dois artistas plásticos que meteram na cabeça fazer um filme sobre zidane em campo. Literalmente: Este "zidane: un portrait du XXIéme siécle" é a filmagem integral de um jogo do Real Madrid contra o Villareal, metida com temas dos Mogwai à bruta. Onde basicamente passamos hora e meia a olhar para zidane, seus olhares, seus desesperos, sua dedicação ao jogo, alegrias e frustrações (embora sinceramente e tirando o fim do filme, estes dois antagonismos pouco se viram).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Primeiro que nada a ideia: o conceito de observarmos atentamente um, e apenas um jogador de futebol, durante um jogo inteiro é extremamente interessante. Sobretudo porque se podem atender a especificações intrínsecas ao seu próprio modo de jogar, e até ao seu comportamento enquanto indivíduo. e tudo isto entrecruzado com algumas frases que zidane supostamente deve ter dito aos realizadores, e que aparecem como legenda durante o decorrer do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por outro lado o conceito estético e a participação do espectador: as 24 câmaras ou lá o que foi, dão um tremendo efeito de familiaridade para com o campo, as equipas, os adeptos, o ambiente dentro de um estádio.Tendo em conta que o santiago bernabéu estava cheio, nós entramos dentro daquele campo e tornamo-nos espectadores participativos..não existe uma partilha efectiva, mas sim uma integração dentro da tela, através das movimentações de zinedine zidane, o que não deixa de ser algo digníssimo de registo. Ainda por cima não vi ainda nenhum filme a retratar tão bem um jogador em si...e o ambiente num estádio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; e ainda temos a banda sonora: os mogwai esqueceram bastante os ambientes mais etéreos e intensos, e fizeram uma linha de sons bastante mais minimalista, sem gigantescos adornos e belezas absolutas. ainda assim a música integra-se perfeitamente porque tem beleza, e porque consegue traduzir a sensibilidade dos passes e dos toques de zidane, e também da sua leitura dentro de campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Temos portanto, o conceito, a técnica e a banda sonora. Dito isto assim parece coisa metódica comá porra. a verdade é que "zidane, un portrait..." podia ser um filme perfeito não fosse ter uma abordagem sobre o jogador demasiado aleatória por vezes. O filme trata zidane com o objecto principal sim senhor, mas não consegue imprimir a "zizou" a beleza e o esplendor do seu jogo: não é um filme onde consigamos ver zidane a fazer grandes jogadas (excepto no golo do empate do real madrid), e isto acaba por influir negativamente no filme: a páginas tantas achamos que tanto podia estar ali zidane como o beto(sim essa grande glória benfiquista...ou talvez nem por isso) ou o mantorras (se ele jogasse pois claro). È nessa vertente que o filme falha...mas isso não lhe tira beleza ou desprestígio - só que fragiliza assim um tudo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Globalemente "Zidane, un portrair du XXIéme siécle" é um filme sobre um jogador de futebol dentro de campo, e foi isso que quis ser: os realizadores não quiserem mostrar zidane com o cromo da bola que era (e era isso que eu queria ver pelo menos um bocadinho) mas sim como ser humano que está ali a justificar o pão(e o caviar) e ao mesmo tempo a mostrar o seu carácter. Não é um filme sobre "o" zidane mas sim sobre um ser humano que, quer queiramos quer não, foi de facto marcante no futebol. Mesmo que tenha marcado dois penáltis que nos afastaram tanto do euro 2000 como no mundial 2006 e não gostemos propriamente dele por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-1169246718739133875?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/1169246718739133875/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=1169246718739133875' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1169246718739133875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1169246718739133875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/11/zidane-un-portrait-du-xxiime-sicle-de.html' title='&quot;Zidane, un portrait du XXIiéme siécle&quot; de Douglas Gordon e Phillippe Parreno'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3878701311435047988</id><published>2007-11-09T03:03:00.000Z</published><updated>2007-11-09T03:25:23.698Z</updated><title type='text'>Hell is for heroes - Hell is for heroes (2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri800/i885/i88532l7ncd.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Os hell is for heroes são claramente uma das bandas mais injustiçadas da década. Talvez mesmo a mais injustiçada da década, dada a estrondosa relação  qualidade/popularidade que deviam ter. sim eu sei, por norma as coisas não se avaliam assim, senão havia tanta coisa que ainda ficava nas garagens fedorentas ou nos recônditos lugares do myspace. Já para não falar em mainstream, mas se pego por aí então apetecia-me matar assim uma boa fornada de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Adiante. como não me parece que tenha grandes instintos homicidas fico por me dizer que estes rapazes londrinos continuam na senda de excelentes discos. Depois da obra-prima que é "the neon handshake" e do disco mais elaborado e até experimental chamado "transmit disrupt", desta vez voltam com um álbum homónimo carregado daquelas guitarras pesadas e emotivas e da voz sempre sôfrega, que assenta na instrumentalização que nem mel. "To die for" é um dos temas da banda que mais conclui esta premissa que adiantei, "stranger in you", o segundo, tem precisamente um refrão contagiante, uma voz mais sôfrega, e justifica perfeitamente ambas as premissas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Que temos aqui portanto? Um disco rock mais cru que é costume na banda que assenta na sonoridade que o grupo foi incrementando. sonoridade que sempre foi deles e facilmente identificável com a estética do grupo. Nunca a modificaram: e é dentro desta fidelidade que nos podemos deleitar com cada pedaço de peso aliado a melodia e a sangue. sim a sangue...a voz de Justin Schlosberg tantas vezes nos lembra o sangue derramado por alguém e o sofrimento atroz dessa mesma experiência. Temas também mais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;uptempo&lt;/span&gt;, e consequentemente mais melódicos, à laia de "balada", aqui existem como que a contrariar a tendência(como a belíssima "You've got hopes").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Hell is for heroes", o álbum, é a prova de dedicação de uma banda que esteve no início da sua carreira, injustamente ligada à tendência &lt;span style="font-style:italic;"&gt;emocore&lt;/span&gt;. As guitarras aqui surgem pesadas é certo, mas com uma intensidade que advém muito mais ao rock...e a voz de Justin não almeja o grito constante que ouvimos no género. Basicamente temos aqui uma banda de rock que não se quis enfiar na gaveta e que consegue o melhor de tudo: discos para entreter, mas para pensar e reflectir: discos que nos podem emocionar mas ao mesmo tempo tornam essa emoção algo real, longe de um forçar da corda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas sobretudo voltam a oferecer um prodígio de rock, sólido que nem um calhau, de grandiosa qualidade, e com aquele jeito um bocadinho mais desviante (como no refrão da genial "only the ridiculous may survive". Isto é hell is for heroes minha gente. E  num mundo justo era sobejamente conhecida por todos vós e considerada possivelmente como a melhor banda de rock da década. Não é? Caguei: é por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era para dar uma nota abaixo desta, mas depois apercebi-me de que gosto mesmo destes gajos (fora de conotações paneleiras pois claro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3878701311435047988?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3878701311435047988/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3878701311435047988' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3878701311435047988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3878701311435047988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/11/hell-is-for-heroes-hell-is-for-heroes.html' title='Hell is for heroes - Hell is for heroes (2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3321760073968352509</id><published>2007-10-23T00:24:00.000+01:00</published><updated>2007-10-23T00:54:20.865+01:00</updated><title type='text'>"Knocked up" de Judd Apatow</title><content type='html'>&lt;img src="http://en.epochtimes.com/news_images/2007-6-3-knockedup2_large.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Judd Apatow deve mesmo ser um cromo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;geek&lt;/span&gt; ao mais alto nível. cum catano, são virgens, putos cromos, e agora pessoal mais old igualmente armado em cromo, com um aspecto altamente imaturo para a larga maioria da população. Desta vez é um tipo que vive com uns amigos estranhos e tal, a quem calha o euromilhões (o euromilhões de prémio mais chorudo, uma mulher daquelas é para cima de divinal) e como bónus recebe a notícia que essa mesma fortuna vai ser seguida por um simpático bébé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pois: acontece que a tal rapariga de sonho é uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;workaholic&lt;/span&gt; destrambelhada e que não tem a mínima preparação para ficar com a barriga inchada, embora se decida em ter o bébé. Já o cromo que tenta arranjar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;frames&lt;/span&gt; de filmes onde as babes apareçam desnudas vai pelo menos caminho. e a história é basicamente isto. Uma noite só que basicamente muda a vida destas duas personagens completamente antagónicas e que num mundo normal jamais se iriam encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O grande trunfo de Apatow reside, a meu ver, nisto: desta vez até conseguimos acreditar que a gaja boa fique com o cromo. Allison,a mulher, estava completamente com os copos quando ali fica em pleno acto. O desgraçado do geek também fica com a mente meio nublada, e apatow faz-nos ver que este seria o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;único&lt;/span&gt; meio de juntar duas pessoas tão distintas. Aliás a personagem principal (Ben) não se esquece disso, quando o vemos por exemplo a dizer ao seu bebé recém-nascido como raio é que ele apareceu no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que "knocked up" faz é conseguir que duas pessoas completamente diferentes olhem para dentro de si mesmas, e compreendam que existe uma fase a passar juntos. Que até pode nem ser desagradável de todo. Onde existe um ritual de passagem, para uma idade mais adulta e responsável, provocado abrubtamente por uma simples noite. Onde ele se apercebe que não pode continuar a fumar erva dia sim dia sim, e a peidar-se com os amigos, e ela acaba por aprender a dar um ar mais descontraído ,mais solidário, no fundo mais preocupada com ela mesma do que com o trabalho ou possíveis promoções(embora faça questão de esconder o bébé até ao fim na estação de TV onde trabalha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Knocked up" é sobretudo real. Estas pessoas existem, e só algo como um bébé é que as poderia juntar. no entanto isto pode acontecer a qualquer um, e são as consequências da passagem para um estado muito mais responsável e adulto, onde existe um medo claro (e normal) de assumir esse mesmo estado, que mais enriquecem a película. que não esquece a comédia que é, produzindo alguns &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sketches&lt;/span&gt; bastante interessantes, como aquele em que  Ben está a brincar com os sobrinhos de Allison, ou as alturas em que Allison está a falar com o seu patrão. Já para não mencionar algumas deliciosas menções a séries e filmes que vão fazer deleitar muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aqui vem uma comédia inteligente, fresca, sobre um tema que diz muito de nós todos. e trata-o com bom gosto e com carinho pelas personagens. È muito possivelmente a comédia do ano, e uma prova que Apatow é mesmo uma lufada de ar fresco - será até o novo Kevin smith que agora anda a amochar um tudo nada. Mas isto sou eu em especulações baratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3321760073968352509?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3321760073968352509/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3321760073968352509' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3321760073968352509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3321760073968352509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/10/knocked-up-de-judd-apatow.html' title='&quot;Knocked up&quot; de Judd Apatow'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-1894122309288927013</id><published>2007-10-10T00:07:00.001+01:00</published><updated>2007-10-10T00:07:45.478+01:00</updated><title type='text'>SKALIBANS</title><content type='html'>MENTE PURIFICADORA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://b6.ac-images.myspacecdn.com/00993/67/54/993074576_l.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os skalibans são possivelmente uma das melhores bandas em Portugal, a fundir o ska e o reggae com laivos de rock. Possuidores de uma facilidade gritante em criar bons refrões e canções bastante interessantes melodicamente, também são conhecidos pela sua grande qualidade &lt;span style="font-style:italic;"&gt;in loco&lt;/span&gt;. O resto é a modos que virem para estes lados conferir o que é sempre giro - e vamos ter disco em janeiro, coisa bonita e simpática de se anunciar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Há quantos anos existem os skalibans? Podes-me contar um pouco da história da banda, desde o seu início até hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Skalibans existem há cerca de dois anos e meio, com a formação actual. Mas a história da banda remonta a alguns anos antes: começou por ser uma banda punk-ska onde o pessoal só queria barulho e "pontapé na lata", mas à medida que os anos passaram e os elementos foram mudando, a ideia de banda foi sendo cada vez mais levada a sério e foi ao longo desta evolução que apareceu o nome Skalibans. O nosso primeiro concerto foi no Verão de 2005, onde as nossas expectativas foram superadas pela aceitação do público. Foi ,sem dúvida, um bom começo. Desde então, nestes últimos dois anos e meio, gravámos em 2007 uma maquete com cinco temas na casa de um amigo nosso e ainda gravámos dois singles no Generator Studios, que irão fazer parte do nosso álbum que será gravado este Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Arrisco-me a dizer que não há assim tantas bandas como isso em Portugal, dentro do vosso género. Vêm alguma razão para isso, ou não concordam de todo com esta afirmação?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, concordamos. Também não vemos nenhuma razão particular para que isso aconteça, no entanto tem-se notado um crescimento em volta desse estilo. Falo mais do ska e do reggae, que têm estado a aparecer por todo o lado: na TV, na rádio, em anúncios...está-se a tornar numa moda, o que faz com que cada vez apareçam mais bandas ligadas a este género de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As vossas letras falam sobretudo de emoções(como em "late night phone call"), mas também de um genérico&lt;span style="font-style:italic;"&gt; bom feeling&lt;/span&gt; que as percorre ( que eu noto muito em "sunshine"). è este o vosso objectivo no que concerne às letras, ou são capazes de fazer uma coisa sei lá mais intervencionista da próxima vez?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas isso são apenas duas faixas num universo maior e variado. Tentamos que nas nossas letras haja sempre &lt;span style="font-style:italic;"&gt;bom feeling&lt;/span&gt;, e as emoções são de facto um assunto forte que fazemos questão de utilizar, mas também temos faixas que falam de assuntos mais sérios como política, crítica social e a vida do dia a dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Têm tido muitas datas ao vivo? De um modo genérico podes-me dizer o que se pode esperar de um concerto dos skalibans?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes últimos dois anos e meio demos cerca de 40 concertos. Nas nossas actuações tentamos sempre transmitir boa disposição, agarrar o público e contagiá-lo com a nossa energia. Esse é sempre o nosso objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;No vosso myspace indicam que estão a preparar um álbum. Podem levantar a pontinha do véu, dizendo pelo menos aquilo que podemos esperar dele?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este álbum vai ter um conjunto de 12 músicas (informação ainda por confirmar) onde fazem parte os dois singles "Sunshine" e "Late Night Phonecall". A ideia é ser um álbum diversificado, e vamos também contar com a participação de alguns convidados surpresa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eu acho que a vossa música tem uma toada muito de Verão. Mas vejo no vosso fórum que estão a planear o lançamento do disco para janeiro. Acham que vão conseguir algum &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hype&lt;/span&gt; à vossa volta, lançando o disco num mês de Inverno?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não é pela altura do ano ou pela temperatura que o nível de aceitação vai ser diferente. Não pensámos em nenhuma estratégia de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;marketing&lt;/span&gt; quando decidimos lançar o álbum em Janeiro/Fevereiro... a data foi escolhida porque só nessa altura é que teremos o álbum pronto, e não faria sentido ter de esperar até ao Verão para o lançar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Se conseguissem definir os skalibans como o fariam? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Skalibans são uma banda que trabalha para ser o mais original possível. Trabalhamos todos no sentido de estarmos sempre a evoluir, tanto a nível individual como de banda. A ideia é que essa evolução seja perceptível com o passar do tempo para que possamos sempre chegar mais longe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-1894122309288927013?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/1894122309288927013/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=1894122309288927013' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1894122309288927013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1894122309288927013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/10/skalibans.html' title='SKALIBANS'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-5502959140199170205</id><published>2007-09-28T18:48:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T19:25:05.323+01:00</updated><title type='text'>smashing pumpkins - zeitgeist (2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri800/i865/i86550kh0af.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  È complicado conseguir dizer qualquer coisa sobre aquela que é a minha banda favorita, e que agora volta graças à vontade do mestre corgan em tentar reerguer o mastodonte dos 90's ou algo do género. "Zeitgeist" nunca poderia ser um disco de referência, sobretudo porque, tendo em conta aquilo que corgan fez no hiato dos pumpkins, não o estava a ver a modernizar de um modo absoluto a sonoridade da banda que fez quem ele é hoje. E de facto não foi isso que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Zeitgeist" foi considerado uma tamanha decepção para muita gente, muito antes de vir para os escaparates. Eu próprio já o considerava um mau disco antes sequer de se saber que temas é que o disco iria conter. Quanto ouvi "tarantula" no Alive! essas expectativas em baixo mantiveram-se. Mas a verdade é que o primeiro single do álbum é possivelmente um dos seus temas mais fracotes. Tudo bem que tem aquele balanlço engraçadote e aquela distorção que toda a gente gosta, mas falta-lhe um refrão a sério, e uma coerência geral que a canção está longe de possuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Falando por mim, digo sem problema nenhum que até gostei do disco. Volto a afirmar que, sim senhor nada de canónico anda por aqui. Mas a entrada com "doomsday clock" acaba por ser bem positiva, com as guitarras a rasgar do costume que conseguem cumprir os padrõezinhos, bem como o refrão e melodia adjacente. A mim faz-me lembrar sobretudo "Quiet", com aquelas guitarras iniciais que dão para o mínimo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;headbanging&lt;/span&gt; que pode continuar no tema seguinte ("7 shades if black") mas de um modo menos frenético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De importante referência também é aquele que, a meu ver, é o melhor tema do disco: "Bleeding the orchid" que vai sempre em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;crescendo&lt;/span&gt;de um modo bastante arrastado, que faz lembrar muita coisa passada da banda, até desaguar num refrão simples mas interessante e facilmente cantarolável. Falta-lhe talvez algum nervo mas está longe de ser um tema mediano - é bom e recomenda-se. E como estes também há "starz" no seu modo mais sussurrante que depois desagua em guitarras giras e fofas, ou na mais sentida "Neverlost". Ou mesmo na última "Pomp and circunstance" mais introspectiva e com uma guitarra redentora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bem, por aqui existem temas bons. È verdade. A parte mázinha, pois que também existe e ainda é bastante considerável, é que nada disto soa a particularmente novo, nem sequer dentro da discografia dos pumpkins: todos os temas, sem excepção, fazem lembrar qualquer coisa passada. Uns o "siamese dream", outros o "mellon collie", até coisas vidas do "machina".Não é que eu me queixe muito porque gosto disto tudo, mas percebo quem critica este disco. Por mim dou boa nota: afinal não me importo muito que agora existam uns &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pumpkins revival&lt;/span&gt;. O problema é se os "novos-velhos pumpkins" forem só isto. È esperar pelos próximos capítulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-5502959140199170205?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/5502959140199170205/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=5502959140199170205' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5502959140199170205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5502959140199170205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/09/smashing-pumpkins-zeitgeist-2007.html' title='smashing pumpkins - zeitgeist (2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-9161744453752665651</id><published>2007-09-21T03:50:00.000+01:00</published><updated>2007-09-21T04:05:39.737+01:00</updated><title type='text'>"Superbad" de Greg Mottola (2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://z.about.com/d/movies/1/0/d/K/P/superbadposter.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dois amigos (vá três) armados em altos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nerds&lt;/span&gt;. Miúdas. Um liceu quase no fim e a maldição da virgindade por perder. Uma festa decisiva, onde um deles é encarregado de arranjar o belo do alcóol (pois claro só aos 21 nos states), à pala de um BI falso com o nome mclovin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não, não é mais um tomo de "american pie", nem o regresso da saga de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nerds &lt;/span&gt;dos anos 80 que teve bastante sucesso pelos states. è mesmo nova produção de Judd apatow, o realizador de "The 40 year old virgin" que se escapou inteiramente à comédia escatológica, e apresentou um virgem de 40 anos como deve ser: normal. "Superbad", adapta este ponto de vista à adolscência, embora fosse obviamente impossível deixar as piadas sexuais de lado. como o retorno à infância de uma das personagens, ou a rebarbadice a olhar para os seios da mãe alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Superbad" tem uma vantagem: faz rir. Mas a sério. Tem boas piadas, humor bastante doseado, e um grau de inteligência, suficiente para que elas não pareçam tão tolas quanto isso. Tem situações caricatas (como aquela do sangue das calças) mas estranhamente plausíveis. Tem o tom rebarbado normal em tipos de 17/18 anos, mas nunca lhe acrescenta nem aquela dose irritante de moralidade, nem uma obsessão absoluta e total em relação ao sexo. Esta não é a história de 3 amigos que querem deixar de ser virgens, mas sim a história de um ritual de passagem, com todas as consequências que disso podem advir (um pouco como o primeiro "american pie" era a espaços).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O melhor do filme é mesmo a sua capacidade gritante em criar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;gags&lt;/span&gt; cómicos, mas ao mesmo tempo de nunca nos fazer esquecer que existem ali personagens quase reais, que parecem viver uma vida tão normal como as outras. Ou seja temos uma crónica humana embrulhada em puro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nonsense&lt;/span&gt; que vai ao extremo com os dois polícias completamente caricaturais(mas ao mesmo tempo cheios de humanidade) e com o gozo puro em relação às crianças, sem-abrigo entre outras coisas com que habitualmente "é feio brincar". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Superbad" não é um filme genial: afrouxa um bocado para o fim, acaba por ser inverosímil(na vida real era absolutamente impossível aqueles tipos conseguirem ter miúdas daquelas - só mesmo em filme, o que não deixa de ser um ponto desfavorável ) e por vezes ultrapassa um bocadinho os limites escatológicos, roçando o mau-gosto. Embora sejam pouquíssimas vezes diga-se. ainda assim um bocado de mau gosto nunca fez mal a ninguém, e por vezes até se recomenda: por outro lado a sequência do "i love you" e a final, completamente longe daquilo que costumamos ver num filme destes, acabam por dar um toque bastante positivo ao conjunto da película. Que não é um portento de inteligência, mas consegue criar bons caracteres a viverem situações quase reais.  Por isso é para ver, sem reservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-9161744453752665651?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/9161744453752665651/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=9161744453752665651' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/9161744453752665651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/9161744453752665651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/09/superbad-de-greg-mottola-2007.html' title='&quot;Superbad&quot; de Greg Mottola (2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-7799627425703825370</id><published>2007-09-10T22:49:00.000+01:00</published><updated>2007-09-10T23:27:42.010+01:00</updated><title type='text'>são americanos. tiveram hype de início. e bons discos.o que fizeram depois foi cocó do grande.</title><content type='html'>E agora estão de volta. Hopesfall e atreyu são as bandas de que falo: "a types" e "a death grip on yesterday" são os discos que menciono. Dois discos extremamente desapontantes, sobretudo no caso dos hopesfall depois do genialíssimo ep "no wings to speak of2 e do brilhante disco "the satellite years". Ambas as bandas afrouxaram. Os atreyu viraram-se para uma facção musical mais melosa, com momentos pseudo-emo capazes de figurar em temas de coisas lamechas como os my chemical romance(!). Os hopesfall, amoleceram em grande, e apenas e só quatro temas se aproveitaram- nenhum deles acima do bom, apenas dois dentro do bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; e agora voltaram. "Magnetic north" e "Lead sails paper anchor" são as novidades, de duas bandas de quem pouco esperava. e se no caso dos atreyu, a esperança fosse menos significativa(porque honestamente nunca os achei muitísimo interessantes), o caso dos hopesfall mudava de figura: uma banda que já fora genial, entretanto mudar de guitarrista e baixista salvo erro, e depois foi o descalabro. "Magnetic north" não me pareceria ser mais que um acrescento de "a-types", talvez até pior que o álbum supracitado. Mas nada melhor que os ouvir. E perceber se aqueles desgraçados faziam mais um arrozinho de feijão em termos, ou passavam definitvamente para o mundo dos enlatados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri500/i506/i50650y35wt.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Magnetic north" felizmente não responde às perguntas. Digo felizmente, porque sim: para minha surpresa, este disco é MELHOR que o "a-types". Eu que já achava que não havia esperança possível para a banda de Charlotte, vejo aqui uma lufadita de esperança a surgir. Não que seja uma ventania abusiva, já que ainda andam por aqui temas meio irrelevantes, mas felizmente há também o muito bom "rx contender the pretender", que abre o disco. E que, por si só, é melhor que o "a-types" inteirinho. Um tema sólido, com guitarras portentosas, uma boa harmonia raiva/melodia, e uma boa introdução de meia dúzia de efeitos de voz a páginas tantas. aliás, as guitarras são possivelmente o melhor do disco, todas as malhas conseguem ser uniformes, coerentes, que sabem bem o que querem fazer e como o fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E isso também se nota em bons temas como "Swamp kittens" e em "cubic zirconias are forever", um tema bastante melódico, que poderia soar bem meloso(como muita coisa do disco anterior) mas em que houve de facto um cuidado por parte da banda para isso não acontecer ininterruptamente. Os pianos que surgem estão equilibrados e justificam-se, até os próprios violinos também. Talvez aquela pseudo-berraria final com o "let us go before we're doomed" podia ser meio evitada, mas enfim fica na cabeça e dá alguma intensidade ao tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois destas 3/4 primeiras bombas, o disco afrouxa bastante. De qualquer forma, os hopesfall devem ter pensado que já ali tinham material suficiente para fazer esquecer o bonito pedaço de póia que foi "a-types". Seguiram para meia dúzia de guitarradas que não levam a grande lado, e alguns temas interessantes. de qualquer forma o disco consegue ser no geral minimamente equilibrado, e nota-se aqui um cuidado grande na composição, como em "East of 1989 - Battle of the bay". Até vou ser simpático para com eles e inflacionar-lhes a nota para ver se ganham mais tomates para, pelo menos, fazerem coisas que os possam colocar num mapa mais reluzente. continuo é sem acreditar em genialidades... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri900/i988/i98828df9ik.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Atreyu. Um dos meus temas preferidos ("the bleeding mascara" pela sua honestidade brutal em chegar ao que realmente interessa) é deles, mas em disco nunca foram nada de assumidamente relevante. Se, por exemplo "The satellite years" é para mim uma referência, no caso destes tipos daquela terra de onde saem milhentas bandas (orange county), nunca existiu um disco que realmente fosse fantástico. "The curse" é o melhor, mas não é nada de transcendente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas "a death grip on yesterday" era mau. Curiosamente este nem tem um formato muito diferente do anterior. Então o que mudou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A vontade dos atreyu em não fazer nada de muito &lt;span style="font-style:italic;"&gt;baladeiro&lt;/span&gt;. não há cá melodias bacocas, não há cá grandes vozes sôfregas(bem, temos "lose it"  que mesmo assim é um tema interessante, e há o tema que fecha o disco), há menos peso sim, mas continuam os refrões cola-cola que eles sempre tiveram e aquela vontade deles em que as pessoas memorizem os seus temas. È sobretudo isso que gosto neles, e é sobretudo isso que consigo vislumbrar ao ouvir este álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há alguns temas "na tua tromba", como os primeiros, mas depois até há um curioso lugar para alguns devaneios meio experimentais bem calculados e que conseguem resultar bem no cômputo geral. De quaqluer forma, mesmo estas abordagens têm os tais refrões cola-cola, e são melhores por isso que por outra coisa qualquer. O único tema, enfim mau, será o último. ainda assim volto a dizer: não é tão mau como muitos temas que apareciam no disco anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Portanto, apesar de haver bastante melodia, ela consegue parecer bem menos lacrimejante. Não é o disco ideal dos atreyu, mas às vezes é preciso bater com a cabeça nas paredes, para chegar a uma boa ideia. Talvez esta tenha sido a última, e no próximo disco tenhamos apenas refrões fantabulásticos, temas a rasgar, solos rápidos e ponto final. È nisso que os atreyu são bons, e era só juntar isto e tínhamos um disco bastante razoável. E se este disco tivesse apenas dez temas, e se suprimisse o último, era bem provável que lhe desse mais uma notinha acima. Assim boca, ficam com esta e já não é mau. Bom disco para ouvir e cagar, sobretudo a primeira metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;6/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No fundo são duas bandas em recuperação. Uma talvez tenha sido mais rápida, embora tivesse tido a queda maior. Os atreyu, esses, estão num processo que possivelmente os levará a fazer um disco para nos tirar o fôlego. Neste era só ter acompanhado a óptima toada inicial. ainda assim anotem: experimentem sem grandes reservas, pois com estes discos não há grande perigo de apanhar dissabores. Não são sabores ultra-apurados, mas imaginem aquela miúda gira(não consigo falar para o sexo oposto lamento e tal - ou não) com que apetece dar meia dúzia de voltas, mesmo sabendo que a coisa não dará para mais. Talvez no caso dos hopesfall a coisa possa resultar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; e pronto foi isto. Próxima emissão a ver se não demora muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-7799627425703825370?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/7799627425703825370/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=7799627425703825370' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/7799627425703825370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/7799627425703825370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/09/so-americanos-tiveram-hype-de-incioe-e.html' title='são americanos. tiveram hype de início. e bons discos.o que fizeram depois foi cocó do grande.'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-6778753794362459266</id><published>2007-08-21T15:05:00.000+01:00</published><updated>2007-08-21T15:23:45.619+01:00</updated><title type='text'>"Ratatouille" de Brad Bird</title><content type='html'>&lt;img src="http://imagecache2.allposters.com/images/pic/MMPO/505333~Ratatouille-Posters.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hoje em dia o mundo da animação está de tal forma desenvolvido que já permite conceitos inverosímis, e é através da inverosimilhança que eles conseguem transcender-se: temos ogres a salvar princesas, pinguins a fazer sapateado ou carros falantes sem necessitarem de condutor. tudo é motivo para se fazer um filme de animação, e tudo parece fazer sentido neste espectro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não é portanto inútil afirmar que algum do melhor cinema que a fábrica de hollywood ainda vai produzindo, é mesmo cinema de animação. "shrek" veio confirmar esta tendência(embora a segunda sequela seja bastante mais fraquinha e desiluda), bem como todos os filmes que a pixar froi produzindo ao longo destes últimos anos, sendo hoje em dia posivelmente a mais profícua companhia de animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Ratatouille" vem apenas e só confirmar esta mesma tendência. e tudo isto, pasme-se!, através de um rato que quer ser &lt;span style="font-style:italic;"&gt;chef&lt;/span&gt; de alta cozinha. Ao ver toda a sua espécie e a sua família, a comer sem eira nem beira, qualquer coisa que apareça, remy tem um paladar e um olfacto apuradíssimos e basicamente não se contenta com qualquer tranbolho. Até conseguir infiltrar-se no restaurante de um conhecido &lt;span style="font-style:italic;"&gt;chef&lt;/span&gt; já falecido, e que perdeu algum do seu prestígio, é um pequeno passo para um grande filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A verdade é que o grande trunfo de "ratatouille" é conseguir ser o mais verosímil possível, dentro da sua inverosimilhança, da sua premissa impossível de concretizar na dita vida real. Remy é simpático, mas é um rato, chega a dar um bocado de nojo vê-lo entre tachos e panelas. Existe muita repulsa por parte do espectador quando, numa cena já perto do fim,  a família toda de Remy se mete a ajudá-lo na cozinha. E aqui há inspectores sanitários que efectivamente fecham(!) o restaurante. Há evidentemente o romance da praxe(não com remy mas com o humano que o vai ajudar, linguini, e uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;chef&lt;/span&gt; francesa do mesmo restaurante), mas não é isso que deixa "ratatouille" prevísivel e banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bem pelo contrário. "Ratatouille" está completamente fora desse baralho. È uma espécie de raio de luz que veio iluminar o cinema de animação, ainda bastante borbulhante de ideias. Mas é possivelmente o passo seguinte. Nós deleitamo-nos com toda a estética visual, com um genuíno prazer de menino. Sentimos fome com as iguarias que Rémy faz, por outro lado os nossos sentidos: a visão, o olfacto e o paladar, estão bem apurados com cada preparado do rato-cozinheiro. E tudo isto dentro de uma previsbilidade imprevisível, já que o filme pressupõe(e muito bem como óbvio que nós devamos sentir aqueles cheiros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Ratatouille" é um filme que consegue aquele bonito encanto de nos voltar a dar uma sensação de infância. como quando comemos aquele Epá, ou aquela bolacha maria que a nossa avó tinha num boião muito alto para nós. Como se já estivéssemos esquecidos da magia das coisas, onde tudo é possível e qualquer um pode fazer o que bem entender. "Qualquer um pode cozinhar" é o lema do filme. Qualquer um se deleita a ver possivelmente um dos melhores filmes de animação de sempre, é o meu.  o filme tem a plena consciência dos sonhos que nos deixa ter, através da personagem do crítico de cozinha quando, numa analogia tanto a nós como a marcel proust(quem não o conhece que procure no google) pega no prato do título e o dá a provar. como proust com o raio das madalenas que me fizeram ter catorze num trabalho de faculdade já há uns anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; 10/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-6778753794362459266?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/6778753794362459266/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=6778753794362459266' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/6778753794362459266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/6778753794362459266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/08/ratatouille-de-brad-bird.html' title='&quot;Ratatouille&quot; de Brad Bird'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3926567261928237363</id><published>2007-08-20T20:04:00.000+01:00</published><updated>2007-08-20T21:09:41.129+01:00</updated><title type='text'>A pirataria e downloadagem e o caraças.</title><content type='html'>&lt;img src="http://img484.imageshack.us/img484/1331/madcabfrontmxb0.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como devem saber espero eu, esta é a capa do primeiro disco dos madcab: "keeping wounds open". Coloco-o como cabeçalho por possivelmente ser um dos caminhos possíveis para o mundo musical: a autopromoção de cada banda. Ainda assim, digo desde já que não sei qual é a posição dos madcab em relação à pirataria, e que evidentemente estar aqui a foto da banda, não significa que ela esteja de acordo com o conteúdo do artigo...ermm ainda nem o leu e tal. Já agora nenhuma das outras bandas aqui expostas, toma posição particular neste artigo. Eu é que as fui roubar feito maluco.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo sinceramente: por ser uma coisa tão batida e tão discutida, e esmifrada até à exaustão, nunca me deu grande paciência para falar de um modo mais sério sobre as questões da pirataria. Pelo menos para colocar aquilo que penso e sinto, de um modo escrito, completamente explícito, que permita a qualquer um ver a minha posição. Não que eu seja propriamente a pessoa mais importante do esférico chamado Terra, mas caguei, o blog é meu. Adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os downloads ilegais e a questão da pirataria são, de longe, a melhor forma de divulgação que a música já conheceu. Quantas bandas já um gajo não mirou e escutou à pala de ter lido/ouvido/topado recomendação de alguém? Eu falo por mim: possivelmente centenas. Querem nomes? Pelican, Sunn 0))), Broken Social Scene, Tv on the radio, Envy,  já para não falar de montões de bandas portuguesas, tais como men eater, aside, madcab,  Linda Martini, entre tanta coisa mais...e muita desta gente já tem visão suficiente para editar as coisas por si, sem lamentos e queixumes, sem sequer querer dinheiro pela sua arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.pimpmyspacehome.com/uploads/images/2007-06-19/eQA9aai49e.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Riding panico - capa do ep de 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos iludamos minha gente: quem são as pessoasque andam a clamar contra os downloads ilegais? Por aquilo que se vê pela Tv são os tozés britos desta vida (e digo desde já que foi por ele que decidi escrever isto), os músicos já completamente situados no panorama musical nacional, que andaram durante muitos anos a viver à custa de quem lhe comprava os discos. Vida regalada e não censurável, no entanto desabituaram-se a lutar para que as coisas apareceram. Não vamos pedir a uns fingertips, ou a gente já mais velhota como um fernando tordo ou aos xutos para irem de carrinha velha tocar em sítios muitas vezes de extrema manhosidade, a favor da sua arte. Ou vamos? O caso do tordo ainda é comó outro: é um problema de se estar ultrapassado, e não se conseguir corresponder às necessidades do mercado. Agora os outros dois casos só pode ser mesmo por conformismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que não é pelos downloads ilegais que as bandas deixaram de aparecer: por cá temos excelentes bandas novas como os já citados linda martini, madcab e man eater, mas também aside, humble, for the glory, if lucy fell, riding panico, dapunksportif, bringing the day home, ou chemical wire. Entre mais não sei quantas que poderia perfeitamente enunciar. caso curioso: ninguém fala delas como vítimas de pirataria, ninguém fala delas ponto. anda tudo preocupado com música que não interessa nem ao homem das barbas que costuma aparecer por alturas do nascimento de Jesus, e aquelas bandas que são verdadeiramente novas (e não a "nova música" dos the presentes, ou a outra dos boite qualquer coisa, que é meio parva embora se coma- mas enfim nada de muito particular acrescenta ao nosso panorama musical) caga-se lá nelas, são novas demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i6.photobucket.com/albums/y250/davidelobao/crowd.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aqui entramos na hipocrisia das rádios, sobretudo numa com um número, e uma antena, a Antena3 pois claro. Ponto um: é a menos má das rádios nacionais. Ponto dois: é a rádio mais convencida que é a melhor de Portugal inteiro, só porque consegue passar música nova de muita coisa pseudo-alternativa, mas que afinal é bem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mainstream&lt;/span&gt; (o que é the gift, loto, mesmo blasted mechanism ou até clã?). Onde estava ela quando por exemplo vieram cá tocar more than a thousand ou clube lua, com mais 3 bandas PORTUGUESAS? ou mesmo ao concerto do garage dos mais de mil(onde havia também easyway e my cubic emotion)? Ou em twenty inch burial com if lucy fell(penso eu de que) e fiona at forty? em pelican, onde havia linda martini e riding panico? Enfim... quando muito algumas destas bandas aparecem à laia de bilhete postal enquanto curiosidade, mas raramente levadas a sério. e isso, muito honestamente, fode-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E indo ao encontro do incrível disparate que Tozé Brito disse à revista Tabu, do semanário sol: falou muito bem dos sites de download pago, até aqui certíssimo o homem é que sabe. Mas já acha ridículo a pessoa dizer que aquilo é caro porque "normalmente só quer 3/4 músicas. Isso não é caro", afirmou ele todo contentezinho da vida. Pois não não é caro, mas eu sinceramente senti-me insultado com aquela afrmação: ele estava a falar para a maioria da população portuga que "ah e tal aquela música da nelly furtado que passa na tv é toda gira, arranja-ma aí". Agora para aqueles que, como eu, sentem um disco, têm o prazer de o ouvir por inteiro, arranjam bases para o poder definir e criticar devidamente, para lhe dar(ou não) uma nota final, qe puta de sentido faz isso? qualquer pessoa que goste verdadeiramente de música não vai sacar só umas 3 ou 4 músicas, a menos que já tenha ouvido o disco todo, e só tenha gostado daquelas. Um álbum a sério é para se ouvir inteiro, e não às mijinhas. Mas isso não parece que o Tozé Brito saiba. E agora digam-me lá se um álbum a 10/15 euros como no itunes não é caro. Para o comum portuga é. Portanto aqui acabou-se a conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a526.ac-images.myspacecdn.com/images01/23/l_0e82617915a435a772fbd0821bc4a855.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; albert fish- banda portuga de street-punk para quem anda praí ignorante e o caraças) ao vivo num sítio qualquer e tal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A treta da desculpa da pirataria, serve no sentido em que agora é preciso ter trabalho e puxar pela cabeça para arranjar mecanismos alternativos. As editoras, as gigantes que gostam da bela da ditadura, estão-se a ver à rasca com esta democratização. as bandas que não precisam de divulgação nem de verdadeiro apoio, clamam para que as pessoas não lhes arruinem o negócio. Tozé Brito fala dos atentados terroristas, e do dinheiro que foi ganho à custa da pirataria pela al-qaeda no 11 de março. certíssimo, mas eu não compro discos na feira, e num site de downloads ilegais não há qualquer tipo de lucro. Os discos de que gosto por norma não costumam aparecer nas bancas de feira, e sinceramente preferia fazer o download ilegal a ir comprá-los lá. De qualquer forma continuo a ter muito prazer em ir comprar discos à loja, normalmente promoções ou coisas em segunda mão (mais que dez euros nicles!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples: Tozé Brito e companhia, é acordar, ver de facto que anda por aí que valha a pena e parar com o muro das lamentações. Eu não quero saber se um luís represas já não pode comprar aquele barco todo giro só por causa dos downloads ilegais. quero é ver música de qualidade, bandas que lutam arduamente por um lugar ao sol, a serem recompensadas. Curiosamente dessas nunca se ouviu uma palavra de lamento em relação à pirataria. O mundo é giro não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://sabotagem.revolt.org/sites/sabotagem/files/images/bandeira.preview.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (um bocado revolucionária a imagem, mas por enquanto não tenho outro remédio senão apoiar o download ilegal de música)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3926567261928237363?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3926567261928237363/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3926567261928237363' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3926567261928237363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3926567261928237363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/08/pirataria-e-downloadagem-e-o-caraas.html' title='A pirataria e downloadagem e o caraças.'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-7621850069180532609</id><published>2007-08-13T01:29:00.000+01:00</published><updated>2007-08-13T01:57:56.426+01:00</updated><title type='text'>Porcupine tree - Fear of a blank planet (2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri500/i588/i58802bif16.jpg"/&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Toda a gente sabe que porcupine tree é uma banda genialíssima. Isto é óbvio, verdadeiro como a Soraia chaves ser um avião do caraças, e o cristiano ronaldo alto player de bola. Talvez até ultrapasse tanto a bela da soraia como o cromo do ronaldo. De qualquer maneira, nem consigo conceber que um disco deles não fique pelo menos dentro da fasquia do brilhante. È a modos que coisa impossível, dado o constante brilhantismo de steven wilson e povo adjacente.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Em toda a sua discografia não há aquilo que se chama um tropeção. Mesmo que não exista um rasgo de genialidade, o profissionalismo continua sempre lá...ops não conheço nenhum álbum deles que não tenha estes rasgos. e assim acontece com "Fear of a blank planet", mais um ítem na já imensa discografia dos ingleses. Disco que produz uma das suas maiores pérolas de sempre: "Anesthesize", faixa conceptual dentro de um disco de cariz conceptual sobre a alienação dos seres humanos face à tecnologia de hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Anesthesize" é como que uma ópera-rock, com uma letra interventiva, solos fantabulásticos, e um ambiente progressivo a condizer. È um tema que entra mais na linha dos temas de cariz mais negro,  banda possui, e tem um excelente nível conceptual.  Não por acaso é precisamente uma das faixas do meio, a servir de ponte de um disco sólido que nem um calhau com milhões de anos, e evidentemente coeso como tudo, dada a enormíssima qualidade dos músicos intervenientes. No entanto, tanto a mais programática Fear of a blank planet" com um refrão bem agradável, como as mais melódicas, e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;uptempo &lt;/span&gt; "My ashes" (que entra na linha daquilo que wilson faz com aviv geffen em blackfield), ou "sentimental" que a páginas tantas até faz lembrar a gigantesca "Trains" de "in absentia", essa pérola absoluta dos porcupine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ainda assim este disco é sobretudo de consciencialização: uma visão negra do futuro, da geração vindoura, mas sobretudo um alerta fortíssimo aos problemas provocados pelo risco de passarmos todos a ser bichos do mato, pouco interventivos na sociedade, não estando minimamente preocupados com o que nos rodeia. Uma mensagem quase dedicada aos mais novos...numa onda intervencionista curiosíssima e muitíssimo bem engendrada, mostrando uma banda que se importa de facto com o impacto de todas as inovações tecnológicas que vão acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porcupine tree é sinónimo de maturidade constante, experimentalismo vário, e sobretudo de nunca desistir. È aquilo que eles vão fazendo. E se "deadwing" era um disco bem mais claro e positivo, "fear of a blank planet" funciona um pouco como sua antítese, mas mostra uma banda na vitalidade plena, e com mais um disco excelente na bagagem. Disso não há dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-7621850069180532609?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/7621850069180532609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=7621850069180532609' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/7621850069180532609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/7621850069180532609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/08/porcupine-tree-fear-of-blank-planet.html' title='Porcupine tree - Fear of a blank planet (2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-2742543735547351226</id><published>2007-08-09T02:22:00.000+01:00</published><updated>2007-08-09T02:58:55.349+01:00</updated><title type='text'>Nine inch nails - Year zero (2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i458/i45850bm0s5.jpg"/&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Este definitivamente não pode ser uma produção normal dos NIN, aka Trent Reznor nos problemas existenciais do costume. "With teeth" tem apenas e só 2(!) anos de existência, e que eu me lembre nem um único ítem de remisturas foi lançado. Das duas uma: ou "Year zero" é um momento mediano de Reznor, em que o homem quis apenas e só marcar meio passo, em vez de fazer um disco de remisturas, ou então este novo pãezinho tem de ter uma história muito peculiar por trás. Ou, pelo menos, tem de ser um momento deveras especial. e não, não tentem sequer formular a hipótese de "normalidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Definitivamente nem Reznor é normal, nem "Year Zero" o é. e este disco personifica plenamente aquilo que é o seu criador: génio atormentado, fechado nos seus próprios demónios, embora ao vivo pareça um tipo afável capaz de ir tomar connosco duas jolas. "Year Zero" é mais que um simples capítulo na história de uma banda que é Reznor. È talvez o ponto de mudança, o ponto em que este se autotransforma e se torna num colosso. Uma espécie de "Pretty hate machine" de 2007, embora ambos os discos sejam (felizmente) bem diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ponto um: "Year Zero" consegue auto-remisturar-se. È experimental que chegue para sque não seja necessário existir uma reinvenção dos seus temas. Tem momentos geniais neste espectro, tanto no belíssimo tema de abertura, industrial qb, apesar de não soar verdadeiramente a novo tem uma guitarra fabulosamente negra. Ou em "my violent heart" tema programático ao extremo, sussurante que chegue, com as atmosferas industriais de sempre mas elevadas a um extremo de raiva. Ou mesmo o piano final da maravilhosa e doce "Zero-sum". Ou ainda em "Survivalism" com as programações que poderiam bem estar no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;set&lt;/span&gt; de um dj qualquer. Já para não falar da extremosa melodia de "the good soldier"... enfim, uma catrefada de belíssimos momentos está bom de ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E o melhor é que todos estes momentos experimentais conseguem soar a canção. Por mais que se afastem da sua estrutura, são contagiantes, belos, emocionantes, têm características que vão muito além das suas programações e efeitos. São humanas. São tocantes, e são jogadas de mestre ao mesmo tempo. Como se Reznor pegasse nesses dois termos e os juntasse em suave harmonia, como sempre tivessem feito parte de um só. Mais um exemplo: oulam bem a genial "me i'm not".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quanto às canções propriamente ditas..são todas! e são todas ao mesmo tempo alvo de manobras costumeiras de Reznor, mas que nunca soam repetitivas face ao seu espólio musical que já começa a ser vasto. "The beggining of the end" é um tema &lt;span style="font-style:italic;"&gt;catchy&lt;/span&gt;, com claras influências de um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;rock&lt;/span&gt; mais negro, e um refrão bom que chegue. "Capital G", é possivelmente a melhor canção do disco, com o seu tom mais falado que o costume, e com um refrão absurdamente perfeito, feito de uma das castas mais usadas por Reznor (a questão da fé e de Deus - daí o "capital G"). "The warning" pernoita naquela fronteira perfeita entre a canção e o experimentalismo, e é possivelmente o tema que melhor alimenta essa facção, com a repetitiva e "catchy pa caraças" frase de " Your time is ticking away". E aquelas guitarras, que fazem lembrar um estado de hipnose? Wow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Year Zero é possivelmente o disco que funde tudo aquilo que é bom no universo dos NIN. Mais que isso, joga ainda em guitarras que a banda nao costuma usar, ou por vezes em atmosferas meio dançantes. Não sendo propriamente um expoente máximo de inventividade, é talvez o disco mais completo que os Nine inch nails já fizeram. Tenco em conta que o som deles está mais que estabelecido, "Year Zero" é um passo em frente nesta tendência, e a prova de que Reznor continua amargurado como sempre. Neste caso está a começar a levar a sua amargura a um estado bem mais elevado. Por enquanto este disco é possivelmente o seu maior expoente. Talvez isso seja o suficiente para que "Year Zero" seja o disco do ano. Afinal a amargura e depressão serão possivelmente as melhores fontes de inspiração qe nós temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;10/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-2742543735547351226?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/2742543735547351226/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=2742543735547351226' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/2742543735547351226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/2742543735547351226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/08/nine-inch-nails-year-zero-2007.html' title='Nine inch nails - Year zero (2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-8202141853039884453</id><published>2007-08-06T05:19:00.001+01:00</published><updated>2007-08-06T05:50:06.441+01:00</updated><title type='text'>Chasing victory - Fiends(2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri600/i634/i63418zmvcj.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindos à secção bandas-que-até-se-comiam-mas-que-amoleceram-como-as-bananas-do- gana." De facto os chasing victory, com este segundo disco, conseguiram ser os primeiros a fazer parte desta secção, graças ao mui desinspirado "Fiends", segundo disco de originais do grupo. Depois de um bom início com o primeiro álbum, esta rodela deixa muitíssimo a desejar, com os seus temas de pacotilha, e solos banais e tal e coiso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O que é "Fiends"? Emaranhado chato de lugares-comuns, já revistos mil vezes. Aos quais os chasing victory não conseguem resistir. Com uma toada que vai desde o hardcore de uns everytime i die, para depois ir ter à melosidade de coisas meio abjectas como my chemical romance, a banda norte-americana perdeu o norte. Claramente. E a partir daqui já disse mais ou menos tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Fiends" vem na senda do bom "I call this abandonment" que, não sendo uma pérola do tempo dos descobrimentos(tipo açúcar, ou canela, entre outras coisas tão boas para o aumento do colestrol e o caraças), era um álbum bem agradável de emo/screamo, e continha uns 2/3 temas de refrão cola-cola, aos quais não se conseguia ser indiferente. Verdade verdadinha. "Unrequited love" ou "oceans away" tinham esta missão bem presente em toda a sua extensão. Aí não se tentou ser diferente da maioria, mas sim dar uns pózinhos melódicos que assentassem bem na agressividade musical da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O grande problema é que este novo álbum inverteu a tendência. Agora os chasing victory são um emaranhado de melodia que depois lá vai buscar um ganchito ou outro mais agressivo, para tentar ganhar algum fulgor a partir daí. Inclusivamente nota-se a tentativa da banda em fugir ao rótulo, e encarar-se como um entreposto de encorpadas canções. Não conseguem. Primeiro porque os músicos não parece que tenham talento suficiente para isso. Depois porque a tentativa em criar canções é conseguida na forma(a produção é muito boa e os temas estão bem estruturados), mas o conteúdo é para esquecer. "Chemicals", a abertura, é o único tema que ainda se consegue aguentar minimamente à bronca. Agora não admito coisas como "zombies"(que ainda por cima tem entre parêntesis, o título de "oceans away the sequel"! - bah), que é um tema melodicozito com um berrito aqui e ali e uma guitarrada banalíssima, ou a melosidade vomitável de "queens(the skeleton key to a skeleton)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Fiends" é portanto aquele disco da banda que quis fugir ao rótulo, mas que se viu num campo que não é o seu. Ou seja os chasing victory não são os dead poetic, e não se arranjam para ser uma banda de corpo inteiro, com canções de nervo e fibra, sem precisarem de referências emo/screamo. Pelo menos por enquanto. não vou dar nota baixíssima, porque há um esforçozito(muito inglório mas enfim) em fazer alguma coisa fora do espectro costumeiro, mas dada a banalidade do material esqueçam este álbum. Tenho pena, porque eles até prometiam um bom disco, e foi com essa intenção que o fui &lt;span style="font-style:italic;"&gt;adquirir&lt;/span&gt;, mas só posso dizer que saí daqui muito desapontado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Façam o favor de melhor no próximo pá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-8202141853039884453?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/8202141853039884453/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=8202141853039884453' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8202141853039884453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8202141853039884453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/08/chasing-victory-fiends2007.html' title='Chasing victory - Fiends(2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-8483187082282339299</id><published>2007-08-05T18:35:00.001+01:00</published><updated>2007-08-06T03:19:06.456+01:00</updated><title type='text'>"The simpsons movie" de David Silverman</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.firstshowing.net/img/simpsonsmovie-poster-1.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E após não sei quantos anos de emissão, finalmente a família amarela decidiu-se a aparecer na TV. Criados pelo Nuno Markl lá do sítio deles (o Matt Groening, esse grande &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nerd &lt;/span&gt;pois claro), os simpsons são o maior sucesso planetário no que a uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sitcom&lt;/span&gt; concerne. Porquê? A resposta não é assim tão simples: embora o óbvio padrão de familiaridade com a típica família disfuncional(arriscar-me-ia que foi com a saga desta gente que este meio-rótulo filmíco apareceu), tenha uma grande dose de culpabilidade, a forma inteligente em como groening e seus pares a têm desenvolvido - e sem nunca chegar a um extremo ponto de exaustão - é brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pode-se argumentar que o filme chegou só porque a série começa a dar sinais de cansaço. O que é normal ao fim deste tempo todo (uns 18 anos arriscar-me-ia dizer). Que é mais do mesmo, que não consegue sobrepôr-se à série em si. Pois...normalíssimo, para quem já anda há tanto ano no ar e já esmifrou os assuntozinhos todos que podia. Agora é tentar criar novas situações que ainda nos façam ter alento em ver a famelga &lt;span style="font-style:italic;"&gt;simpsoniana&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E o filme consegue-o. Tem momentos incrivelmente deliciosos ( a saga do "spider pig", a genial sequência da igreja, ou o nu integral de bart), e uma história mais que justificativa para caber todo o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;non-sense&lt;/span&gt;. Neste caso a extrema poluição ambiental em que Springfield está votada. Mas enfim obviamente que isso é o menos importante. O fundamental é que nos apercebamos disto: o filme é um episódio da série com mais uma hora. Tem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;gags&lt;/span&gt; suficientes para uma agradável sessão de riso, tem aquele apimentar de polémica do costume, tem as personagens que fazem parte de nós mais que rotuladas, tal como queríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os simpsons são dos poucos exemplos onde de facto mais do mesmo é o desejado. Porque o mesmo é de si só genial e pode ser facilmente desdobrável e deconstruído. O filme tem também alguns defeitos que enfim, podem ser justificáveis mas que lhe quebram um pouco o ritmo - a relação entre ned fandlers e o bart não me entrou muito no goto(embora tenha alguns gags bem bons) e os seus mais fracos últimos minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De qualquer forma "Simpsons the movie" será o bnastante para quem gosta da família amarela. E possivelmente para quem não gosta também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (PS:Há "doh's" que cheguem para toda a gente sim?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;8/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-8483187082282339299?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/8483187082282339299/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=8483187082282339299' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8483187082282339299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8483187082282339299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/08/simpsons-movie-de-david-silverman.html' title='&quot;The simpsons movie&quot; de David Silverman'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-7492635782054292578</id><published>2007-08-01T23:07:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T00:51:24.163Z</updated><title type='text'>Produzido cá no burgo, de abertura fácil...e depois de descascado pá?</title><content type='html'>Aqui está a princpal dúvida. Este ano, apesar de tudo, temos tido bons lançamentos a nível interno (assim atestam os novos de madcab ou men eater), no entanto tanto os fiona at forty, mas sobretudo os {f.e.v.e.r.} eram portos de abrigo ansiosos por terem barcos a atracar. Metáfora mete nojo, no entanto elucidativa o suficiente para se perceber que a expectativa, sobretudo em relação a "4st" era bastante elevada. e como tal comecemos por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;{F.E.V.E.R.} - 4st&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.macacos.com/wp-content/uploads/2007/06/4st_small.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fever(e desculpem lá não ser totalmente exacto quanto ao nome da banda, mas não estou para colocar os caracteres certinhos ponto por ponto) são a modos que uma das maiores promessas da música lusa nos últimos tempos. Ainda por cima são uma banda que já existe há alguns anos, tem 3 ep's por aí à venda - e daí a designação "4st" para o primeiro longa-duração - e está mais que coesa em todos os pontos. Aliás os seus ep's, sobretudo "iconflict", eram fontes de saliva bem consideráveis. Os fever tocam basicamente rock de cariz industrial, com influências que andarão nuns nine inch nails, e passarão para uns faith no more por exemplo. Excelentes referências portanto. Aproveitar isso para depois recolocar tudo numa sonoridade própria, foi aqulo que a banda lisboeta fez, e com sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era portanto com uma expectativa enorme que eu esperava pela audição deste disco. Seriam os fever capazes de adaptar a sua sonoridade para um formato consideravelmente diferente? Se ainda não o tinham feito, era decerto por não se sentirem preparados.Seria esta a altura certa?&lt;br /&gt; A minha resposta é: talvez. Por um lado vou ser honesto e dizer desde já que "4st" esteve bem longe de me arrebatar. Estava à espera de um passo em frente, e o que me aconteceu foi ouvir mais do mesmo. Bem feito é certo, mas mais do mesmo. Ainda por cima com alguns períodos relativamente repetitivos. Por outro lado o disco está formalmente muitíssimo bem executado, a produção é irrepreeensível, e existem canções suficientes para que este álbum não passe despercebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fever são sobretudo uma banda de canções. Tentam imprimir um efeito refrónico em quase todos os temas que produzem, e isso às vezes é um problema. A verdade é que se este disco tivesse arriscado mais em conceptualidade e menos em cançonetismo, decerto que seria melhor. Ou seja o passo foi talvez mais curto do que o que poderia ter sido. Os fever decidiram sobretudo fazer em disco o que fazem em ep, em vez de se tentarem transformar. Talvez por medo, jamais por incapacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque apesar de tudo há por aqui excelentes temas: "beyond and beyond" é um deles, um potencial &lt;span style="font-style: italic;"&gt;single&lt;/span&gt;(se não é mesmo o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;single&lt;/span&gt; de apresentação, coisa que sinceramente ignoro...bah), "twilight roadkill" tem um efeito melódico muito inteligente, e mesmo "bipolar[+]" e "pure", são temas bastante relevantes. aliás não há aqui nenhum tema mau, nem sequer mediano. São todos razoáveis, ou bons, sendo que "beyonde and beyond" possivelmente estará na fasquia do muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E globalmente que dizer de uma banda quer produz boas canções, mas que depois se podia concentrar mais em explanar a sua sonoridade sem precisar das fazer? Que tem aqui uma boa apresentação, bem cuidada, profissional, mas que talvez careça de experimentalismo, sobretudo para quem já a conhece minimamente. Ainda assim seria injusto dar uma nota que não fosse totalmente positiva, ainda sob o risco de poder estar a ser injusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoriaria dar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9&lt;/span&gt; a este disco, ou até nota máxima se ele merecesse. No entanto, ele não merece isso pois claro. È mais um avanço seguro que propriamente um excelente avanço. Ainda assim isso talvez prove os fever como uma banda que poderá ter um golpe de génio dentro de pouco tempo. Basta arriscar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FIONA AT FORTY - BLOODLOSS IS A SPORT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_0JReFwLgA70/Rl2Jn0rUGHI/AAAAAAAAAzg/El_F0rxvdpM/s1600/FAF.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o caso dos fiona at forty é bem diferente do dos {f.e.v.e.r.}. A banda que basicamente mistura rock mais pesado, com algumas tendências do post-hardcore, não promete ser a grande revelação musical vinda aqui do canto. Nem teve tanta expectativa caída do tecto, embora já exista desde 2001 e ainda nao tenha nenhum disco editado. ainda assim sempre esteve operacional, e agora estão os resultados à vista: "bloodloss is a sport" apresenta-se como o cartão de visita ideal para os fiona: pronto nos seus propósitos, conciso, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in your face&lt;/span&gt; o suficiente para ser devidamente apreciado. Não presta contas a ninguém, não quer ser mais do que é, e consegue por isso mesmo ser um bom disco, de mui agradável audição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bem, o melhor é dizer que os fiona at forty não são propriamente originais. Não são o novo expoente da inovação desde o espirro da vaca, simplesmente adoptam os moldes de uma sonoridade(que já está um pouco gasta verdade verdadeira) dão-lhe uns pós mais adaptáveis a uma certa noção de rock e cá vai disto.&lt;br /&gt;  "Bloodloss is a sport" nem sequer tem um único tema inesquecíve, daqueles hinos refrónicos que se colam na pinha e de nunca mais lá saem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; então para além da despretensiosidade, porque raio é que este disco é bom? Por ter nervo e fibra. Por apesar de tudo possuir temas muito bons, como o tema dois com o sugestivo nome de "bittersweet dominatrix" que engloba muito bem os perssupostos costumeiros do género - raiva e melodia em partes iguais pois claro - e com isso faz-se um tema muito simpático. Não de estonteante babosidade mas bom que chegue para cativar. Ou "Elephantisis" com uma veia rock mais acentuada,  um ritmo de bateria um tudo nada mais próximo do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;punk&lt;/span&gt; mais melódico, e um óptimo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;clímax&lt;/span&gt; perfazem bons exemplos do que é este "bloodloss is a sport". Um bom disco muito por causa da soma das suas partes, e não tanto a nível individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Fiona at forty não fizeram aqui nenhuma bíblia do rock armado em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;screamo&lt;/span&gt;. No entanto não ficam a dever um tuste à larguíssima maioria de bandas que vai saindo deste espectro, que nem pãezinhos quentes ou merendeiras com chouriço. Sempre é um pão com agradável sabor, caseiro, e não uma coisa meio sensaborona, industrialóide, armada em pedaço apetecível com um queijinho saloio por cima. como por exemplo o paupérrimo "Fiends" dos norte-americanos chasing victory. Mas isso são outras contas e outras padarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Resumo é possível? Bah, dois bons melo~es mesmo depois de abertos, embora falte maturidade a ambos os projectos. Sobretudo aos fiona, embora ela seja mais importante numa banda como os fever. Uns a caminho do génio, outros da rambóia e do prazer simples de ouvir boa música e tal. no entanto dois bons exemplos de vitalidade que a música portuguesa continua a produzir. Infelizmente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;airplay&lt;/span&gt; decente é coisa que falta mas isso já se sabe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-7492635782054292578?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/7492635782054292578/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=7492635782054292578' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/7492635782054292578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/7492635782054292578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/08/produzido-c-no-burgo-de-abertura-fcile.html' title='Produzido cá no burgo, de abertura fácil...e depois de descascado pá?'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0JReFwLgA70/Rl2Jn0rUGHI/AAAAAAAAAzg/El_F0rxvdpM/s72-c/FAF.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-2008890166499740809</id><published>2007-07-14T03:26:00.000+01:00</published><updated>2007-07-14T03:40:10.368+01:00</updated><title type='text'>"Live free or die hard" de Len Wiseman</title><content type='html'>&lt;img src="http://us.movies1.yimg.com/movies.yahoo.com/images/hv/photo/movie_pix/twentieth_century_fox/live_free_or_die_hard/bruce_willis/livefreeordiehard_teaser.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sim, acabei por meter as patas no cinema para ir ver o die hard. Também, verdade seja dita que, aparte de 2 ou 3 filmes(oceans 13, the dead girl, e o belle toujours do oliveira) pouca coisa mais estaria no cinema que me fosse capaz de me lá pôr a pata. OK, ok, talvez os outros três filmes mencionados, fossem mais capaz de me levar. Ok, talvez o filme de oliveira devesse estar num patamar mais destacado, mas caguei pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Anyway, a série "die hard" sempre teve um trunfo indefensável: a completa inverosimilhança do seu enredo. Mclane safou-se de uns terroristas maus como tudo que queriam dar cabo de toda a gente dentro de um arranha céus; arriscou-se contra militares treinadíssimos que queriam dar cabo do aeroporto de washington só com o raio de um isqueiro(!), e ainda se meteu com sucesso com o irmão do mauzão do primeiro filme. Pois. Tanta gente má e um homem a varrer tudo, não é a coisa mais verdadeira do mundo. Por mais que mclane se escondesse, alguma vez aqueles desgraçados haviam de acertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto esta versão de "me against the world" agradou a muita gente, e com razão. O primeiro filme de mctiernan é um excelente filme de acção com todos os condimentos possíveis para agarrar o espectador. Até o segundo e terceiro filmes não desapontam: todos eles metem mclane mas situações mais incrívelmente disparatadas(mas que colocam sempre um foco importante de atenção sobre o herói) e situam-no enquanto a "única esperança que resta": um tipo que irremediavelmente está no sítio errado à hora errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Neste quarto filme é mais ou menos o mesmo. O velhote mclane, que está divorciado e tem uma filha em plena adolescência, é ordenado a ir buscar um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hacker&lt;/span&gt; para ele prestar depoimentos. Depois os mauzões, que são criminosos informáticos da mais fina estirpe(novinhos e tal)andam atrás do rapazinho que sabe demais, e daí até aparecer o gigante kevin smith(o grandioso "silent bob" para quem precisar de referências, é um passo. Escusado será dizer que o homem lá salva o dia outra vez, quando até um f-15(!) vai no seu encalço e sim, não o consegue matar pois claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; como isso não interessa aqui vai o positivo:este die hard 4 acaba por ser um óptimo substituto dos outros três filmes, cumprindo plenamente a sua função. entretém o espectador, fá-lo estar por ali naquelas aventuras, a ver carros a dar cabo de helicópteros(100% verdade), e ao mesmo tempo tem efeitos especiais justificáveis, mas nunca em tamanho exagero. Humanamente mclane é o que se espera: não é uma personagem esquemática, mas também não é propriamente um prodígio em emoções. Não interessa, práfrente é o caminho. Se a adaptação de um "velhote" como willis àquelas aventuras todas foi bem feita...bem, pelo menos o que estava ali em jogo já não é propriamente do tempo dele, e isso acabou por servir como desculpa minimamente decente, para o meter a fazer as acrobacias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Portanto estamos perante aquilo que eu considero um bom &lt;span style="font-style:italic;"&gt;blockbuster&lt;/span&gt;: não faz pensar muito, entretém, dá para ver decentemente e esquecer a seguir. Não é para grande intelectualização, nem para meditação posterior, mas pelo menos não toma ninguém por parvo, e faz o que tinha de ser feito. Hoje em dia já não é nada mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;6/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-2008890166499740809?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/2008890166499740809/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=2008890166499740809' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/2008890166499740809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/2008890166499740809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/07/live-free-or-die-hard-de-len-wiseman.html' title='&quot;Live free or die hard&quot; de Len Wiseman'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-8225192613337967194</id><published>2007-07-13T00:19:00.000+01:00</published><updated>2007-07-13T03:56:25.032+01:00</updated><title type='text'>ALIVE!07 @ passeio marítimo de Algés - 9/06/07</title><content type='html'>&lt;img src="http://blitz.aeiou.pt/users/0/69/392e7e75.jpeg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no segundo dia do Alive veio o concerto do ano. Isto parece-me algo indefensável diria eu, já que pessoalmente não estou a ver mais nada melhor do que ver o corgan a debitar vocal e instrumentalmente aqueles temas que me acompanharam enquanto puto pequeno(agora sou um bocadinho maior embora ainda seja um puto do caraças.) Ok até estou:  a formação inicial dos smashing a tocar uma playlist seleccionada por mim.&lt;br /&gt;Porque de resto, o festival das casas de banho de porcelana, deu-me aquele típico concerto do "antes de ser já o era", com corgan e sus muchachos a fechar a noite que começou bem cedo comigo a apanhar a bela da seca de uma hora e meia, à espera do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disto, e já lá dentro deu para mirar os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dapunksportif&lt;/span&gt;. Com um nome que eu sinceramente acho um bocado idiota, a banda de peniche conseguiu captar minimamente uma reduzida audiência que estava na fase mais primitiva de aquecimento. E cujo maior esforço na altura era o manual, de empinar cervejas para o bucho. de qualquer maneira os penichenses mostraram-se enérgicos e dedicados, percebendo que a oportunidadede se mostrarem a mais gente tinha de ser agarrada. Era ver o vocalista a tentar dar algumas palavras de ordem(sem sucesso, mas valeu o esforço), ou a publicitar a banda o melhor que podia, numa atitude de normal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;marketing&lt;/span&gt;. No entanto o melhor que tudo, foi ver que "ready.set.go!" o disco de estreia, é uma desculpa excelente para actuar ao vivo. Porque aqueles temas das duas uma: ou se ouvem num descapotável percorrendo as belas praias do oeste, ou num concerto com fortes descargas de adrenalina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.70-200.net/Galeria/albums/espectaculos/dapunksportif/normal_Dapunksportif_%2825%29.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; dapunksportif(ao vivo no XII festival de música moderna de Corroios - retirado de70-200.net)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dapunksportif meio que acabam, vou-me embora e lá me famialirizo com os magníficos preços costumeiros de festival. Depois é juntar meia dúzia de mal-dispostices e excesso de álcoól no sangue, e tudo a andar para a zona do palco principal, ouvir um tudo nada do fim dos triângulo de amor bizzaro, a chamada banda do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lobbi&lt;/span&gt;: sinceramente como raio uma banda espanhola que nnguém conhece de lado nenhum e, por aquilo que ainda ouvi, nem é nada de especial, tem honras de estar no palco principal? Quem raio obrigou covões e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sus muchachos&lt;/span&gt; a enfiarem-nos lá? Enfim o momento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;twilight zone&lt;/span&gt; do festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a seguir apareceu o formato bem-comportadinho e engomadinho de armando teixeira, com os&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; balla&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lobbi&lt;/span&gt; mais pequeno certo, mas ainda &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lobbi&lt;/span&gt;. È verdade que os balla foram uma introdução à última da hora, para substituir já não me lembro quem mas estou aqui a ver já uma boa dezena de bandas que podiam tê-lo feito, e que se adequam mais ao tipo de palco como o do alive. Olha vicious five ali todos giros e fofos, em vez no palco/tenda do dia seguinte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma os balla têm classe e estilo. È uma pop, a meu ver meio chocha, mas de qualquer maneira não é uma banda de post-punk vinda do sei lá onde a aterrar ali à bruta. O concerto foi profissional,competente q.b mas vindo de uma banda que não está , de modo algum, talhada para palcos grandes como aquele, nem me parece que pudesse ter sido muito melhor... de qualquer forma ainda foi minimamente agradável vá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://blitz.aeiou.pt/users/0/80/33040c56.jpeg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;(balla no alive! - retirada de http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;amp;fokey=bz.stories/8878)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da maioria das bandas que compõem aquele pseudo-rock antena3 de cariz revivalista e que leva no rabo do pós-punk(ou uma coisa do género), os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;white stripes&lt;/span&gt; são dos menos insuportáveis apesar de tudo. Estão longe de ser a melhor coisa do mundo, e têm temas enfadonhos comá porra a meu ver, mas "seven nation army" é uma boa canção, e lá pelo meio ainda têm uma ou outra audível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alive serviu para o concerto com o palco mais pipi do festival( quando os hives vieram ao superbock o palco também estava altamente pipi...esta gente imita-se uma à outa até na pseudo-originalidade do "cenário"), sendo que predominavam as naturais cores de vermelho e branco. Tentando afastar-me minimamente da sonoridade em si, é inegável que os white stripes deram um bom concerto, e que é muitíssimo boa a sua forma de "encher" o palco já que jack e meg andam por lá sozinhos e abandonados. Os temas foram bem debitados, algumas pessoas estavam num bonito momento zen, e o ex-casal esteve bem competente nas suas funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://blitz.aeiou.pt/users/0/80/40525795.jpeg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;white stripes no alive! retirada de: http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;amp;fokey=bz.stories/8850&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não quer dizer que o concerto tenha sido a bomba-enérgica que tanta gente esperava. Ok, "seven nation army" que obviamente fechou a actuação, contradisse esta regra, mas foi a única. E, para irmos a modos que a fazer um balanço geral, temos um bom concerto, mas que podia ter sido do caraças ponto 1 se eu gostasse de white stripes, e ponto 2 se eles tivessem sido mais enérgicos em palco. Mas não, não posso dizer que não tenha gostado pronto. contentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foram uns 6 anos à espera. 6 anos de adolescentes emoções,vivências, e tudo o mais para chegar o momento certo. A chuva veio. E com ela os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;smashing pumpkins&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://blitz.aeiou.pt/users/0/80/4a8e912d.jpeg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; foto retirada de http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;amp;fokey=bz.stories/8866&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou o que resta deles. Ok, aqui na foto falta o chamberlin, mas perceberam a mensagem. De qualquer maneira isso era o menos: ali estava o corgan, pronto a tomar conta da vontade das 20/30 mil pessoas em ouvi-los ao vivo, passado todo este tempo. E foi isso que os "novos" Pumpkins, fizeram. Ainda por cima começaram com o raio do "today" para dar azo a esse belo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comeback&lt;/span&gt; com a benção de S.Pedro. O concerto todo foi fabuloso, e os meus momentos altos foram claramente as escutas de "rocket"(onde era o único a cantar bah) e "cherub rock" pois claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto foi sobretudo um exalar das magníficas canções que os pumpkins têm e sempre tiveram: embora não tenha sido giro e fofo o facto de não me lembrar agora de nenhum tema de "gish" que tenha sido posto ao barulho. Isso e não terem tocado a "muzzle", a mayonaise", a "love", a , "crestfallen", a "porcelina of the vast oceans", a... pois. Quanto à banda em si, pareceu-me coesa o suficiente para bons vôos, embora não tenha gostado dos "cheirinhos" de "zietgeist" que a banda ainda emanou: pareceu-me um bocado mais do mesmo, tendo em conta que o "mesmo" já tem uns 7 aninhos. Mas enfim isso não interessava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://blitz.aeiou.pt/users/0/80/24d85383.jpeg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; foto retirada de http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;amp;fokey=bz.stories/8866&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi portanto o melhor concerto do ano. Mesmo que, se fosse analisar isto de um modo fresquinho e meramente esquemático, diria que não teria passado do bom. A banda esteve correcta, corgan foi comunicativo qb, mas nada que tenha lançado os pumpkins no mais profundo brilhantismo. Ainda por cima com um claro abuso de meio virtuosisimo, que assolou sobretudo a parte final do concerto. No entanto, tendo em conta quem são os smashing, e sobretudo tendo em conta as suas galácticas canções, este só pode ter sido o concerto do ano: o concerto que queria ter tido há uns anos mas não pude, foi este. Ponto ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em relação ao alive! em si, valeu pelos pumpkins. Ser uma tenda secundária, em vez de um verdadeiro palco secundário, só se pode justificar porque existiam concertos nos dois palcos à mesma hora. Estarem os balla e uma banda espanhola de que ninguém ouviu falar no palco principal, só pode ser cunhadice de alguém(então no caso espanhol, sem dúvida). O resto foi um festival escorreito, que só pecou a meu ver por não ter tido naquele dia mais bandas, das quais eu realmente gostasse ó sério. Mas tiveram lá os pumpkins e isso valeu por tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-8225192613337967194?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/8225192613337967194/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=8225192613337967194' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8225192613337967194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8225192613337967194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/07/alive07-passeio-martimo-de-algs-90607.html' title='ALIVE!07 @ passeio marítimo de Algés - 9/06/07'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3826603162600975964</id><published>2007-07-07T15:24:00.000+01:00</published><updated>2007-07-07T15:25:19.879+01:00</updated><title type='text'>MORE THAN A THOUSAND</title><content type='html'>CHEGAM DE LONGE, VÊM DE PERTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a381.ac-images.myspacecdn.com/images01/1/l_225e822072d7dea047736558329d0704.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Finalmente, parece ser caso para dizer. Depois de uns 3 meses com problemas em conseguir publicar esta entrevista, eis que ela chega sobre o (bonito) signo do verão. E para um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;comeback&lt;/span&gt; do blog à viva força de alguns tempos atrás, nada melhor que a entrevista com os more than a thousand, horas antes da sua entrada em palco, para o óptimo concerto no paradise garage, no dia 7 de abril(!). Tudo a ser conferido pelas palavras de Vasco e Sérgio, os entrevistados da ocasião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Desde que editaram o "vol 2: the hollow" o que é que têm andado a fazer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VASCO - Basicamente, temos andado na garagem, já a escrever um novo álbum. E temos estado também a tentar arranjar editoras para ver se conseguimos lançar o disco lá para fora da forma mais eficiente possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; E já têm uma ideia relativo de quando é que esse novo disco poderá ganhar uma forma mais consistente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÉRGIO - A ganhar forma é como quem diz.. a ganhar forma está a ganhá-la agora, para sair é que ainda não fazemos ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VASCO - Nós também ainda queremos tocar o "hollow" durante algum tempo. Se for possível até ao fim deste ano talvez. Depois sim, a partir daí veremos e o mais provável é avançarmos com o novo álbum, e começar-mos a divulgar aquilo que estamos a escrever agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Como foi a aceitação do "vol 2: the hollow", tanto por parte do público como dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;media&lt;/span&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VASCO - Bem, primeiro que nada acho que o "the hollow" não é um álbum fácil. Toda a gente estava à espera de algo bem diferente, e nós acabámos por fazer uma coisa mais...calma do que o esperado, parece-me. Isto porque foi o que sentimos na altura, não fizemos um álbum para agradar a absolutamente ninguém, ao contrário do que sucedeu por vezes no passado. A música tem de ser uma cena honesta, não é para andarmos aqui a mentir em relação ao que queremos fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E os media, de que forma foi a reacção da comunicação social?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; VASCO - Foi muito boa, nao estávamos à espera de uma reacção desta. Só recebemos boas críticas, o que não deixou de nos surpreender um bocado. Estávamos meio à espera de uma reacção mais dividida em relação ao "the hollow".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bem, a próxima pergunta vem um bocado na onda daquilo que acabaste de dizer... Eu conheço bastante gente, que sentiu que vocês mudaram bastante no "the hollow". Eu próprio também senti essa diferença, sobretudo a princípio. Têm alguma coisa a dizer em relação a essas pessoas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SÉRGIO - Epá isso é apenas e só a música. Fizemos aquilo porque sentimos que era o que queríamos fazer. Depois a opinião das pessoas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Que se lixe...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÉRGIO - Bem, haa um bocadinho assim talvez. Nós fazemos a música para nós, e quem gosta óptimo pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VASCO - Acho que os verdadeiros fãs gostam sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;O que eu notei muito no novo álbum, uma certa vontade vossa em fugir aos rótulos de emo/screamo etc. Sentem um bocado isso também, ou nem por isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÉRGIO - Não, porque nós nunca tivemos nesse espectro. As pessoas podiam pensar que o éramos, mas não concordo com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; VASCO - Talvez no "those in glass houses shouldn't throw stones", houvesse alguma relação. Não nas letras, que é onde o estilo está mais explícito, porque elas falavam sobretudo em como nos aguentar no mundo da música, mas talvez no som. O "trailers..." já está longe disso tudo. Ele é uma mistura de... sei lá tanta coisa. Nem pensávamos muito nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SÉRGIO - Mesmo&lt;span style="font-style:italic;"&gt; à cowboy&lt;/span&gt; como se costuma dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; Bem, eu do "trailers..." por acaso gosto muito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SÉRGIO - Nós também, mas lá está crescemos como músicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Esta pergunta pode ser um tudo nada mais polémica... existiu alguma razão para que não tenha sido o ricardo espinha a produzir o "the hollow"?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; VASCO - Nós chegámos a gravar um álbum completo com ele, que era suposto ser o "the hollow". Gravámos durante um mês, fizemos 13 músicas mais pesadas, mais pesadas mesmo que o "trailers...". Só que depois quando chegámos ao fim, olhámos para o que tínhamos feito, e simplesmente dissemos "não queremos nem uma delas". Acabámos por mandar para o lixo os 13 temas. O espinha também não ficou contente com o trabalho dele, então optámos por gravar outras e optámos por outro produtor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E esses temas iam mais na onda do "This city is a graveyard", e do "Walking on the devil's trail?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; VASCO - Mais na onda do "walking...", do que do "this city...". Há depois uma música neste disco, a "Have You Ever Dreamed You Are Falling?"(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;nota: faixa 12 de vol 2: the hollow"&lt;/span&gt;), que tem um tom de baixo um bocado mais esquisito... Aquele disco que gravámos e mandámos para o lixo, era todo uma mistura do "walking" com coisas esquisitas um bocado mais calmas, e foi com isso que nos apercebemos que não era aquilo que queríamos fazer, o que nos permitiu partir para outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Neste novo disco têm algum tema favorito, que vos tenha dado especial orgulho a fazer, que agora olhem para ele com algum tipo de reverência? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SÉRGIO - Pura e simplesmente todas... Quando começámos a escrever o disco, estávamos a um mês de ir para a Suécia gravar, e tínhamos quatro ou cinco ideias, e apenas 3 temas já mais ou menos definidos. Houve temas que escrevemos lá enquanto estávamos a gravar baterias. A "the virus" escrevemos lá por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; VASCO - Escrevemos a "cease fire"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SÉRGIO - Foi um conjunto de situações, que nos permitia depois vir a Portugal gravar algumas coisas, descontrair, estar noutro ambiente... Acabou por existir uma variedade de sentimentos que tivemos na altura, e que também nos ajudaram a gravar estes temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Até porque há muitas cenas do "the hollow" que não têm nada a ver com as coisas que fizeram no passado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÉRGIO - Precisamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tendo em conta que já estão e Inglaterra há coisa de quê.. dois três anos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VASCO - Por volta de dois anos e meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;OK... Quais são as principais diferenças do meio que tinham cá, para o meio que forma descobrir lá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VASCO - Epá, só em Londres quase que existe mais gente que em Portugal inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÈRGIO - O mercado é muitíssimo maior, nem tem comparação. Para dar um exemplo,existem bandas que sobrevivem só por tocar em Lonres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Porra...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VASCO - Só tocando ali já dá para viver. E quando digo viver, digo mesmo viver: com casa paga, luz,tudo. E logo aí está a principal diferença entre Portugal e Inglaterra. A música lá é levada mais a sério. Se lá alguém nos pergunta qual é a nossa profissão, e nós respondemos "sou músico, e tenho uma banda", lá isso é encarado com perfeita normalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SÈRGIO - Cá é mais, "ès músico, tens tatuagens, fazes barulho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mas cá também é mais complicada. A cena é mais pequena, o meio não é suficiente, somos menos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; VASCO - Até acho que isso cá está a melhorar bastante. Em termos de público por exemplo. As bandas cá já têm mesmo fãs a sério, que anteriormente não tinham. Nós por exemplo há uns anos atrás tocávamos para 5/10 pessoas que eram mesmo fãs, e agora temos mais de duzentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E em relação a hoje? Quais são as vossas expectativas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VASCO - Primeiro acho que vai ser bom para nós, pelas bandas que temos a tocar antes de nós e que nos ajudaram para este concerto. Não são bandas desconhecidas, é pessoal com quem lidamos já há muito tempo. Infelizmente não deu para termos aqui mais gente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; Como hills have eyes suponho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VASCO - Hills have eyes, que são tipo como irmãos... E depois em termos de público estamos preparados para o que vier. Que isto seja uma festa, e estejam 50 ou estejam mil, a nossa aitutde vai ser igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tendo em conta que, de "the hollow" ainda não tocaram nada ao vivo, para além de dois temas, como é que acham que as pessoas os vão receber?(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;nota à pressão: tendo em conta que é uma pergunta limitadas temporalmente, nesta altura a conjuntura era esta&lt;/span&gt;) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÈRGIO - Epá não estamos muito preocupados com isso... vamos mostrar... Quem não conhece fica a conhecer. Vamos ver se as pessoas gostam. De qualquer maneira se não gostarem, há outras bandas por aí para ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VASCO - Há de tudo para toda a gente. Nós fazemos música para nós e basicamente é isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mudando de assunto: como vêm o meio de setúbal e a sua efervescência a nível de bandas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; VASCO - Não me parece que seja só em Setúbal. Easyway ou my cubic emotion não são de lá... Epá eu acho que há música boa em todo o lado, e tenho pena que não tenhamos tido oportunidade de ter toda a gente a tocar connosco, mas evidentemente que era difícil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Acham que vocês podem ser um bom ponto de divulgação, no sentido dos vossos fãs ficarem a conhecer outras bandas, ao virem cá por exemplo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  SÉRGIO - No fundo o que interessa aqui não é tocar seja com metallica, smashing pumpkins, ou more than a thousand. O que interessa é pura e simplesmente tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; VASCO - Por exemplo, nós hoje somos cabeça de cartaz. Se amanhã fossem os easyway, íamos abrir para eles na boa. Isto não tem nada a ver com o querer divulgar ou seja o que for, simplesmente é pelo prazer de tocar com estas bandas. Até porque todas elas já têm uma sólida base de fãs felizmente. Se fossem bandas desconhecidas, aí sim era interessante que elas se dessem a conhecer, seja de que forma for. Se isso puder passar por nós, tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ultimamente têm tido poucos concertos em Inglaterra. Existe alguma razão para isso, ou têm tido dificuldades em marcar concertos por lá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; VASCO - Ultimamente temos tido pouco feeling para tocar ao vivo. Andámos mais preocupados em arranjar uma boa editora, que pudesse editar o nosso álbum em termos, do que propriamente em arranjar datas de concertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Portanto não é por falta de problemas em marcar, simplesmente não estavam virados para isso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SÉRGIO - Sim, não é por isso. Até porque lá é fácil marcar concertos...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; VASCO - Nós queríamos era fazer as coisas como deve ser. E depois também, se formos tocar só por tocar, não dá grande pica...não estávamos a sentir essa pica, no fundo é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nesse caso, parece-me que estamos acabados. Boa sorte para o concerto de hoje&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; VASCO - Obrigado nós! Um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SÉRGIO - Quando quiseres marcar outra entrevista é só dizer. fica bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3826603162600975964?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3826603162600975964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3826603162600975964' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3826603162600975964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3826603162600975964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/07/more-than-thousand.html' title='MORE THAN A THOUSAND'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-1054282532620784546</id><published>2007-06-01T19:03:00.000+01:00</published><updated>2007-06-06T19:54:14.411+01:00</updated><title type='text'>Pelican + Linda Martini + Riding Panico @ Santiago Alquimista 31/05/07</title><content type='html'>&lt;img src="http://panther3.last.fm/storable/eventposter/152336/1879005488/large.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Os Pelican são daquele tipo de banda com o simpático rótulo de "ah e tal isto é capaz de ser um tudo nada fora de qualquer coisa para cá meter a pata". Trocando isto por linguagem mais decente, os norte-americanos não soam directamente como algo que possa agradar a muita gente...mas enfim isso é a modos que básico pois claro. a verdade é que a beleza e candura instrumentais que o quarteto aprsenta dá-lhes qualidade suficiente para poderem aí andar com a pata em todo o lado do mundo. e o nosso cantinho foi um exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A abrir curiosamente duas bandas de que gosto: algo bem raro isto de gostar bastante de tudo o que meteu a pata no concerto de ontem. Riding panico é daquele tipo de banda que promete uma carreira brilhante nos domínios do post-rock um pouco mais agressivo(e consequentemente uma internacionalização que estou convicto que vá acontecer mais cedo e mais tarde) e linda martini... bem desses já nem sequer vou gastar muita linha, porque os elogios estão mais que feitos pelos recônditos arquivos deste poeirento estaminé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os riding panico abriram a noite pois claro. Benefeciaram de um som extremamemente límpido, e isso foi um dos auxiliares mais preciosos para a sua excelente prestação na noite de quinta-feira. Isso e claro a fabulosa criação de ambientes que a banda cria de uma forma tremendamente simples. Com makoto(dos if lucy fell e eu burro do caraças não fazia ideia que ele também fazia parte dos riding panico), a banda lisboeta deixou-se levar pelas emoções que a sua música acarreta e fizeram um concerto fantástico, tremendamente coeso e sólido, bem auxiliado por uma plateia que lhes demonstrou apreço. Não foi a melhor actuação da noite, mas possivelmente terá sido a que surpreendeu mais gente. Eu incluído. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quanto aos linda martini eram possivelmente aquela banda de quem eu tinha mais receio em fazerem um concerto que me pudesse defraudar. Porquê? Bem, primeiro porque esta foi a quarta vez que eu os mirei, depois porque tem existido um percurso descendente de qualidade em relação aos concertos deles, pelo menos aqueles onde meti a fronha. Portanto das duas uma: ou eles me iriam conseguir surpreender e arrancavam dali uma actuação boa como tudo, ou então lá vinha outra vez tudo por ali abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Felizmente que de facto a banda de queluz deu uma lição em como se faz um óptimo concerto com um som não muito bom,com o esquecimento da ligação do microfone, talvez o momento mais cómico da noite, para além de outras dificuldades técnicas(já que precisamente o técnico que costuma andar com eles teve um acidente de automóvel - e sim as melhores para ele e para a namorada claro). Atitude, força de grupo e alinhamento mais à antiga. De facto a maioria dos temas do &lt;em&gt;ep&lt;/em&gt; tem mais força ao vivo que os de "olhos de mongol" e isso notou-se bastante. ainda assim "cronófago", "a severa(ver de perto) ou "dá-me a tua melhor faca" mesmo sem microfone, conseguiram portar-se à altura. E quando até "amor combate" aquele tema que eu já ouvi 23424556 vezes (se as duplicarmos por 23424556) consegue voltar aos tempos em que eu a ouvi a a abanar a cabeça como um raio à frente do pc, então estamos bem. Muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois foi esperar..ver os pelican a entrar em cena e a saírem porque o baterista lá entendeu que ah e tal dava jeito. E voltarem outra vez, prontos a encantar uma plateia que não tinha ido só para os ver. Mas eu tinha, por isso caguei.&lt;br /&gt; Anes de mais a crueza dos factos: existiram 3 problemas durante o concerto. O primeiro foi o som que foi claramente o pior da noite- o que é mau tendo em conta que era a banda dita principal da coisa. O segundo o facto da banda se ter baseado fundamentalmente em "city of echoes". O tal novo disco que vai sair daqui a duas semanas e já toda a gente ouviu, graças a essa coisa gira e fofa que dá vontade de dar carícias chamada intermete. Este ponto é negativo porque claramente este último disco não atinge os enormes patamares de interesse de "australasia" mas sobretudo do enormérrimó-gigantone "the fire in our throats will beckon the thaw". E depois disso estar uma hora e um quarto soube a pouquíssimo: é o mesmo que imaginarmos estar com uma moça roliça(embora comigo o caso nem se ponha já que sou feio que nem cornos) vemô-la como veio ao mundo em todo o seu esplendor, e a seguir ela diz que tem de apanhar o autocarro para ir para casa sem se passar mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto a visão já de si só é tão boa que a pessoa parece que se sente satisfeita. No caso é imaginar um cromo qualquer que nuna tinha estado com alguém do &lt;em&gt;opposite sex&lt;/em&gt; anteriormente. Ou então alguém que por razões a modos que óbvias nunca tinha mirado os pelican ao vivo. O concerto acabou por atingir patamares de uma intensidade ímpar que foram motivos de deslumbramento mais que suficientes. A música dos pelican consegue fazê-lo e, embora não ultrapassando, a banda demonstrou ter a capacidade para igualar o feito em cima de um palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi como escrevi, um concerto demasiado concentrado em "city of echoes", o novo álbum que já pode ser por aí &lt;em&gt;adquirido&lt;/em&gt;. No entanto a banda ainda se meteu a tocar "aurora borealis" penso eu de que, do disco anterior, entre mais temas com alguns anitos. No entanto lá está: faltou a genialíssima e sublime "autumn into summer" ou "last day of winter". Mas amnistiê-mo-los: afinal os desgraçados não podiam tocar tudo e conseguiram tocar uma (não muito grande)plateia que a páginas tantas já olhava deslumbrada para a mestria do quarteto e para a forma em como conseguia conjugar a sua etérea sonoridade num momento tremendamente efémero. A beleza da música aguentou-se os músicos igualmente, e parece-me que ninguém tem razão de queixa. Simplesmente ficou tudo com vontade de os ver numa sala com melhores condições(ninguém tem coragem para os pôr a modos que num CCB porque não me apetece sair de Lisboa?) e com um alinhamento de maiores proporções. Dantescas de preferência, tábem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E pronto. Lá vem agora o raio do balanço só porque fica bem e isso tudo. Riding panio com um concerto magnetizante, capaz de arrancar grandes emoções a cada um dos presentes. Linda martini numa actuação enérgica e irrepreeensível. Pelican a confirmar tudo aquilo que pensava deles: delírio estético absoluto, tranquilidade plena. e agora é ver se mando um bitaite sobre o novo "city of echoes"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-1054282532620784546?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/1054282532620784546/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=1054282532620784546' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1054282532620784546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1054282532620784546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/06/pelican-linda-martini-riding-panico.html' title='Pelican + Linda Martini + Riding Panico @ Santiago Alquimista 31/05/07'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3704789640375111664</id><published>2007-05-29T20:19:00.000+01:00</published><updated>2007-05-29T20:52:50.568+01:00</updated><title type='text'>A bela da coisa em não ter pc em casa e estar atafulhado de coisas para fazer...</title><content type='html'>E basicamente é isto. Anda-se metido na associação de estudantes, não se tem pc em casa porque ele decidiu dar o berro, e agora ainda estou aqui metido nesta simpática catacumba a escrever esta coisa, em vez de meter o rabo em casa. Existem coisas pendentes pois claro (como uma entrevista aos more than a thousand que anuncio desde já que será se não a próxima posta, pelo menos a seguir ao concerto dos pelican) mas por agora está-me a ser difícil arrefinfar por aqui coisas decentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto era mais para aquela base de vos dar um simpático esclarecimento, porque é fofo e giro e tal etc, e dá sempre jeito informar as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já agora, mando por aqui meia dúzia de bitaites sonoros. Catrapumba cá vai disto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri500/i588/i58802bif16.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porcupine tree - Fear of a blank planet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i458/i45850bm0s5.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nine inch nails - Year zero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://static.rateyourmusic.com/album_images/774728.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neurosis - Given to the rising&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://myspace-766.vo.llnwd.net/01308/66/74/1308224766_m.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Poison the well - Versions&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já para não falar dos shellac(coisa que já devia ter descoberto ao tempo, e que contém o mago steve albini, simpática pessoa que produziu obras do caraças como "surfer rosa" dos pixies, ou o anterior disco dos neurosis- bem como este novo disco diga-se) que vão lançar coisa nova, dos pelican e pois claro..dos smashing pumpkins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e 2007 promete ser coisa do caraças. Até daqui a alguns(poucos espero) dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3704789640375111664?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3704789640375111664/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3704789640375111664' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3704789640375111664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3704789640375111664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/05/bela-da-coisa-em-no-ter-pc-em-casa-e.html' title='A bela da coisa em não ter pc em casa e estar atafulhado de coisas para fazer...'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-185786823394911758</id><published>2007-04-26T00:37:00.000+01:00</published><updated>2007-04-26T01:52:29.079+01:00</updated><title type='text'>O que é música, arte, essas coisas todas e o camandro.</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.niteroiartes.com.br/cursos/la_e_ca/imagens/fonte.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel duchamp - "A fonte" 1917&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.hyperhistory.com/online_n2/people_n2/persons6_n2/images_persons6/guernica.jpeg"/&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Picasso - "Guernica" 1937&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://funkysouls.com/img/Dillinger_Escape_Plan_-_Miss_Machine.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; The dillinger escape plan - "Miss machine" 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte. O que é a arte? O que é o gosto? E o que é a revolução?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, estamos 33 anos e um dia depois da revolução dos cravos. 26 de Abril portanto. E,como toda a gente sabe, passou-se de um estado ditatorial para um estado democrático, através do salgueiro maia e povo adjacente. depois temos uns a exaltar as conquistas de abril, e aquilo que o 25 de abril foi, e outros a achar que já é tempo de pararmos em pensar em abril, concentrarmo-nos no nosso estado democrático, e partir para a frente. e o que eu penso em relação a isto, sinceramente não conta para o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que conta é que não existem só revoluções políticas. Existem também revoluções artísticas, culturais, até desportivas, ambientais seja o que for. Praticamente tudo pode ser subvertido, umas coisas com mais impacto que outras. Neste caso, incluo "a fonte" de duchamp, e a "guernica" do picasso, obras que, embora canónicas, continuam a ser extremamente controversas. Temos puristas a achar que até um puto de 5 anos podia fazer aquilo(fazer não sei, mas lembrar-se de fazer algo do género duvido), e gente que encara ambas as obras enquanto estandartes de um novo pensamento artístico, bases revolucionárias, verdadeiros instrumentos para um pensamento livre, que extravasa o conceito de ideia feita. e aqui, tomo posição: vou neste segundo argumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, e em jeito provocatório, gostava de saber se todas as pessoas que concordam comigo neste conceito de arte, também poderão encarar a música dos the dillinger escape plan, sem preconceitos ou ideias feitas. Se disser que duvido muito disso, não me parece que esteja errado. aliás ter colocado a obra genial dos norte-americanos, juntamente com outras duas obras geniais foi também um certo jeito de provocação, para com aqueles que acharão uma heresia fazer algo deste género. Caguei, enfiem a carapuça. Afinal os dillinger não fizeram "miss machine", ou o resto da sua discografia, para agradar a ninguém, tal como o duchamp e o picasso em relação às suas obras. E tanto os dilliger como picasso e duchamp criaram um movimento de desagrado e de choque em relação ao apresentado por todos os artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo disto, porque num fórum que eu frequento regularmente  (forumusica.com, cujo link anda por aí algures na coluna da direita- para o povo do firefox pelo menos) apareceu um tópico sobre os dillinger, e as palavras "repugnância", "nojo", mesmo "merda", ou aquela bonita frade do "isto não é música", foram mencionadas mais que uma vez. Quer-me parecer que com o duchamp e com o picasso aconteceu o mesmo. quer-me também parecer que, pelo menos em duchamp, isso foi claramente um dos objectivos. em picasso, se esse não era, foi pelo menos a melhor forma que o pintor espanhol encontrou para poder extereorizar as suas emoções. E talvez os dillinger possa reunir ambas as vertentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o noisecore dos dillinger é algo demasiado radical e experimental para muita gente parece-me evidente. Que o som caótido da banda é completamente diferente da larga maioria das coisas que se ouvem, também. Mas não é aí que reside o verdadeiro valor de uma banda? A sua criatividade, a sua capacidade em fazer algo diferente, em chocar, em tornar-se um objecto verdadeiramente revolucionário em toda a sua essência? não é um prazer poder dizer que se gosta de dillinger, e ver os outros enojados ao ouvir o som da banda norte-americana? Para mim é. Saber que os dillinger são meus, e que pouca gente os consegue compreender acaba por se tornar um prazer. e saber que, possivelmente, eles serão devidamente valorizados daqui a uns anos, tal como picasso e duchamp o foram depois(sobretudo o pintor espanhol), deixa-me ainda mais orgulhoso por saber que fui na corrente contra tudo e todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mais coisa menos coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ouçam o "miss machine". È mesmo das coisas mais revolucionárias que a música nos deu nos últimos anos. Arrisco-me quase a dizer que os dillinger são a banda mais marginal e inovadora que por aí anda, depois dos brilhantes faith no more. Talvez não tenha sido por acaso que mike patton tenha dado voz a "irony is a dead scene", um dos ep's da banda...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-185786823394911758?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/185786823394911758/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=185786823394911758' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/185786823394911758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/185786823394911758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/04/o-que-msica-arte-essas-coisas-todas-e-o.html' title='O que é música, arte, essas coisas todas e o camandro.'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-8675111023942546478</id><published>2007-04-23T22:38:00.002+01:00</published><updated>2007-04-25T22:09:08.337+01:00</updated><title type='text'>Cult of luna + Men eater , Ginásio Clube de Corroios, 22/04/07</title><content type='html'>Os cult of luna fizeram aquele que foi possivelmente o melhor concerto a que já assisti. Estou a falar do da casa da música pois. Não que o concerto no ginásio clube de corrois tenha sido mau(e sim, no bilhete vinha cine-teatro, mas ninguém em corroios o conhece como tal), no entanto a qualidade do som e a entrega do público foram um tudo nada diferentes. e em relação ao som isto é o mínimo que se pode dizer, até porque a casa da música é basicamente perfeita a esse nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto lamenta-se que uma banda como os suecos, com um tipo de som recheado de intensidade, e de momentos soturnos extremamente fortes e personalizados, tenha sido sacrificada ao actuar numa sala como a do ginásio clube. Um santiago alquimista por exemplo teria sido um local muito mais adequado para um evento como este, em que aquilo que se ouve é preponderante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os men eater sentiram isso na pele. Depois de hora e meia a apanhar a bela da seca brutal porque, vá se lá saber porquê, ainda não existiam condições para a actuação começar, a banda portuguesa não conseguiu ter as melhores condições sonoras para fazer uma actuação perfeita. No entanto, e isto a meu ver, o quarteto lisboeta  conseguiu sempre transpôr com razoável acutilância os excelentes temas que possui, como a excelente "lisboa" ou "revolver", embora a voz tenha estado um pouco aquém das expectativas. no entanto aquilo que pareceu foi que os temas soavam melhor em disco...e , como a postura da banda foi irrepreensível, e nota-se uma perfeita coesão entre os (novinhos) músicos, a coisa acabou por ser levada a bom porto. Agora é vê-los num palco melhor e com outras condições...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img267.imageshack.us/img267/8704/p10802612td3.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;men eater&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os cult of luna conseguiram amenizar este problema de uma forma simples: para além de enorme coesão em palco(tendo em conta que eles são uns sete a coisa é complicada), o tipo de abordagem que eles fazem aos concertos, deixando os temas deles fluir, sem entrarem em enormes conversas com o público, acaba por funcionar sempre na perfeição, mesmo em condições meio adversas. Convenhamos: tendo em conta a sonoridade que a banda pratica e o tipo de sensações que provoca no ouvinte(um sentimento arrebatador que nos faz quase levitar, diria eu de um modo meio poético e aparvalhado igualmente), conversa não é aquilo que mais se quer ter. Chegam os óptimos efeitos de luz, perfeitamente sincronizados e momentos magnânimes como foram "finland", ou o tema que encerrou o concerto- e assim à cara podre diria que foi a "further", com alguma margem de erro pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img259.imageshack.us/img259/7801/p10804243iz4.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;cult of luna&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda mostrou-se sempre compenetradíssima naquilo que vinha fazer ao nosso país: proporcionar bons momentos à reduzida moldura humana que os foi ver. Sim, diria que não estiveram mais de 150 pessoas no concerto, e que na boa o local dava para umas quatrocentas. E por um lado isso é algo mais que benéfico porque nos permite guardar-nos as memórias de uma forma mais marcante, porque são algo mais nosso, que foi mais directamente partilhado com a banda. Estar ali a vê-los a emanar a beleza das suas canções, ora mais agressivas, ora mais melancólicas, foi algo absolutamente delicioso: sensação semelhante àquela experimentada na casa da música. Pena a adulteração dos temas "wating for you" e "echoes",ambos de "salvation", em algo menos tocante do que o ouvido em disco(e na casa da música), de qualquer forma não foi isso que estragou o momento belo e sentido a que acabámos por assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img159.imageshack.us/img159/8327/p10804062xe6.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;cult of luna&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em suma foi um grande concerto. Pena o som, a própria sala, e talvez alguma frieza do público, algo um pouco estranho porque foi a primeira vez que os cult of luna vieram tocar mais cá para baixo. No entanto a atitude da banda manteve-se sempre inalterável, e isso só lhes dá mais lucros e alarga claramente a base de fãs. Notas adjacentes? A beleza física da rapariga da spear productions que estava à porta à saída do concerto, para promover o concerto dos gigantones pelican dia 31 de maio. As t-shirts engraçadotas que acabei por comprar na minha veia consumista. e belas memórias de uma noite de sublime qualidade musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fotos-cortesia de cláudia andrade: &lt;a href="http://www.fotologue.jp/moontears"&gt;www.fotologue.jp/moontears&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-8675111023942546478?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/8675111023942546478/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=8675111023942546478' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8675111023942546478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/8675111023942546478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/04/cult-of-luna-men-eater-ginsio-clube-de.html' title='Cult of luna + Men eater , Ginásio Clube de Corroios, 22/04/07'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-758224551785959800</id><published>2007-04-13T23:19:00.000+01:00</published><updated>2007-04-13T23:20:08.516+01:00</updated><title type='text'>"INLAND EMPIRE" de David Lynch</title><content type='html'>&lt;img src="http://chud.com/nextraimages/inland_empireposter.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer que, se compararmos a complexidade "INLAND EMPIRE"("em letras grandes é mais fofucho", assim afirmou lynch), com "mulholland drive", o anterior filme do realizador, este mais parece um tomo da saga american pie não é exagero. Não me interpretem mal: eu venero o "mulholland drive" e não apenas e só pela bela da sequência lésbica entre a naomi e a laurinha, coisa fofa. O filme é um emaranhado de ficção vs. realidade, onde as fantasias de uns são as perdições de outros. No entanto, face à extrema complexidade de "INLAND EMPIRE" e ao seu gosto de estar dentro de um filme, numa peça de teatro, na televisão dentro de outro filme, o belo do "mulholland..." é mesmo uma brincadeira de crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Portanto, sim pois. Quem viu "mulholland drive" e achou a narrativa de lynch uma completa banhada (e quem disse isso, que se acuse para eu proceder à merecida degolação desse ernegúmero/a), não vai aguentar 3 horas de puro delírio narrativo, recheado de pontas soltas, emaranhado complexo de esquemas mentais, misturando realidade, ficção, distúrbios, poesia. Poesia sim, porque parece-me crível que muito daquilo que se vê no filme foi imaginado e concebido por certas e determinadas figuras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto, aquilo é lynch. Logo é impossível dar-se azo a uma interpretação coerente do filme. Muito menos vendo-o apenas uma vez. O que se pode dar é um fiozinho genérico, que é obviamente mínimo: uma mulher(laura dern) é seleccionada para um papel num filme. No entanto vem-se a descobrir passado pouco tempo, que o filme é na realidade um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;remake&lt;/span&gt; de outro que não foi acabado, porque os dois protagonistas foram assassinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O resto são quadros e pontas soltas. Jogos de luz e de contrastes. Um quadro surrealista para que nós possamos entender as peças da maneira que achemos mais conveniente. quem é na verdade Sue, a mulher que está a fazer o papel de nikki? Será ela mesmo nikki? Será as duas? Será outra coisa qualquer? Não se sabe. e quem diz nikki/sue, diz todas as personagens que se vão interligando. Diz, a rapariga que chora, o povo polaco que aparece no filme(pois o filme original que sue vai representar, era polaco), o tipo que está no cimo das escadas. Diz tanta gente, e tantas figuras que é impossível discernir convenientemente o significado de todas elas. De nenhuma delas aliás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porque david lynch é um pintor: e cada pedaço de sua tela está recheado de pormenores ínfimos que têm correspondência; precisam no entanto de ser ligados correctamente, e isso tem que ser feito através de todos os outros pormenores que chegam ao espectador. È por isso um exercício intelectual extremamente desafiante, aquele que lynch propõe. Um exercício surrealista, um misto de fantasia, com verdade, com medo, com complexidade e emoção. Pena que por vezes o faça através de repelões, e não sensibilizando o espectador, o que de vez em quando cria uma barreira psicológica. È normal que nos percamos lá dentro, porque não sabemos todos o caminho para o fim do labirinto. Mas o mais saboroso é poder apreciar os seus becos sem saída, sabendo que, mais cedo ou mais tarde, eles vão ser decisivos para saírmos do ermo em que ficámos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-758224551785959800?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/758224551785959800/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=758224551785959800' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/758224551785959800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/758224551785959800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/04/inland-empire-de-david-lynch.html' title='&quot;INLAND EMPIRE&quot; de David Lynch'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-1547619155791124650</id><published>2007-04-09T02:37:00.000+01:00</published><updated>2007-04-10T04:22:34.043+01:00</updated><title type='text'>More than a thousand + Easyway + One hundred steps + my cubic emotion @ paradise garage 7/4/2007</title><content type='html'>&lt;img src="http://a86.ac-images.myspacecdn.com/images01/48/l_de88a7a9f71a98564ba8738959fa373d.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os more than a thousand voltaram em nome próprio. Depois do concerto com incubus de há umas semanas, a banda portuguesa (com sede em inglaterra como toda a gente sabe) voltou para um concerto numa onda um pouco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;back to basics&lt;/span&gt;, e já vou explicar o que quero dizer com isto. com eles trouxeram bandas amigas, e só não trouxeram mais "porque era impossível", como eles me disseram durante a tarde. De qualquer forma, o que eu estava meio ansioso para perceber era como é que iriam funcionar as músicas do "vol II: the hollow" ao vivo, já que apenas duas tinham sido tocadas no santiago alquimista, no último concerto em nome próprio em Portugal. Querem uma introdução mais desenvolvida? Voltaram muitos putos emo ao sítio, misturados com gente que os conhecia há mais tempo. Mas às vezes um gajo começa a sentir-se um bocado velhote para quem lá estava- e isto tendo eu os meus viçosos 21 anos não sei se será assim tão normal quanto isso. enfim, quero lá saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, a história do "durante a tarde" fica para segundas núpcias, já que vai merecer um post mais alongado sobre o assunto. Digamos que tive oportunidade de ver um bocado do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soundcheck&lt;/span&gt; da banda, e vislumbrar os pormenores a serem ultimados e tal. O que, diga-se, foi engraçadote e deu-me outra perspectiva em relação ao concerto em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora falemos disso. comecemos primeiro pelos my cubic emotion, banda de pombal e o único grupo que eu ainda não tinha visto ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a906.ac-images.myspacecdn.com/01559/50/93/1559503905_m.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;my cubic emotion&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando pelo principal: o concerto da banda pombalense foi possivelmente o segundo melhor da noite. e isto só com um ep "a sério" editado não é nada mau, apesar da banda não ser propriamente uma iniciante nestas lides. Com "it's violent julliette, don't look" a ter sido editado no ano passado, foi normal que eles tivessem incidido o seu curto alinhamento nesses temas. E em abono da verdade, a junção peso/melodia inerente no seu som acaba por resultar muito bem, possivelmente melhor que em muitas bandas já com uns bons anos em cima. com um vocalista enérgico, embora tenha um cabelo à "beto surfista"(e isto não interessa a ninguém mas enfim) o quinteto conseguiu inclusivamente superar os bons temas que tem naquele ep, para se transcender em palco. e tinham já uma base de fãs bastante decente, pois não foram assim tão poucas as pessoas que se juntaram ao pé do palco, para sentir com eles a vibração e raiva que muito do seu material deixa supor. Pena é terem esquecido a primeira maquete e o tema muitíssimo bom que era "let's just be poetic when we die"(que merecia uns arranjos novos, pois o potencial estava todo lá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do concerto em formato quase showcase, apareceram os one hundred steps. Estes já com outra bagagem, e com mais tempo de maturação. aliás o próprio ep "the eyes of laura mars" confirma isso mesmo, porque acaba por ser consideravelmente superior a "you're a lovely victim of emotional chaos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a455.ac-images.myspacecdn.com/images01/3/m_58550effb5a6e915444d6cfc08bf5b36.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;one hundred steps&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vou também ser honesto: gosto de algumas coisas dos one hundred steps, mas no cômputo geral eram a banda que me dizia menos. embora um tema como "your veins"(ou mesmo o "clássico" "jesus where's the rest of her) seja realmente bom, talvez os ache um pouco apegados a alguns clichés emo/screamo...ou então sou eu que ando com otites. De qualquer forma, embora nunca os tenha visto a dar um enorme concerto, também não tenho razão de queixa em nenhuma das vezes. E esta não foi excepção. Os homens têm temas bem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;catchy&lt;/span&gt;, arranjam ganchos melódicos bastante razoáveis, e isso nota-se na aceitação que costumam ter quando tocam ao vivo. Diga-se que foram a banda que mais agitação teve à frente do palco, se exceptuarmos os more than a thousand evidentemente. E tiveram gente a cantar em uníssono com eles, sobretudo no ponto alto que foi claramente "jesus where's the rest of her" como é normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os one hundred steps não sendo a melhor coisa do mundo a seguir à soraia chaves, também não estão propriamente mal classificados. são razoáveis/bons dentro do género que tocam, e merecem uma atençãozinha diga-se. Este concerto só veio demonstrar isso, e provar também que têm crescido desde a primeira vez que os ouvi ao vivo. E isto são tudo coisas bem positivas que espero que sejam bem aproveitadas por eles. Agora no FAL aconselho a quem for, que comprove isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a911.ac-images.myspacecdn.com/00359/01/95/359785910_m.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;easyway&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o estatuto de "banda-ovni-que-está-aqui-naquela-da-amizade-basicamente" foi ganho pelos easyway. Não que eles tenham sido uma carta fora do baralho, ou que tenham dado um mau concerto... nada disso. aliás bandas e companhia não sabem dar maus concertos, isto é um facto absoluto afirmo já, e acreditem em mim porque senão começo a postar fotos da minha fronha por estes lados(ou se calhar nem por isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim, para a frente. e para a frente encontramos uma banda que não se colava muito ao género musical das outras. Mas também não foi isso que os fez esmorecer. A energia esteve sempre lá, seja nos temas mais novos (como "hush baby" que até fechou a prestação dos lisboetas) seja nos antigos (já tinha saudades de ouvir o "forever in a day" ao vivo, ou mesmo o "model rockstar"). Os easyway tentaram conquistar um público que não estava ali para os ver, e isso notou-se  sobretudo na aceitação  do público em relação aos seus temas. No entanto lá  em cima, era vê-los a mexerem-se, a tentarem incitar o público a fazê-lo, a dar o litro, a agradecer aos more than a thousand e restantes bandas(algo que todas as bandas acabaram por fazer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os easyway não são o expoente máximo da inventividade, e sabem disso. O que fazem é tentar agarrar as pessoas pela vertente rambóia/diversão. a provar por sábado, este é de facto o caminho a seguir. Não tendo lá gente conhecedora dos temas deles(eu e meia dúzia de papalvos éramos a excepção) acabaram por ser uma espécie de aquecimento de luxo, para quem vinha a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a754.ac-images.myspacecdn.com/images01/50/l_1b6a3f63bcbd0a769b47518bae824e51.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;more than a thousand&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a seguir apareceram os more than a thousand. Pois  apareceram. E com eles veio a tal expectativa de perceber como é que funcionariam os novos temas do "the hollow". e, para além dos dois já testados, surgiram "Everyone, everywhere, everything ends", "the red river murder", "my lonely grave", "the virus" (com a participação de um simpático violinista dos corvos - e o homem era de facto um tipo simpático, por isso estou longe de qualquer ironia), entre possivelmente mais um tema ou outro de que não me lembro, porque não estou tão vivaço como a maioria da população que foi ao garage. Onde se contava também o meu primo suíço do alto dos seus 13 anos, diga-se de passagem(o que não deixou de ser curioso...e vê-lo a fazer stage diving, abraçado ao vocalista vasco ainda mais. enfim adiante), embora isso não seja propriamente um tópico muito dentro da crítica ao concerto da banda. Ah, e já agora ainda houve tempo para uma cover dos deftones. Mas alguém que me diga o tema, que eu sinceramente não o reconheci. sim, sou um cocó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que os more than a thousand conseguiram foi ter a plateia na mão ,mesmo quando os novos temas eram tocados. OK o rebuliço não foi tão grande como na magnânime "none of us will see heaven"(que desta vez foi muito especial, porque contou com a prestação do  antigo vocalista da banda André Viegas), ou como o fantabulástico "the beautiful faces hide witches", que teve um problema qualquer na execução porque soou um pouco confuso, sobretudo a nível vocal. Ou então sou eu que ando duro de ouvido. De qualquer forma "vol 2:the hollow" conseguiu fidelizar aqueles que já os acompanhavam, e fez do concerto um misto de celebração com um espectáculo mais adulto, já com jogos de luzes e coisas do género.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi portanto um misto de revivalismo com modernidade. Existiu stage diving e crowd surfing em barda, numa atmosfera talvez mais underground do que das outras vezes que os vi, e por outro lado um concerto com uma maior idealização formal. e ter o melhor de dois mundos meus amigos é muito difícil. Posso portanto afirmar que à pala de tudo isto, considero o conerto no garage o melhor de todos os que vi da banda setubalense. e não deixa de ser fantástico que uma banda já com uma razoável projecção não se deixe levar por facilitismos e continue a fazer o espectáculo que quer, os discos que quer, aquilo que quer. ainda por cima quando pérolas como "the virus", ou "the red river murden" conseguem ganhar uma dinâmica ainda maior que a ouvida em casa. e quando estamos a falar de duas pérolas daquela estirpe, a coisa torna-se realmente séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por isso um concerto de grande qualidade, de uma banda que continua a ganhar fãs. e uma vitória para os próprios músicos que conseguiram dar meia casa ao paradise garage(e não foi mais possivelmente pela mostruosa oferta de concertos que portugal tem tido e ainda vai ter este ano), com um concerto com amigos idealizado pelos mesmos, sem apoios gigantones, o que não deixa de ser pena.embora esses apoios não sejam necessários para bons concertos: basta força de vontade, como se pôde comprovar no sábado. E ter quatro bandas portuguesas de boa qualidade, mas sem merecida projecção a ter já uma base de fãs considerável é óptimo. Pena que os media estejam mais interessados em saber se o sócrates é ou não engenheiro, ou em apoiar bandas que já têm apoios mais que suficientes(para dar um tom musical à crítica) do que apostar em projectos que vão ganhando mais adeptos a cada dia que passa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: mais coisas sobre os more than a thousand para muito breve. Esperem pelas novas postas. e fotos n'a pas de nada, sim senhor exacto, pelo menos por enquanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-1547619155791124650?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/1547619155791124650/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=1547619155791124650' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1547619155791124650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/1547619155791124650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/04/more-than-thousand-easyway-one-hundred.html' title='More than a thousand + Easyway + One hundred steps + my cubic emotion @ paradise garage 7/4/2007'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-2205724153138336638</id><published>2007-04-02T16:58:00.000+01:00</published><updated>2007-04-02T17:26:54.304+01:00</updated><title type='text'>Blackfield - II (2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i421/i42154kwhes.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os blackfield são o gigante steven wilson(de porcupine tree, que vão editar um disco muito brevemente - upa upa que estou quase em baba), e aviv geffen, músico iraniano para dar um jeitinho de world music à coisa - ou não.&lt;br /&gt;  De facto os blackfield não são propriamente world music. São uma espécie de pop suave e sedutora com algum rock à mistura, e até alguns ambientes progressivos . È imaginar os temas mais melancólicos dos porcupine (como um "collapse light into earth", ou "how is your life today?"), com grandes nuances de piano, e explorados de forma a fazerem um álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aliás já o primeiro álbum desta insólita dupla tinha dado belíssimos frutos. "Blackfield", o disco, era um emaranhado de ambientes que se iam inserindo nas canções como beleza pura. E davam um real acrescento a todo o disco. A única diferença real em relação a este "II" é que possivelmente aqui, a fórmula foi amplamente superada, e os blackfield souberam fazer um disco em formato "pérola", algo que não tinham conseguido anteriormente pelo dedo mindinho da unha do pé de uma tartaruga bebé(as tartarugas não devem ter unhas mas que se lixe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E no fundo o que nos oferece esta pérola? Verdadeiras canções. Temas belos, cheios de ambientes suaves e etéreos, alguma melancolia latente na voz de wilson, mas acima de tudo um conjunto de momentos maravilhosos, quase inesquecíveis. "Once", com o seu jeito frenético inicial(por causa da bateria), é assim, "1.000 people" é talvez um dos temas mais belos em que wilson já participou, cuja voz está mais cativante que nunca, "where is my love?" tem um jeito quase terno, com um solo absolutamente perfeito perto do fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "II" é o desenvolver de uma sensibilidade que ambos os músicos possuem, e conseguem complementar na perfeição. O piano nunca este tão bem neste tipo de momentos pop, e nunca se soube adaptar tão bem às linhas melódicas que os outros instrumentos vão apresentando. Com esta brilhante confluência, o disco consegue ser plenamente sedutor, como se tudo o que valesse a pena nesta vida fosse uma bela mulher e um bom copo de vinho tinto. E já conseguir dar esta belíssima miragem, é um feito fabuloso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "II" é a introspecção em pessoa. È aquele disco que que ninguém se vai lembrar futuramente, mas que ficará com certeza na memória de todos aqueles que conseguiram tocar nele. e para isso, é só mostrar qualquer tema a quem mais gostamos, enquanto partilha absoluta. Ou, como dizem os blackfield numa das suas canções "my gift of silence". Presentes para cada um de nós poder apreciar devidamente no conforto de nossas casas, deleitando-nos com a fabulosa magnitude de todas estas canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-2205724153138336638?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/2205724153138336638/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=2205724153138336638' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/2205724153138336638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/2205724153138336638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/04/blackfield-ii-2007.html' title='Blackfield - II (2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-5920692079330376139</id><published>2007-03-31T16:04:00.000+01:00</published><updated>2007-03-31T16:31:31.752+01:00</updated><title type='text'>Men eater - hellstone (2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.rascunho.net/img/men_eater-hellstone.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sludge/pós-doom&lt;/span&gt; é um dos géneros mais citados nos últimos tempos, aqui na casota. Talvez seja mesmo dos géneros que mais projecção têm por aqui... não obstante o facto de ser um tipo de sonoridade que eu ouço com bastante regularidade, como me parece ser um bocado evidente. e o que é que isto tem a ver com os men eater, lisboetas de origem, executantes de uma maqueta homónima que granjeou muito boas críticas por esse mundo fora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se calhar nem tem assim nada de especial. OK, "men eater", a maquete era um exercício que tinha alguns pontos em comum com a sonoridade criada pelos neurosis, fomentada pelos isis, levada ao ponto máximo da beleza diurna pelos pelican. Era uma maquete com óptimos ambientes mais soturnos, recheada de atmosferas negras e pesadas, que saíam enquanto um bloco de enorme solidez. coisas boas portanto. De qualquer forma, "hellstone" ultrapassa a perseguição genérica, e enceta um caminho novo que importa saber desbravar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E até agora os men eater souberam fazê-lo. "Hellstone" é um portento de peso, que ecoa em certos momentos experimentais, cuja maior virtude é saber que não é apenas e só pertença de uma determinada corrente musical. È rock, é sludge, é metal, é ambiental, é muita coisa. È um emaranhado de correntes que se interligam, e que se fundem num som extremamente agradável, mas sobretudo diferente, e em muitas partes inovador. Como um pintor a retratar símbolos de diferentes proveniências e que consegue que tudo faça sentido, mesmo através de ordens subversivas à própria sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porque não nos iludamos: o arrastar de "revolver" não vai cativar muita gente. A completa "drivedead"(que começa numa toada quase à mastodon, transporta-nos para uns cult of luna, e depois mistura tudo na perfeição), não é tema de gigantone "airplay".Ou "Windyhorse", na sua toada &lt;span style="font-style:italic;"&gt;trashy&lt;/span&gt;, com guitarras altamente contagiantes. Nem mesmo a magnífica "lisboa", possivelmente um dos melhores temas nacionais dos últimos anos, sem exagero nenhum. "Lisboa" é uma daquelas obras de arte gigante para alguns olhos, insignificante para muitos. "Hellstone" é um disco extremamente coeso e portentoso, mas é neste tema que se consegue ultrapassar a si próprio, fazendo um daqueles temas que se dizem "bigger than life". com um tom arrastado, denso, pantanoso, tem o clímax na participação vocal de André, dos linda martini. E é daquele tipo de canções, no expoente do seu termo, que nos ficam agarradas e que nos deixam boquiabertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Levo o peito cheio de ti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hellstone", mais que surpreendente pela capacidade instrumental, pela pujante força, pela solidez de cada um de seus momentos, é um passo fantástico de uma banda que incorpora os melhores exemplos de algumas sonoridades emergentes e lhe adiciona uma vincadíssima personalidade. O álbum consegue ser desolador, apoteótico, frágil, sensível, arrebatador, tudo ao mesmo tempo. encontrar discos assim já de si só é difícil. Poder encontrar um disco assim e uma banda assim no nosso pequeno rectângulo é maravilhoso e digno de nota. Mas mais que tudo isto é aproveitar o disco enquanto ecoa. E a ser como é está destinado a ecoar para sempre, dada a sua mais que provável canonização enquanto revolução que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não deixem de ir nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-5920692079330376139?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/5920692079330376139/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=5920692079330376139' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5920692079330376139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5920692079330376139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/03/men-eater-hellstone-2007.html' title='Men eater - hellstone (2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-6722190966664932717</id><published>2007-03-19T19:48:00.000Z</published><updated>2007-03-19T20:22:20.177Z</updated><title type='text'>"The fountain" de Darren Aronofsky</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.canmag.com/images/front/movies2006/thefountainposter.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dwqFAERWTHHYYGBsfgtesytrhfdgbvdfAEFRSGFREVFDSRDSGRSDEGNERNGFnmjh879xvc gdhjfbv bvjm84yt5+uy243&lt;judxnsahyba&gt;&lt;,SDELFL.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The fountain" é isto. emaranhado de imagens de rara beleza, juntamente com a luta de um homem em poder dar a vida eterna à sua amada. E isto misturando elementos da mitologia maia, com avanços científicos, e até ficção científica- saltos temporais que vão desde a época dos descobrimentos espanhóis(diria assim ao ar), passam pelo presente, e vão até ao futuro, possivelmente a época mais estranha, descaracaterizante, sufocante, obsessiva.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acaba aqui. O novo filme de aronofsky é uma longa busca por um certo sentido de fé, que se vai aproveitando de uma paixão que dura séculos, e de diferentes formas de vida. È uma história cheia de experiências esotéricas, que se entrelaçam e fazem dele um objecto cinematográfico insólito.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È impossível explicá-lo. "The fountain" é uma procissão de fé. È a crença na árvore da vida eterna, em suas propriedades, é a crença num amor eterno que pode prevalecer para além do mundo. È uma crença no lado espiritual da vida. e foi com esse intuito que o realizador do grande "requiem for a dream" levou a sua avante. Num caminho árduo, complicado, que deu a origem a muitas ambiguidades. Que levou a aura de "filme falhado" ao filme, simplesmente porque quer tentar explicar aquilo que ninguém o pode fazer. Ou talvez nem o tente explicar, mas sim demonstrar uma das muitas formas de ter fé. e esta parece ser invisível. Pelo menos até aqui.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È fácil não gostar dele. Quanto um filme nos lembra de  coisas como a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;floribella&lt;/span&gt;(!), é normal que comecemos a pensar que aquilo que estamos a ver é uma pepineira do caraças, embrulhada em efeitos visuais de primeira água. Que talvez a história de amor de hugh jackman, a tentar dar vida a rachel weisz(que compreende a morte mais que ninguém) ao longo dos tempos, soe de favto descabida. Mas por outro lado é a busca mais singular, estranha e intensa que se pôde ver em cinema nos últimos tempos. Pelo menos para quem fecha os olhos para isso, e se deixa levar pelo complexo esquema narrativo que o filme nos propõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que um filme é uma experiência. sensorial. Espiritual. Sôfrega. Que nos pode alertar(ou não) para o verdadeiro significado da vida. que implica a morte. E o que o filme tenta fazer é dar-nos a total percepção disso. e nem vale a pena discorrer muito mais sobre ele, a não ser que tudo aquilo que eu estou a dizer, tem perfeita conexão com a primeira frase de cada parágrafo. "The fountain",não pode ser explicado por palavras, porque nos pede para acreditarmos nele, por mais descabido que aquilo que ele preconiza possa parecer. Por isso vão ao cinema e tirem as vossas ilacções. Eu caguei para tudo isso. A vida é de cada um de nós, e a morte é capaz de ser o nosso final mais feliz. Ou uma coisa do género.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10/10&lt;/span&gt;&lt;/judxnsahyba&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-6722190966664932717?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/6722190966664932717/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=6722190966664932717' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/6722190966664932717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/6722190966664932717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/03/fountain-de-darren-aronofsky.html' title='&quot;The fountain&quot; de Darren Aronofsky'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-981918072087726085</id><published>2007-03-13T00:54:00.000Z</published><updated>2007-03-13T01:14:01.428Z</updated><title type='text'>Madcab @ fnac do colombo 8/3/07</title><content type='html'>Tenho em mim que uma banda só começa a actuar nas fnac's por duas ordens de razões: ou porque já é conhecida o suficiente para a conhecida loja apostar nela; ou porque existe alguém lá por dentro que vê na banda qualidade suficiente para que ela lá possa meter a pata. Existem aqui alguns casos que são capazes de comprovar este meu pensamento: o primeiro, o caso dos linda martini que só lá actuaram depois de lançarem o seu óptimo disco de estreia, após o sururu(termo genial, e eu adoro fazer estes parêntesis a destacar a pseudo-genialidade do meu vocabulário, como já devem ter reparado) vindo do   ep - isto salvo qualquer erro temporal meu. O segundo o caso dos riding panico que pouca coisa têm mais para além de um ep com excelentes temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, diga-se: o caso dos madcab é o segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://farm1.static.flickr.com/181/415123484_acf266cc60.jpg?v=0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È certo que "keeping wounds open" é um longa-duração. Mas também é certo que não se compara a projecção dos madcab à dos linda martini por exemplo. A este nível é possível que coexistam mais com uma já considerável falange de fãs, mas que não chega ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hype&lt;/span&gt; provocado pela banda de queluz. E com isto não quero comparar musicalmente as bandas, até porque não sendo totalmente opostas estilisticamente, elas também não são propriamente iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os madcab estavam nervosos. Compreensivelmente nervosos. Foi possivelmente o "maior" concerto que deram até à data, nem que seja pela normal projecção que tocar numa fnac não deixa de dar. O bar/sala, whatever, estava razoavelmente composto e isso também deu alguns tremeliques aos lisboetas, habituados a menos gente. E também não nego que isso se tenha sentido de alguma forma durante toda a actuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aqui está o busílis da coisa: isto será anormal? não. Deram os madcab um mau concerto por causa disto? Também não. O que se viu foi uma banda extremamente compenetrada em não fazer má figura, com um natural receio de falhar, que acabou por sacrificar uma comunicabilidade mais acutilante para com o público. No entanto parece-me ter sido apenas isso que de facto não funcionou na perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://farm1.static.flickr.com/161/415122002_300081dbff.jpg?v=1173406399" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao resto foi tudo como eles possivelmente desejaram: não falharam, fizeram um concerto extremamente competente, mostraram a qualidade que lhes vemos em disco, e ainda por cima conseguiram elevar os seus temas a patamares mais elevados. Digo-vos imediatamente: muitos dos temas de "keeping wounds open" funcionam melhor quando tocados ao vivo. "beggars", "sweet bone chill", "countless joys of commercial suicide" tudo isto são exemplos disso mesmo. Elas ganham vida própria e conseguem voar acima do registo de estúdio. E isso só pode ser prova de uma simples coisa: da enorme qualidade que os músicos têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que já escrevi demais, para um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;showcase&lt;/span&gt; que não teve mais de seis temas, como é costume. Mas a verdade é que os madcab conseguiram superar as expectativas, e arrancaram uma óptima actuação, não deixando que alguém pudesse falar mal deles por isso. Òptima aposta da fnac, e espero sinceramente que eles consigam agora subir ainda mais. Porque merecem, e porque fazem por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://farm1.static.flickr.com/146/415123121_766e90dc9a.jpg?v=0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, mando daqui um abraço para o Luís costa ,tipo muito simpático, e para os bringing the day home, com quem também cheguei a trocar dois dedos de conversa. a melhor sorte também para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fotos retiradas de: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/t3mujin/sets/72157594578043123/"&gt;http://www.flickr.com/photos/t3mujin/sets/72157594578043123/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-981918072087726085?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/981918072087726085/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=981918072087726085' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/981918072087726085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/981918072087726085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/03/madcab-fnac-do-colombo-8307.html' title='Madcab @ fnac do colombo 8/3/07'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-7049716915761850228</id><published>2007-02-26T20:20:00.000Z</published><updated>2007-02-27T22:35:43.223Z</updated><title type='text'>Madcab - keeping wounds open(2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://img484.imageshack.us/img484/1331/madcabfrontmxb0.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os madcab são daquele tipo de bandas com que nós só podemos simpatizar. Não falo só em gostar do tipo de som deles, ou em gostar da performance do guitarrista, baterista ,etc, mas também a nível humano. Os madcab já cá andam há uns aninhos e nunca desistiram, mesmo quando toda a gente os comparava simplesmente a uns pearl jam, entre outros ícones do chamado "grunge". Foram crescendo por sua conta e risco, andaram por aí em auto-promoções e arranjaram-se muito bem no fenómeno boca a boca. Mesmo que não se goste deles, e se ache que este "keeping wounds open" é o pior cocó à face da terra, parece-me importante realçar esta força de vontade e crença no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora também é verdade que nada disto implica que se goste do primeiro disco de longa-duração da banda lisboeta. Uma coisa é a impressão que a banda nos deixa em se sacrificar em prol daquilo em que acredita(e ver resultados práticos disso), outra é elogiar a qualidade musical em virtude disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem e com isto tudo, parece que "keeping wounds open" é um alto esterco do qual me vou fartar de desancar, mas apeteceu-me salvaguardar primeiro o meu respeito pela banda... Bem felizmente o disco não é nada assim. "Keeping wounds open" não é uma obra-prima não senhor, mas é um disco de rock extremamente seguro e firme, com alguns momentos de brilhantismo. Abre muito bem com "liar", um tema de contornos relativamente negros, muito por causa das guitarras e sua distorção, continua na excelente "beggars" que tem um refrão contagiante  e merecia ter um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;airplay&lt;/span&gt; decente nas nossas rádios, e tem espaço para uma espécie de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chill-out&lt;/span&gt; com a muitíssimo interessante "Sweet bone chill"(pois a última palavra do título é capaz de não ser inocente). Keeping wounds open", tem também  solos vibrantes, como se comprova na instrumental "Countless joys of commercial suicide", e momentos de carregadas atmosferas como em  "dodge", já para não falar na curiosa despedida com que nos presenteiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este disco dos madcab tem desde já algo importantíssimo: uma identidade. È um disco que deixa marca, que não soa anónimo, que não poderia ter sido feito por uns outros quaisquer que andam a mendigar por aí. Assenta de facto no peso das guitarras e no óptimo trabalho de bateria de Luís costa, e na voz de Luís Silva que é bastante característica(que leva algumas pessoas a não gostar). e isto num género tão genérico como o rock é realmente a parte mais difícil. Por outro lado tem também uma sensibilidade pop tremendamente interessante, e que também  influencia decisivamente o disco, para que ele não se perca no meio de tantos outros ítems musicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim se comprova com a mestria instrumental, que tem o seu quê de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;catchy&lt;/span&gt;. Pelo contágio de alguns refrões, como da já referida beggars. Mas também nos dá um rasgo de inspiração quase &lt;span style="font-style: italic;"&gt;à linda martini&lt;/span&gt;(se me é permitido dizer isto, e é), com a tal "countless joys of commercial suicide". Também não é dispicendo dizer que ele necessita realmente de ter alguns "ganchos" para que as pessoas não se percam do álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vou já explicar esta última frase. o que "keeping wounds open" tem como problema principal é que soa relativamente monótono a certa altura . Não que o disco não seja fluído e não seja de boa e agradável audição, simplesmente alguns temas têm o mesmo tipo de estrutura. O que decorre não de falta de inspiração, mas sim da vontade em afirmar a identidade madcab. Nota-se que falta aqui um apimentar de qualquer coisa fora da sonoridade mais comum do rock, para dar o verdadeiro toque de mestre a este material, para que ele possa sair da categoria onde poisou, e voar rumo à universalidade musical(metáfora meio manhosa mas serve).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto há tempo para isto acontecer. O que sobra é um disco de rock, com uma ou outra influência grunge ainda visível, mas sério e sólido o suficiente para termos de encarar os madcab como uma banda a dar ainda mais cartas daqui a uns anos. Para já atente-se na excelência de algumas canções como as que já referi, e na excelente concepção melódica que é uma constante em todo o  álbum. Daqui ninguém vai sair defraudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Importante&lt;/span&gt;: dêm beijinhos aos madcab num concerto qualquer (se forem homens a sério como eu, palmadas nas costas fortes e vigorosas e tal), porque eles realmente fazem parte do lado bom da força: disco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grátes&lt;/span&gt; e legalzinho no site que vou disponibilizar a seguir. e mandem o vosso bitaite sobre este álbum nos comments já agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.keepingwoundsopen.com/"&gt;http://www.keepingwoundsopen.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e já agora o myspace deles(com as futuras datas de concertos), embora já o tenha disponibilizado por aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/madcab"&gt;http://www.myspace.com/madcab&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-7049716915761850228?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/7049716915761850228/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=7049716915761850228' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/7049716915761850228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/7049716915761850228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/02/madcab-keeping-wounds-open2007.html' title='Madcab - keeping wounds open(2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-5698599697733888000</id><published>2007-02-23T18:56:00.000Z</published><updated>2007-02-23T20:01:55.250Z</updated><title type='text'>"Babel" de Alejandro gonzaléz iñarritu</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.apple.com/moviesxml/s/paramount_vantage/posters/babel_l200607272246.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ora portantos... putos com fácil acesso a armas confere. Ameaças a terroristas? confere. Miúdas surdas japunas e que andam sem cuecas?confere. casamento mexicano para dar aquele ar de tipicidade à coisa?confere. americanos todos cagados de medo em estarem num local estrangeiro?ora sim senhor confere. música toda giraça para dar um ar seco a isto? confere.realização meio trepidante? ora siga lá, confere. Povo a chorar para fazer com que as pessoas se emocionem a ver isto? Pois tá claro, confere."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    E o que fica? Pois. Esta é uma das conversas possíveis de iñarritu com o argumentista de "babel". Isto se tirarmos a parte da banda-sonora e da realização pois claro(embora esta última enfim até se pode considerar enquanto marca estilística do realizador). No entanto este filme-mosaico, agora tão na moda como os antigos namorados da elsa raposo, poderá ter tido outro tipo de introdução. Qualquer coisa como "siga lá fazer um filmezito onde dê para ver BEM a tal cena do todos diferentes todos iguais e tal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Meti o "bem" em caps, porque ele é precisamente o maior problema do filme: a sua suprema necessidade em que as pessoas consigam compreender na perfeição uma coisa que, supostamente, até já sabem: a questão de incomunicabilidade num mundo que se apelida de global. Ora quem vai ver "babel" já tem uma ideia de que realmente os states rulam o mundo e nós somos constantemente bombardeados por eles a todos os níveis. Agora, era mesmo preciso dar esse tom globalizante através de uns putos marroquinos que dão um tiro a uma gaja americana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não. E porquê? Demasiado óbvio. Demasiado banal, reles. Quase como se fosse uma desculpa para vermos a japonesa a mostrar a passarinha(termo ridículo, mas já devem ter percebido que eu não achei grande graça ao filme). Aliás que raio está ela ali a fazer? Ah pois é surda-muda...a metáfora linda e bela da bacana que não comunica com o mundo. Ou seja, o facto dela ser surda-muda prova que somos todos porque não nos conseguimos entender. Fixe. Era preciso usar mesmo uma surda-muda para dar azo a este facto? O inãrritu e povo adjacente não arranjavam uma maneira mais subtil de o fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda por cima, se  atentarmos à cinematografia de iñarritu, toda ela se baseia em histórias humanas. Temos o problema das classes em "amores perros", da condição humana, da própria vida através de um cão. Temos as especificidades de cada personagem em "21 grams", as suas vontades em alcançar uma redenção que resulta em consequências diferentes para cada uma delas. e temos "babel" que faz precisamente o contrário: esquece as pessoas, e foca-se no mundo globalizado. A verdade é que nenhuma personagem está desenvolvida o suficiente para nos podermos realmente importar com ela. Ok, eu até tive pena dos putos marroquinos, os desgraçados que desencadearam o tal efeito-borboleta que teve consequências trágicas para um deles(acho eu), mas de resto foi a pobreza total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois outro problema: mais que um filme-mosaico, "babel" é um filme-postal". Explico: filma o casamento mexicano de um modo relativamente forçado primeiro que nada. Lá estão os tipos mexicanos que tocam, lá está a cerimónia na rua, uma corrida às galinhas que evidentemente ia meter um bocado de nojo aos putos americanos. Em marrocos o mesmo: marrocos parece uma simples aldeia metida nuns montes, onde ninguém vai e não há acesso a nada. Mas isto não é precisamente o nosso perssuposto ocidental sobre os outros povos? Não teria sido mais interessante filmar por exemplo a cidade marroquina para onde foi depois a cate blanchett(não me lembro do nome dela no filme), e até colocar ali alguma personagem importante? Não é também isto um preconceito do própior iñarritu, quando o objecto do filme é precisamente tentar que nos vejamos uns aos outros como reais humanos que somos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E o japonês? E a miúda surda-muda? È que para além da evidente metáfora da não-comunicação(iñarritu a querer fazer de nós parvos portanto), era preciso filmar tóquio em modo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;lost in translation?&lt;/span&gt;. O tal postal "para estrangeiro ver"? È que, repare-se na diferença: sofia coppola filma assim a cidade porque está a vê-la do ponto de vista de dois estrangeiros. Agora iñarritu tem por base uma miúda japonesa, que decerto está minimamente integrada na cidade. Pode não estar na sua sociedade, mas há de se mover com leveza com naturalidade. Ou seja, grandes planos "turísticos" eram escusados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E o facto de ela ser ninfomaníaca é para quê? Para dar um ar dramático à personagem? "Ok sou japonesa, surda-muda, o meu drama é não ter sexo". Será que é possível que a única coisa que ela encara enquanto drama é o seu celibato obrigatório? Olha porra. Mais valia iñarritu ter pegado em termos noutro problema que ela tem,noutro trauma. Mas não. Assim era mais fácil. Caricaturar é sempre mais fácil que fazer uma personagem com verdadeiras motivações e problemas, simplesmente não se esperava que o mexicano fosse pelo caminho mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como já escrevi demais: "babel" está demasiado colado ao rótulo de "filme de óscar para americano ver". È bem provável que o ganhe, afinal é contemporâneo e fala do mundo em que vivemos de uma forma minimamente verdadeira(o único ponto positivo do filme). só que iñarritu podia ter feito muito melhor em mostrar a nossa ausência de comunicação, do que meter um puto a dar um tiro a uma estrangeira, uma surda muda que quer ter sexo a todo o custo(e agora argumentem lá que ela tem um complexo de inferioridade por ser assim...mais uma vez lá surge a caricatura), e uma mulher que leva dois putos para o méxico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assim, em vez de nos meter a pensar em questões realmente importantes sobre o nosso mundo, "babel" só me deixou uma questão na cabeça: como raio é que os marroquinos tinham os dentes tão brancos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-5698599697733888000?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/5698599697733888000/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=5698599697733888000' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5698599697733888000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/5698599697733888000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/02/babel-de-alejandor-gonzalz-iarritu.html' title='&quot;Babel&quot; de Alejandro gonzaléz iñarritu'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3959572868548118908</id><published>2007-02-19T18:03:00.000Z</published><updated>2007-02-20T18:19:47.075Z</updated><title type='text'>Jesu - Conqueror(2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i419/i41908t7dwi.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Justin broadrick é realmente um tipo do caraças. Integrou os napalm death, e foi a mente por trás dos godflesh, banda que misturava industrial, certas noções de metal, rock, numa mescla saladeira que se aprumava de disco para disco. A mente por trás de "final" um projecto que mistura musica ambiental com elementos electrónicos, que teve no ano passado terceiro rebento com o disco "3". E dos Jesu. Possivelmente uma das bandas mais caracteristicamente incaracterísticas deste novo milénio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A carreira dos Jesu começa com "heartache" em 2002, dando origem a um disco homónimo pouco concludente. Apesar disso "Jesu", o disco, conseguiu agarrar muitos críticos e ouvintes e deu coragem a Broadrick para continuar na sua senda. Abençoada gente que aclamou o disco porque "silver", o ep grandioso do ano passado, é daquele tipo de obras que ficam na memória de quem a ouve, quer pela sua beleza ambiental, pela profundidade das canções, pela comoção das melodias. e pela habilíssima mistura entre &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sludge&lt;/span&gt; ambientes electrónicos e aquilo a que se chama &lt;span style="font-style:italic;"&gt;shoegaze&lt;/span&gt;, uma mistura de indie-rock com pedaços consistentes de distorção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; È precisamente no meio dessa muralha de distorção que incide o peso dos jesu. Mais que nas guitarras aliás: embora se revele enganador dizer que a banda de broadrick é de facto pesada. E o novo "conqueror" vem reforçar ainda mais esta ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A grande dúvida neste novo álbum, estava em perceber se a beleza de "silver" iria ser seguida, e se os jesu eram capazes de a tornar viável para um longa-duração. Não se negue isto desde já: O ep "silver" resulta também por ser curto. Quatro canções com cinco/seis minutos, perfazem a conta certa e conseguem fazer com que a sonoridade  do conjunto de birmingham(para além de broadrick estão presentes o baterista ted parsons e o baixista Diarmuid Dalton) não se torne demasiado enfadonha - um dos defeitos normalmente apontados a todo o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sludge&lt;/span&gt;. "Conqueror" reforça "silver". Ou por outro lado torna-se de facto entediante? A resposta não pode ser encarada de um modo universal. Mais que nunca dependerá sempre de quem gosta deste género. De uma opinião pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Primeiro que tudo: "conqueror" possui excelentes canções. O tema que dá nome ao disco, e que também o abre, é uma delícia sonora que conjuga os ambientes mais sujos e de distorção, com orgão, a voz meio programática de Broadrick e uma linha melódica fascinante. Tem alguma relação com "silver" (a canção que deu nome ao ep pois claro). Há "old year", provavelmente a melhor canção que a banda britânica já fez: arrastada, pesada, lenta, sôfrega. Caracteriza-se muito pelo peso da bateria, pelas guitarras, num registo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sludge&lt;/span&gt;/pós-doom um pouco mais convencional. E tem uma melodia tremendamente bela, intensa, doce e inóspita ao mesmo tempo. Estas são possivelmente as melhores canções de "conqueror" e, ainda por cima, abrem logo o álbum. depois ainda há a beleza mais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;uptempo&lt;/span&gt; de "Transfigure", a repetição sonora mas de contornos belíssimos como "Weightless &amp; Horizontal", a doçura da final "stanlow". Mas o que aqui coexiste é a sonoridade incrementada destes tipos britânicos, sem grandes oscilações entre os temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ou seja, a grande vantagem dos jesu é, ao mesmo tempo o seu maior defeito: a sua sonoridade mais que incrementada. Os jesu sabem que ambientes criar, fazem-no de uma maneira belíssima, mas quem realmente não gosta desta sonoridade é complicado poder gostar deste álbum. Porquê? Primeiro porque ele é tudo menos acessível. È preciso conhecer minimamente aquilo que a banda já fez para se poder apreciar devidamente "conqueror". Acaba por ser simples criticá-los por serem meio "chatos", porque a voz de broadrick não está alta o suficiente(e no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sludge&lt;/span&gt; a voz é sempre encarada como mais um instrumento, isto quando ela de facto existe). Agora toda esta crítica não passa de uma desabituação à sonoridade dos Jesu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porque este disco é belíssimo. Tem temas enormes, recheados de emoção, melodia, distorção, peso, ambientes grandiosos e outros que nos comovem. È um fresco artístico digno de grandes músicos, de artistas com "a" grande. Não é perfeito, simplesmente porque não é um mastodonte de inovação. È Jesu. E Jesu é sinónimo de genialidade incompreendida por muitos, deliciosa e aliciante para uma grande minoria. Daí ter uma sonoridade quase incaracterística(porque rara, porque única, porque não se deixa envolver por influências externas), mas bastante demarcada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os Jesu não estão aqui para agradar a ninguém. Mas sim para serem ouvidos por quem quiser ter tempo para apreciar o que eles fazem. Para quem não os conhece: vá ouvir primeiro o "silver ep", mais acessível e  igualmente fabuloso. Depois saltem para este "conqueror" e vão ver que a descoverta será avassaladora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3959572868548118908?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3959572868548118908/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3959572868548118908' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3959572868548118908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3959572868548118908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/02/jesu-conqueror2007.html' title='Jesu - Conqueror(2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-7757273930203441251</id><published>2007-02-16T19:50:00.000Z</published><updated>2007-02-19T03:44:00.312Z</updated><title type='text'>Aereogramme - My heart has a wish that you would not go (2007)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri300/i375/i37561qfmrt.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quarto disco dos aereogramme, depois da brilhante prestação com os isis no ep "in the fishtank 14". Nunca tinha ouvido nada desta gente, no entanto a participação naquele ep despoletou-me a atenção para agora ter &lt;span style="font-style:italic;"&gt;arranjado&lt;/span&gt; o disco. Já sabia, antes de lhe ter dado a ouvidela, que estes aereogramme eram muito receptivos a uma certa sonoridade pop, provavelmente mais próxima de uns death cab for cutie, que propriamente das ambiências britânicas, de onde eles são originários (embora hajam por aqui uns cheiros a snow patrol... ou o contrário se quiserem ser mais acutilantes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "My heart has a wish that you would not go" é, na sua essência, um disco pop. Daqueles bastante adocicados. Com uma voz bastante suave e que se prolonga como tal, ao longo do álbum. e com mais alguns elementos(como violinos no primeiro tema  e segundo tema, parece-me) que se vão interiorizando nos temas. Há inclusivamente aqui uma vertente épica por detrás da simplicidade das texturas. Uma mescla curiosa entre os instrumentos ditos convencionais, e aqueles de cariz mais clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas o mais importante a reter de "my heart has a wish that you would not go", é a enorme simplicidade de processos que a banda tem. A capacidade em colocarem a variedade musical nos momentos certos, não abalando em nada as canções criadas. são temas que exultam sensibilidade, sem sequer terem uma ponta de lamechice, algo que não seria propriamente positivo. Aqui existe um limite correcto e bem delineado, entre aquilo que é belo, e aquilo que é uma lamechice do caraças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por isso as emocionais "a life worth living", "conscious life for coma body", e mesmo a mais pesada "Living backwards" nunca soam forçadas ou fora do contexto. E no geral toda a rodela musical é fluída, bem montada e agradável. Simpático. Mas belo dentro dessa mesma simpatia. Ou seja, é um álbum que nos evoca sentimentos de solidariedade..como se não fosse possível não gostar de alguma coisa que ele contenha: há aqui canções para dar e vender, recheadas de nervo e de alma. e isso ainda hoje vale alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È verdade que tudo isto já foi, mais ou menos bem, feito... é verdade que os aereogramme não pretendem mudar o mundo, nem o seu espectro musical. simplesmente andam por cá a fabricar canções de que gostem, que podem ser ouvidas por todos, e aceites por ainda mais gente. Para quem gosta de death cab for cutie é um disco absolutamente recomendável. Para quem não gosta é simples: saltem a muralha que vos impede de apreciar uma coisa simples e sentida. Não a considerem lamechas, porque não me parece ser este o caso. e depois é só deixarem que este disco vos invada. Possivelmente o melhbor álbum de pop do ano( e sim eu sei que estamos em fevereiro...reparei que usei "possivelmente").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-7757273930203441251?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/7757273930203441251/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=7757273930203441251' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/7757273930203441251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/7757273930203441251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/02/aereogramme-my-heart-has-wish-that-you.html' title='Aereogramme - My heart has a wish that you would not go (2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-4562531735875116083</id><published>2007-02-15T00:37:00.000Z</published><updated>2007-02-15T00:38:11.798Z</updated><title type='text'>Nine inch nails @ Coliseu de Lisboa (12/2/2007)</title><content type='html'>Os nine inch nails são daquelas bandas(embora se possa falar apenas em "projecto", dado o controle criativo total que reznor continua a ter sobre os NIN) que já deviam ter cá aparecido ao tempo. Para colmatar essa falha, lá se afiambraram ao piso e marcaram logo 3(!) datas para o coliseu de lisboa: no último sábado, domingo, e ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Antes de mais as reacções aos dois primeiros concertos foram relativamente díspares: se o primeiro concerto foi considerado inferior ao segundo, a verdade é que a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;setlist&lt;/span&gt; da estreia me pareceu melhor...basicamente estive um bocado borrado de medo, pelo facto de não terem tocado, por exemplo a "terrible lie", nem a "piggy", nem outras que me dão uma bonita vontade de andar aí a berrar feito idiota. No entanto nada disto interessava. Afinal o mais importante era perceber que, uma vez lá dentro, iria ver os nine inch nails in loco pela primeira vez na vida. e isso era o mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  No entanto, começaram uns tipos quaisquer que ninguém conhecia: "The popo". Nome idiota, gajos meio parvos lá em cima, música banalíssima entre o post-punk e rock um bocado mais sujo à la death from above 1979. no entanto não se pode dizer que os gajos não tenham sido uma boa abertura. Explico: viu-se que eram uma banda totalmente descomprometida, sem grandes artifícios. Chegaram ali, deram o concerto deles, vieram embora, aqueceram o público. Para uma banda com um som bastante corriqueiro, e que ainda por cima só tem um álbum editado não é preciso pedir mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a527.ac-images.myspacecdn.com/images01/31/l_a7592e4626565da7eb414bb91c95eaa6.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;the pop a fazer uma cena qualquer, tipo concerto, num canto recôndito do planeta ou coisa do género&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E depois foi esperar...ouvir uns quantos temas(entre eles, imagine-se!, "Farewell" dos japunas Boris, tema de abertura do grande "pink) e mirar reznor a surgir numa torrente de fumo. Eis os nine inch nails.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.antena3.pt/images/articles/3696/d7f7f16d4214a9d6950077d4bbd5f09c.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E começaram bem...ao terceiro tema já iam lançando o delírio com "Sin", um tema eficazmente dançável, que fez toda a gente ir à loucura. Isto depois de um início um bocadinho mais morno("Pinion" e a nova- do with teeth portanto- "love is not enough"), mas ainda assim suficientemente bom para colocar logo toda a gente mais que atenta ao que se ia passando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A seguir foi o meu pessoal delírio com a "terrible lie", tema que queria que os gajos tocassem, nem que fosse pelo facto de ser provavelmente aquele que mais me deixa a salivar. e continuaram com "march of the pigs"...penso ter sido aqui que reznor manda o seu microfone abaixo com toda a loucura inerente ao acto. Foi de facto uma banda bem enérgica que por ali esteve. Cheia de raiva para dar, sendo que as palavras eram parcas, como é típico em reznor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.antena3.pt/images/articles/3696/a1e9b18f80958252589a44f3c939f198.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Depois, o espectáculo: o jogo de luzes, os candeeiros e o enfoque que cada um deles dava na altura certa. O próprio fumo que deu uma aura de misticismo a toda a banda. Estava tudo pensado ao pormenor, e afinal o concerto foi sempre intenso e visceral...não como se num lugar qualquer sem palco e com pouca gente, mas ainda assim visceral o suficiente para ficarmos em êxtase. ainda por cima com músicos tão dedicados à causa, como aaron north(o mesmo dos icarus line) que se encarregou de partir a sua guitarra à nossa frente no fim do concerto. Ou algo do género pelo menos. Não que isto seja propriamente o exemplo máximo de deciação, mas representa o estado dos músicos no fim do concerto. Uma loucura muito própria, que não deixou de ser notória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img.photobucket.com/albums/v435/JP_Almeida/NIN_03.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ainda assim faltam aqui momentos: como "the fragile" tocado pelo piano, com uma luz mais distante a incidir sobre o perfil de Reznor, e no silêncio a que o público chegou...foi quase um momento de partilha, onde o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;good old &lt;/span&gt;trent fazia chegar como se não existisse uma parede entre ele e nós. A raiva, a comoção, aquele sofrimento meio dissimulado de sempre(e que faz irritar tanta gente até à raíz dos cabelos), estavam ali. Se calhar as grandes razões para todos nós que fomos a um dos concertos deles, gostarmos deles."The fragile" valeu pelo concerto todo, e se não houvesse mais razões para o concerto ter sido muito bom, ele chegaria a este estatuto nem que fossem por aqueles quatro minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Depois foi dar graxa. Dizer que o reznor não via nenhum local tão bom para começar aquela tour(mesmo nunca cá tendo vindo, mas não há problema que a gente desculpa). Dar-nos mais rambóia com "The hand that feeds" e "Head like a hole", pérolas auditivas que representam bem o passado e o futuro dos nine inch nails. Quanto ao resto serão memórias que ficarão na cabeça de cada um dos presentes: um concerto sujo, cheio de dedicação e empenho, que teve algumas das canções que nós já queríamos ouvir ao tempo. Pecou por curto, mas encheu claramente as medidas. Que agora nos incluam sempre nas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tours&lt;/span&gt; é aquilo que eu peço. Pode ser reznor? Obrigado meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.antena3.pt/images/articles/3696/0858bf5285b7548e740cfc2fc0947622.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fotos:&lt;a href="http://www.antena3.pt/index.php?article=3696&amp;visual=1"&gt; http://www.antena3.pt/index.php?article=3696&amp;amp;visual=1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foto de aaron north cedida com todo o amor e carinho por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;JP almeida&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fórumsons&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-4562531735875116083?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/4562531735875116083/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=4562531735875116083' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/4562531735875116083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/4562531735875116083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/02/nine-inch-nails-coliseu-de-lisboa.html' title='Nine inch nails @ Coliseu de Lisboa (12/2/2007)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-9180779237659703553</id><published>2007-02-05T22:24:00.000Z</published><updated>2007-02-05T23:10:59.929Z</updated><title type='text'>Vintage: Pixies - Doolittle(1989)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf900/f904/f90431h03d1.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora deu-me para falar à parva de discos que já ando a ouvir há que tempos, mas com os quais nunca me tinha debruçado a nível escrito. Bem, imaginem lá uma sonoridade meio suja de enclaves pop e rock, misturada com uma gravação meio caseira, mais uma metade catchy. ah e adicionem-lhe pitadas meio indie à mistura.Agora provem, e têm um dos melhores discos dos oitentas, embora eu confesse que conheço pouco esse período(e é daqueles que considero mais chatos musicalmente, mas isto sou eu que não gosto de post-punk e tal). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Esse disco era o clássico absoluto chamado "surfer rosa", produzido pelo então desconhecido Steve Albini(agora um nome consagradíssimo que trabalhou em discos como "in utero" dos nirvana, ou o gigante "the eye of every storm" dos neurosis), e foi a partir daí que os Pixies começaram a granjear um culto à escala mundial. e um ano depois da edição desse enorme ábum, veio este "doolittle".&lt;br /&gt;  Antes de mais que se diga que "doolittle" é precisamente uma salada de influências, todas elas absorvidas com enorme mestria pela banda de Frank Black. Mas a inventividade é deles. A forma em como os pixies pegam em elementos simbólicos de certa sonoridade, e reciclam-na fazendo algo totalmente novo é fantástica, e ainda hoje complicadíssima de atingir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Daí que essa perfeição sonora, esteja no frenetismo de "debaser", sem dúvida uma das maiores canções dos pixies. Ou nos ritmos espanholados de "crackity jones". Ou no ritmo quase baladeiro e melancólico de "Hey". Ou ainda na raiva dissimulada de "tame". enfim é como se cada canção fosse um enorme mundo a descobrir, perfeita deambulação entre o experimentalismo, o formato canção, e as emoções reais e verdadeiras. È como se "doolittle" conseguisse em 40 e tal minutos, fazer caber lá dentro toda a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pop&lt;/span&gt; a sério. E isso é incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Doolittle" é acima de tudo um disco completíssimo e fantástico nos seus propósitos. e que ainda por cima consegue soar sempre natural, como se os pixies estivessem ali a ensaiar ao pé de nós. È como se cada nota emanada o seja "por acaso" e vai-se a ver e aquilo cabe tudo na perfeição. Não tem tempos mortos, não tem temas menos bons, não tem absolutamente nada que não seja perfeito. E isso é daquelas coisas quase ímpossíveis de atingir, e que acontecem uma vez na vida. No caso dos pixies talvez isso tenha acontecido mais que uma vez. No entanto este é o verdadeiro grito do ipiranga desta banda ímpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;10/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-9180779237659703553?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/9180779237659703553/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=9180779237659703553' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/9180779237659703553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/9180779237659703553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/02/vintage-pixies-doolittle1989.html' title='Vintage: Pixies - Doolittle(1989)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3794663255497782350</id><published>2007-02-01T20:32:00.000Z</published><updated>2007-02-01T21:37:14.318Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='little miss sunshine'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Little miss sunshine de Jonathan Dayton e Valerie Faris</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B00005JP5J.01.LZZZZZZZ.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ter visto este "little miss sunshine" na altura em que estreou, foi um pecado mortal que mereceria umas belas chibatadas. Estava já de tronco nu e de cinto em punho, até que, antes de me autoflagelar, me apercebi que estava a trasado para a faculdade. "Bah pensei eu, está aqui um gajo a querer matar-se porque perdeu um filme de que com certeza iria gostar para ir à fuck...Bem vou ver o "stranger than fiction" ". Não fui pois, mas comprei o Público naquele dia - e apercebi-me que o filme ainda estava em exibição, nomeadamente no saldanha. Preferi no entanto a chibata: e voltamos à estaca zero - tronco nu cinto em punho, até que me lembrei de ir ao site do público ver se o filme ainda poderia estar nalgum cinema esta semana. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Touché&lt;/span&gt;. O king ainda o exibia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta introdução não serve para nada, senão para dizer que se eu não tivesse conseguido ver "little miss sunshine" , mereceria a quituplicar(e apenas porque não me lembro dos termos acima para adicionar o "duplicar), todas as chibatadas que desse. Todas. A verdade é que este filme é uma pérola familiar feita por dois estreantes. È uma comédia simples, verdadeiramente simpática, que toca em qualquer coração mais incauto: que faz rir, que faz chorar, que faz embevecer, comover, no fundo partilhar as aventuras daquela família meio disfuncional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È o pai que se diz vencedor, tentando incutir isso aos filhos, mas está na ruína... é a mãe meio psicótica que fuma sem ninguém saber; È o avô ex-militar que snifa coca e vê avidamente revistas pornográficas; È o tio homosexual com tendências suicidas; È o filho que fez um voto de silêncio. E é a filha que quer ser miss com apenas 7 anos. E é na filha que está o cerne da história: esta família inteira vai sair de Albuquerque, Novo méxico, rumo à california para que a miúda de 7 anos possa cumprir o sonho de participar num concurso infantil. Esta é o pretexto para o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;road-movie&lt;/span&gt; que se segue..e que talvez mude de alguma forma aquela família - pelo menos as peripécias que vão acontecendo são mais que suficientes para deixar qualquer pessoa interessada no desenrolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para além do mérito da simpatia com as personagens o filme tem ainda em Abigail Breslin (a pequena miúda de 7 anos que quer ser miss) a grande revelação. Porque para além do adocicado que ela vai transmitindo, conseguimos ver nos olhos da miúda todo o seu sonho, a ilusão infantil e ingénua da beleza que ela possivelmente não terá. No entanto é esta a justificação mais que suficiente para fazer toda a família acreditar no sonho - ou não acreditando nele, pelo menos perceber que se pode viver para além disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Little miss sunshine" é uma comédia em tons dramáticos. Mas, acima de tudo é uma comédia, e que olha com um tom ironizante e farsante a própria vida. E que leva o espectador a sentir-se parte daquela jornada para levar a miúda ao raio do concurso, cheia de miúdas cujos pais são mestres na disfuncionalidade ilusória daquele tipo de competição: aquele tipo de coisa onde podemos dizer "só os americanos". È verdade que carrega em si um pouco do cliché da "família em risco", mas acabado o filme parece-nos que os laços saem mais fortes.  E que possivelmente gostaríamos de conhecer esta família num dia qualquer, e falar com ela sobre tudo e sobre nada. Um filme delicodoce que é urgente ver. E pode ser que, por algum milagre da vida, consiga arrebatar o prémio máximo da indústria hollywoodesca - sem estar nada mas nada perto desse mesmo sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3794663255497782350?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3794663255497782350/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3794663255497782350' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3794663255497782350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3794663255497782350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/02/little-miss-sunshine-de-jonathan-dayton.html' title='Little miss sunshine de Jonathan Dayton e Valerie Faris'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3943650503216279001</id><published>2007-01-28T17:04:00.000Z</published><updated>2007-01-31T02:46:55.164Z</updated><title type='text'>O QUE O PEQUENO ALBERGUE À BEIRA MAR TEM POR AÍ...</title><content type='html'>Peixe musical fresco. Ou não. Coisas a que eu devia ter dado mais atenção no decorrer de 2006 e que agora vou falar delas. E coisas giras de 2007 Evoluções e assim. Bandas novas e concertos aí a estalar. E coisas do género. Dentro do nosso pequrenino T0 engalfinhado aqui à beira-mar. Aqui vai a primeira pescada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MADCAB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://myspace-804.vo.llnwd.net/00484/40/86/484256804_m.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tipos lisboetas que, de início, eram um bocado acusados pela faceta grunge, vão editar o álbum de estreia. Chamar-se-à "keeping wounds open" e os quatro temas em escuta denotam algo desde já: evolução. Agora estamos em patamares tipicamente rock com a "catchy beggars", algumas pinceladas indie pelo meio com "sweet bone chill", o instrumental de "Commercial suicide", que tem um tom relativamente idêntico àquilo que o baterista Luís costa tem no seu projecto a solo- embora este tema tenha uma abordagem mais pesada e muito interessante. Ainda existe "mind bender", este sim vai de encontro à sonoridade passada da banda, embora com uma roupagem bem mais personalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Keeping wounds open" parece ser coisa boa, se atentarmos às faixas escutadas. Agora é ouvir as outras seis e esperar que elas consigam manter a bitola destas quatro. Eu acredito que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/madcab"&gt;http://www.myspace.com/madcab&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MY CUBIC EMOTION&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://myspace-905.vo.llnwd.net/01559/50/93/1559503905_m.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pombalenses my cubic emotion editaram no ano passado "It's violent juliette, don't look". Nota-se claramente aqui uma maturação sonora bastante assinalável: o emocore da banda não é tão incipiente como o de há uns tempos, a produção é muito razoável e os temas são bons o suficiente para deixar um gajo interessado. No entanto existe uma normal colagem de outras bandas dentro do género. A verdade é que, embora bem mais aprumados tecnicamente os my cubic emotion não se distanciam muito dos seus pares do emocore. A grande diferença é que têm talento para a coisa: sabem criar os tais bons temas que captam interesse - e num género cada vez mais estagnado isso parece ser o mais importante. Atentem no excelente refrão de "behind the clowning" por exemplo. Pena não terem reciclado a "let's just be poetic when we die" mas acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/mycubicemotion"&gt;http://www.myspace.com/mycubicemotion&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TAPE LOADING ERROR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a7.ac-images.myspacecdn.com/images01/24/m_8b4e049430c3defd6517cd1433d18236.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È só um tipo, Rodrigo Costa de seu nome. Vagueia em caminhos mais indie, relacionados com diversas bandas que eventualmente pertencerão ao circuito brit-pop. Há aqui um certo conceito de rock dançável que vem de bandas como bloc party ou mesmo de uns franz ferdinand - a grande diferença é que é algo um pouco mais soturno e programático.&lt;br /&gt;Sim, não é propriamente a coisa que eu mais gosto no mundo...no entanto aqui há um elemento  sedutor, possivelmente resultante de um certo amadorismo propositado diria eu. enfim é bom ver gente autodidacta que consegue criar bons motivos de interesse na sua música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/tapeloadingerror"&gt;http://www.myspace.com/tapeloadingerror&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RIDING PANICO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://myspace-203.vo.llnwd.net/01358/30/28/1358918203_m.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro ponto: aquele nome pá...não vai ao sítio. Não sei porquê não lhe acho piada. Pronto. No entanto a música destes lisboetas, que vêm mais ou menos do mesmo grupo de amigos de uns linda martini ou if lucy fell(ou pelo menos derivam mais ou menos do mesmo local, se eu não estiver muito enganado) é esmagadora. Pelo menos cria grandiosos ambientes, decorrentes de um post-rock misturado com uma certa sonoridade lounge, com algumas programações pelo meio. O resultado é uma sonoridade densa e já muito personalizada. A verdade é que os riding panico poderão ser a next-big-thing portuga se lhes derem espaço para crescer e se, sobretudo, os deixarem percorrer o caminho. fica aqui a atenção(que felizmente não é exclusiva aqui do barracão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/ridingpanico"&gt;http://www.myspace.com/ridingpanico&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CONCERTOS E ISSO:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agenda fica agora com mais dois concertos portugas: men eater + os before the torn serão os primeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i99.photobucket.com/albums/l310/radioactivesounds/17fev_ltus.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do bem recebido ep, os men eater vão editar o seu primeiro disco,  de nome "hellstone". Se no ep as influências de sludge eram evidentes, nas músicas que a banda disponibilizou no seu myspace, parece-me que isso se nota ainda mais embora nunca existe uma colagem a nada. Tal como está escrito no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flyer&lt;/span&gt; o concerto realizar-se-à no dia 17, 3 euros será a entrada e o início das hostes está marcada para as 22 horas. E como bónus terão ainda os before the torn, banda portuga de death metal melódico com algumas influências de hardcore(rótulo manhoso aqui do je), e que já foi alvo de uma pertinente entrevista há uns tempos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/meneaterdoom"&gt;http://www.myspace.com/meneaterdoom&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/beforethetorn"&gt;http://www.myspace.com/beforethetorn&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e agora o de twenty inch e fiona at forty pois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.asiderockers.com/20inch/poster_lotus.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que irá ser o último concerto de bandas nacionais no lótus bar, terá como intervenientes os twenty inch burial e os fiona at forty, que saberão concerteza dar àquela casa um último fôlego que ela mereça, e realçar a pouca vergonha que é ver um palco daqueles fechar. Mas enfim a crise é para todos, e sem saber quais foram as razões do fecho do melhor projecto de sempre do miguel ângelo (opinião claramente tendenciosa, mas calculo não ser o único.. :P) digo desde já que tenho uma pena do caraças que o lótus bar vá fechar. e mea culpa para mim que admito nunca lá ter ido - embora cascais não fique propriamente aí à mão de semear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;concerto começa às 23 horas, portas abrem às 9 e meia, 4 aéreos é o preço. Pronto. Informação meio supérflua porque está tudo no cartaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/twentyinchburial"&gt;http://www.myspace.com/twentyinchburial&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/fionaatforty"&gt;http://www.myspace.com/fionaatforty&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandas, concertos, links... agora é com vocês pá. e podem crer que isto é uma mini-gota num oceano que se vai revelando cada vez maior. e ainda bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3943650503216279001?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3943650503216279001/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3943650503216279001' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3943650503216279001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3943650503216279001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/01/o-que-o-pequeno-albergue-beira-mar-tem.html' title='O QUE O PEQUENO ALBERGUE À BEIRA MAR TEM POR AÍ...'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-3185551403040866965</id><published>2007-01-23T23:44:00.000Z</published><updated>2007-01-24T00:36:55.343Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vintage'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='burning airlines'/><title type='text'>Vintage: Burning airlines - mission control!(1999)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf600/f631/f63186fpurw.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é aquela altura chata em que nunca costuma sair nada de especial a nível musical. se no cinema são filmes atrás de filmes com bastante importância a surgir por aí, a música porquanto fica um bocadinho e fora. Pelo menos à primeira vista. E é por isso que nesta altura ainda poucas coisas ouvi de 2007: ficam à escuta os três discos que já referenciei algures- explosions in the sky, jesu e aereogramme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os burning airlines resultaram da separação dos jawbox: banda de culto, que se caracterizava por &lt;span style="font-style:italic;"&gt;riffs&lt;/span&gt; de guitarra um pouco mais agressivos, que deu azo a ser fonte de influência duns deftones por exemplo. E os burning airlines continuam nesta senda, embora num tom um tudo nada mais limpo ,menos negro: é um tipo de rock mais acessível mas ao mesmo tempo também nunca deixa de se sentir o peso instrumental- daí que a acessibilidade dele seja um pouco uma faca de dois gumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prova disso é a abertura com "carnival": voz agressiva riff sujo de guitarra, refrão a condizer. e pronto. Mais "na tua troma" que isto não podia ser. E o disco vai-se revelando todo nesta toada meio descontraída, mas ao mesmo tempo nunca deixa de se apurar a nível de agressividade. e de ser um bom compêndio de temas que, muito por causa de não estarem na &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pole position&lt;/span&gt; de nenhum género, conseguem valer por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: "Mission control!", não é aqui nem na ilha de páscoa, um disco muito inovador. Nem sequer é muito lembrado nos meandros de rock: é antes apreciado por uma imensa minoria. e é dentro desse estatuto que o disco se pode inserir. Afinal ele não parece ser catchy que chegue para chegar a grandes vôos.&lt;br /&gt;  E o problema(ou nem por isso), é esse. "Mission control!" é a tal faca de dois gumes: se por um lado não tem uma sensibilidade pop apuradíssima, por outro é um autêntico vício quando é totalmente interiorizado. À primeira audição parece ser mais um anónimo no meio: e é na guitarra meio desviante de "Pacific 231", no frenesim que é "Meccano", no tom entre o rock mais comum e o grunge de "3 sisters", ou na distoção sónica de "Crowned", que se evidencia. È portanto um disco de pequenos pormenores, de pequenas especificidades que o conseguem tornar único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que temos em "mission control!" é uma banda que quer fazer rock de uma forma geral, que depois adiciona pormenores deliciosos à sua sonoridade. E, como quem não quer a coisa, acaba por refrescar o rock mais convencional de uma forma muito curiosa e bem conveniente. È uma sólida colecção de temas com algum experimentalismo à mistura que anda por aí disponível nas mulas e nos pássaros azuis da vida. Ou assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-3185551403040866965?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/3185551403040866965/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=3185551403040866965' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3185551403040866965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/3185551403040866965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/01/vintage-burning-airlines-mission.html' title='Vintage: Burning airlines - mission control!(1999)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116879890870079441</id><published>2007-01-14T18:01:00.000Z</published><updated>2008-12-09T00:51:24.710Z</updated><title type='text'>SIMPÁTICAS RODELAS PARA 2007</title><content type='html'>Sim, esta é aquela típica posta onde se colocam alguns discos que poderão(ou não) fazer de 2007 um ano do caraças a nível musical. Aqui ficam alguns novos registos que irão surgir(ou que já aí andam por vias alternativas), e que me enchem de boas expectativas - ok, alguns deles eu já ouvi qualquer coisa, mas isso agora não interessa. Ficam aqui algunss discos internacionais- talvez faça uma coisa deste género para o nosso cantinho- que me parecem pertinentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora cá vão eles pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AEREOGRAMME - MY HEART HAS A WISH THAT YOU WOULD NOT GO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/1096/2505/320/myheartcover.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste eu já falei não foi? Pois... No entanto não é problema nenhum falar outra vez. Até porque este disco, a ser editado para o mês que vem, é uma agradabilíssima confluência de melodias pop, com alguns trejeitos mais indie, envolvidos em temas do cacete. Um disco recheado de verdadeiros bombons pop, que terão o seu auge na primavera- pelo menos esta é a minha ideia(já pus por aqui uma ligaçãozita para o adquirirem- vide as postas de novembro)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;EXPLOSIONS IN THE SKY - ALL OF A SUDDEN I MISS EVERYONE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.temporaryresidence.com/images/covers/trr99.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o post-rock é, muitas vezes, um longo emaranhado de sonoridades, os explosions in the sky preferiram ir pelo caminho mais simplista. Este novo disco percorre um trilho bem mais simples, menos elaborado, no entanto criado com sentimento suficiente para nunca se perder de vista. e apesar de mais simples, não quer dizer que ele não vá percorrendo variadíssimos estados de espírito e de alma. Parece-me grande, mas tudo a seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PELICAN - CITY OF ECHOES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.hydrahead.com/pelican/gallery/band/pelican_pr_05b_m_4c.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, já perceberam que ainda não temos capa deste. E, para ser sincero, estou totalmente acagaçado(sim a palavra condiz bem com o estado da mente) com este novo álbum da banda. Porque o anterior "The fire in our throats will beckon the thaw", é absolutamente perfeito - aliás para comprovarem esta minha opinião, é só irem ler a crítica manhosa que fiz ao disco deles. E como raio é que se faz um disco a seguir à perfeição? Difícil, muito difícil. Mas pelo menos, daquilo que já está disponível, dá para perceber que os pelican não se encostaram à bananeira, nem continuaram com as gigantes melodias uptempo e pelo estigma da (maravilhosa)repetição. È irem ver estes três links que a banda disponibilizou, e que dão algumas pistas sobre os novos caminhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bwilms.com/temp/Pelican/Pelican_-_20061016_-_01_Bliss_and_Concrete.mp3"&gt;http://www.bwilms.com/temp/Pelican/Pelican_-_20061016_-_01_Bliss_and_Concrete.mp3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bwilms.com/temp/Pelican/Pelican_-_20061016_-_03_Dead_Between_The_Walls.mp3"&gt;http://www.bwilms.com/temp/Pelican/Pelican_-_20061016_-_03_Dead_Between_The_Walls.mp3&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bwilms.com/temp/Pelican/Pelican_-_20061016_-_06_City_Of_Echoes.mp3"&gt;http://www.bwilms.com/temp/Pelican/Pelican_-_20061016_-_06_City_Of_Echoes.mp3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora,e porque não cheiro assim tão mal, digo que arranjei estes links no belo do amplificasom. Obrigados pá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAIN OF SALVATION - SCARSICK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_dfqicdME46Y/RaTO_N4YYaI/AAAAAAAAAEA/gHyGMt0R2iM/s320/pain_scarsick.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È provavel que os Pain of salvation sejam a banda mais..hum confusa do mundo. Pode-se dizer que tocamrock progressivo, pode-se dizer que são quase génios dentro do género, e pode-se igualmente dizer que "Sacrsick" é uma confusão sem precedentes. O que não quer dizer que não haja uma lógica inerente à disparidade instrumental.Depois do demasiado conceptual "Be" e da fabulosa experiência do best-of-meio acústico- conceptual, o grupo está de volta com mais um trabalho que promete muita dedicação ao ouvinte. Vamos todos dá-la pá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JESU - CONQUEROR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_dfqicdME46Y/RafHid4YYcI/AAAAAAAAAEU/nkyPKb7uAzk/s320/JESU_conq_cover.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova banda de Justin K Broadrick está de volta, com um disco que vai buscar muitas reminiscências ao ep "Silver". Distorções, ritmos uptempo, a voz meio arrastada, órgão, e tudo mais. Volta aquele sludge de laivos electrónicos que tanta beleza fez jorrar em "Silver". Agora em formato alargado, é ver se a maravilhosa fórmula não se vai desgastando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e pronto, já tou farto de falar. Agbora vejam lá se dão ouvidelas nisto, para podermos mais tarde discutir na base da alegria esta coisa toda(se quiserem adquirir os dois primeiros discos que aqui aparecem, mais o de jesu, é irem ao bolachas grátis- que não me paga nada para dizeristo bah- cujo link está aqui ao vosso lado ou bem lá pra baixo se andarem com o cocó do internet explorer)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116879890870079441?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116879890870079441/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116879890870079441' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116879890870079441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116879890870079441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/01/simpticas-rodelas-para-2007.html' title='SIMPÁTICAS RODELAS PARA 2007'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dfqicdME46Y/RaTO_N4YYaI/AAAAAAAAAEA/gHyGMt0R2iM/s72-c/pain_scarsick.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116863083027322892</id><published>2007-01-12T19:11:00.000Z</published><updated>2007-01-12T19:40:30.286Z</updated><title type='text'>The blood brothers - Young machetes(2006)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh600/h699/h69946zuo1z.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os blood brothers nunca foram propriamente a banda mais normal do mundo. com uma sonoridade completamente mesclada de muito lado(desde o noise, passando pelo rock mais pesado, apontamentos por vezes jazzísticos, e até algumas referências pop), o quinteto sempre teve uma sonoridade inabalável, e estranhamente apelativa. Digo "estranhamente" porque não é normal que um grupo com uma cacofonia sonora considerável consiga soar tão bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E assim é "Young machetes". Um disco que flui perfeitamente, riquíssimo na sua textura musical, e recheado de bombons musicais como poucos. Aliás, e sem conhecer muito bem o passado da banda, arrisco-me a dizer que ela sempre foi assim: complexa, complicada de entranhar, mas quando isso acontece não se quer outra coisa. Ainda por cima aquilo que o grupo de Seattle ainda faz é deixar-nos presos a alguns refrões que colam na perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Antes de editarem este novo disco, a banda disse que ele iria ser um retorno à sua sonoridade mais antiga, um pouco mais frenética. Eu, sinceramente, não consigo ver isso muito explícito no decorrer da rodela, já que aquilo que ouvi deles anteriormente não é tão antigo como isso: diz respeito aodisco "Crimes" aquele que precedeu deste. O que eu vejo mais em "Young machetes" é uma banda que sabe bem aquilo que quer: arrisca um registo um tudo nada mais soft com o tema "Laser Life"- e atentem que este é um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;soft&lt;/span&gt; à blood brothers..tem algumas experiências noise e uma curiosa inclusão de teclados no refrão-, exalta raiva de uma forma absolutamente contagiante, com a excelente abertura que é "Set fire to the faces on fire", vai para um registo que se balanceia entre o frenético, o quase sofredor(a voz de falsete com o piano), e o rock um pouco mais comum, na grande "Camouflage,camouflage".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto os blood brothers são aquele tipo de banda que já sabe perfeitamente qual é o seu lugar, e que caminhos deve seguir. a maturidade já está concluída, e agora é ir atrás de composições que façam prevalecer o estatuto, sem existir acomodamento a uma letargia que acontece muitas vezes. È isto precisamente que o quinteto faz. E com tudo isto brinda-nos com um álbum completo, complexo, sedutor, ainda por cima para uma sonoridade estranha para tantos. Um óptimo esforço que, embora não me tenha  arrebatado por completo(falta-lhe por vezes um escape para a própria sonoridade da banda- a variedade é tanta que é realmente complicado escapar por qualquer das pontas), merece toda a atenção, e tem uma facilidade de rodagem incrível no meu rádio/leitor de mp3. Pena não o ter ouvido a tempo da lista de melhores do ano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116863083027322892?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116863083027322892/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116863083027322892' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116863083027322892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116863083027322892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/01/blood-brothers-young-machetes2006.html' title='The blood brothers - Young machetes(2006)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116838157760889909</id><published>2007-01-09T21:58:00.000Z</published><updated>2007-01-09T22:48:54.190Z</updated><title type='text'>HILLS HAVE EYES</title><content type='html'>UM NOVO RUMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img232.imageshack.us/img232/8067/s404445512liw5.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascidos das cinzas dos skapula, os hills have eyes cresceram rapidamente. Fazem assentar o seu som num rock mais virado para uma certa toada &lt;span style="font-style:italic;"&gt;emo&lt;/span&gt;, um pouco à semelhança dos já mencionados skapula. no entanto nota-se uma maturidade latente nestes novos temas, e uma contínua capacidade em fazerem boas canções, com refrões dignos desse nome, e com uma consistência já muito apreciável. Os hills have eyes já são talvez uma das bandas mais adultas da fornada setubalense, e uma promessa musical a seguir com toda a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aqui estão eles em nome próprio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De onde veio a necessidade de criar os hills have eyes, depois dos skapula?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas pessoal,&lt;br /&gt;A necessidade de criar os Hills Have Eyes surgiu depois de algumas mudanças na formação dos Skapula. Entraram elementos com outras mentalidades, e penso que a nossa própria mentalidade enquanto banda mudou em relação aos primórdios. Aliás, penso que foi isso mesmo, já ninguém se identificava com o "conceito" que fez nascer os Skapula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em linhas mestras, a vossa sonoridade agora não é muito diferente daquela que praticavam anteriormente. Querem tentar desmistificar esta noção?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, em termos gerais obviamente que a sonoridade não "foge" na totalidade à que praticavamos anteriormente. Penso que isso também se reflecte um pouco mais porque a voz é a mesma, sendo por isso mais fácil de identificar. Mas de qualquer maneira parece-me que é notória uma evolução,e existem outros elementos que não faziam parte do projecto anterior. A entrada do Pedro (baterista) e do China (guitarrista) ,quando nos  Skapula só tinhamos uma guitarra, acho que foram importantes no amadurecimento do som e também nos permitiram fazer coisas que se calhar não conseguíamos fazer antes.&lt;br /&gt;De qualquer maneira, para nós é mais fácil identificarmo-nos com aquilo que fazemos neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Querem contar como foi o processo de produção e gravação de "All doves have been killed"?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longo! Não correu inicialmente como planeavamos, e foi bastante demorado... tanto a gravação, como o lançamento.&lt;br /&gt;Inicialmente tivemos um problema que atrasou o inicio das gravações que foi a saida do Hugo Raminhos, actual baterista dos One Hundred Steps, e a entrada do Pedro Pais que tocava nos More Than a Thousand. Isto aconteceu logo quando começámos a gravar e obviamente atrasou um pouco as coisas.&lt;br /&gt;Podia  estar aqui a dizer-te que foi uma experiência brutal mas não estaria a ser completamente verdadeiro. Teve o seu lado bom claro, mas também foi recheado de problemas e de bastante morosidade. Mas o melhor para nós foi ver que os nossos esforços deram resultado, e ficámos contentes com o resultado final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como tem sido a recepção, tanto pelos media como pelas pessoas, em relação ao álbum?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido muito boa. Temos tido boas críticas, tanto da imprensa como do pessoal todo, e é isso que nos dá mais força para continuar.&lt;br /&gt;Obviamente que irá have sempre quem não gosta,e mas acima de tudo fazemos o que gostamos e queremos. E se há gente que gosta, são esses que nos importam e a quem temos de agradecer o apoio que nos dão, tanto nos concertos como em e-mails, ou no myspace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O disco foi produzido pelo Ricardo Espinha. Em que medida é que ele foi importante para que o disco resultasse como resultou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi importante sem dúvida, e temos que lhe agradecer. O Espinha ajudou-nos muito, mas como te disse existiram alguns problemas que atrasaram o fim das gravações... problemas esses que não são importantes para referir agora. Mas somos bons amigos do Espinha, e sem dúvida que ele é dos melhores a fazer o que faz cá em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O "The same old story again and again" é o primeiro single,certo? Porque é que o escolheram como tal(ou pelo menos é a canção que costuma fechar os concertos), quando têm um tema tão catchy como "Those birds won't bother us anymore"? - sim, isto é uma opinião pessoal, mas pergunto isto numa toada de curiosidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, podes considerar como o primeiro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;single&lt;/span&gt;. Usamos mais a "the same old story again and again" na promoção, porque foi a música que consideramos funcionar melhor. Tal como tens a tua opinião acerca da "those birds.." ,que nós em parte também concordamos, se calhar há outras pessoas que pensam precisamente o contrário de ti . È como tu dizes, é uma opinião pessoal. Mas de qualquer maneira estas duas músicas foram disponibilizadas por nós no myspace antes de lançarmos o ep : foram as duas escolhidas para promover o "all doves have been killed" na sua fase inicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Até agora, qual foi o momento mais alto da banda? Tudo bem, que ainda só passou um ano e pouco, mas já têm algum momento assim maior que os outros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou realmente muito pouco tempo, mas foi muito bom para nós termos chegado a acordo com a Recital e a Punk Nation Records. Nós começámos do 0 e conseguimos editora em Portugal e no estrangeiro com o ep de estreia, acho que foi muito bom para nós.&lt;br /&gt;A outro nível, os concertos que fizemos com More Than a Thousand foram excelentes, tiveram muito público a aderir, e foram sem dúvida momentos altos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"All doves have been killed" vai sair este ano no mercado internacional. Têm algumas expectativas em relação a poderem ganhar notoriedade no estrangeiro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos algumas expectativas, mas nada demais. Não podemos esquecer-nos que é um EP, e ir sair no mercado internacional já é algo muito bom.&lt;br /&gt;A Punk Nation Records é uma filial ,digamos assim mais "rock", da editora I Scream Records , que é uma editora já relativamente grande na area do hardcore. Tem por exemplo bandas como Ramallah e Agnostic Front, e tem bons canais de distribuição. É bom podermos já dar a conhecer a banda no estrangeiro, e depois irmos também promover o ep com concertos lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para além da edição internacional do disco, que mais estão à espera de fazer em 2007?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além disso, estamos a planear uma tour europeia para depois da edição do EP, que deve ser em Março, Abril. Continuar a tocar o máximo possível em Portugal, e compôr um futuro álbum que estamos a pensar gravar em Setembro/Outubro para sair ainda no final deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pela entrevista e um abraço para todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HILLS HAVE EYES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;página do myspace - &lt;a href="http://www.myspace.com/hillshaveeyesmusic"&gt;http://www.myspace.com/hillshaveeyesmusic&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116838157760889909?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116838157760889909/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116838157760889909' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116838157760889909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116838157760889909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/01/hills-have-eyes.html' title='HILLS HAVE EYES'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116803314823274312</id><published>2007-01-05T21:09:00.000Z</published><updated>2007-01-05T21:39:08.246Z</updated><title type='text'>The prestige de Christopher Nolan</title><content type='html'>&lt;img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/d/d2/Prestige_poster.jpg/405px-Prestige_poster.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Qual é o valor de uma boa história? E que valor tem ela quando é bem contada? Estas serão porventura as grandes questões de "The prestige", o novo filme de Christopher Nolan. No fundo está tudo em contar uma história. E em contá-la bem. Nolan tem feito isso ao longo dos seus filmes: tanto "Memento" como "Insomina"(não vi a bela da ressurreição do batman) são histórias bem contadas, embora cada uma delas com características particulares. A primeira é uma história que gira em torno de um homem que não tem memória imediata. E ele consegue fazer com que o espectador se torne aquele personagem, ao dar-lhe o mundo ao contrário, tal como Guy pearce o via. Em "Insomnia" atingse-se um complexo de culpa criado pela atitude do polícia, que nunca mais conseguirá viver decentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em "The prestige" assistimos à constante rivalidade entre dois antigos companheiros de ofício: Borden e Angier. Enquanto o primeiro é mais rude, e também arrisca mais nos seus truques, o segundo deixa-se primeiro revelar pela sua distinta classe, para então depois mostrar a sua pior face. No fundo são dois anti-heróis que ali estão e que, ao longo do filme, se vão iludindo um ao outro: e desgraçando a vida um do outro. Havendo ainda lugar para o mentor de Angier(um sóbrio Michael caine que também tem duas faces), e para uma mulher: Olivia(a bela da Scarlett que fica muito bem com aqueles vestidotes todos apertados do século XIX).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Esta é então uma história de época, baseada na magia. Pode-se portanto dizer que Nolan tinha já meio caminho feito: não é preciso atirar areia para os olhos do espectador. simplesmente ele ir-se-à envolvendo, sem ter total certeza se quer saber o que acontece diante de seus olhos. A verdade é que a solução para o enigma acaba por ser mais simples que aquela que parecia. Mas também é verdade que disso já nós deveríamos estar conscientes, passado meia hora do início da projecção. se calhar só não estamos porque queremos ficar ignorantes: queremos acreditar naquilo que estamos a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E como isto é um artifície que surge dentro do contexto da magia, não é preciso que nolan colocasse lá fosse o que fosse para deixar tudo fluír. E é precisamente isto que ele faz: para uma história inteligente, um realizador inteligente. Enquanto vemos os dois inimigos a enganarem-se um ao outro, muitas vezes em momentos temporais diferentes, vamos sempre desaguar ao ónus da história...que é o seu fim. A tal história do "prestige" que não é mais que o terceiro passo para se fazer um truque de magia(e daí a tradução portuga).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "The prestige" é realmente um bom filme. Com uma boa história. Com bons actores, embora jackman já perdia um tudo nada aquele ar meio galanteador, e um david bowie meio ovni que fez muito bem em aparecer. È quase uma espécie de lição em como fazer um filme escorreito, que se vê com agrado, que é arguto nos seus propósitos, e que desafia o espectador. não é uma obra-prima, e não é melhor que "Memento", estando talvez ao nível de um "Insomnia"(ou talvez um tudo nada acima), mas tem carisma e merece ser visionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116803314823274312?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116803314823274312/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116803314823274312' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116803314823274312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116803314823274312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/01/prestige-de-christopher-nolan.html' title='The prestige de Christopher Nolan'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116784255511537797</id><published>2007-01-03T15:53:00.000Z</published><updated>2007-01-03T20:38:59.336Z</updated><title type='text'>TOP 2006 INTERNACIONAL</title><content type='html'>Pronto. Aqui vem o último dos tops de 2006. Também já não era sem tempo, que isto dos balanços chateia-me um bocado. Primeiro que nada, acho que exagerei na sua quantidade(ter quatro postas/tops é recorde), depois porque são sempre relativos, já que me faltam sempre coisas para ouvir. Este ano foi o novo dos blood brothers, o "amputechture" dos mars volta, e os boris com richio kurihara. Já para não falar de ausências como o "the eraser" do thom yorke que ouvi mais tardiamente, ou coisas mais mainstream como pearl jam que nem ouvidela dei. Assim, aqui fica o top 30 possível, fruto de algumas audições apaixonadas, e outras quase desesperantes para entender aquele tal disco. E fico com a ideia que 2006 foi um grande ano para o país do sol nascente. Reparem: mono, boris, envy, todos figuram nos 10 primeiros. Os boris têm até 2 entradas no top, o que não deixa de ser giro. De qualquer forma, aqui ficam os 30 discos que, de uma forma ou de outra me marcaram mais durante os 365 dias do ano anterior:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SAOSIN - SAOSIN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh400/h453/h45364y72ox.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 -&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/07/peeping-tom-peeping-tom-2006.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PEEPING TOM - PEEPING TOM&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh300/h338/h33805t3334.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/03/mogwai-mr-beast2006.html"&gt;MOGWAI - MR BEAST&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh200/h222/h22296qfmrt.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/05/artic-monkeys-vs-danko-jones-ou-o.html"&gt;DANKO JONES - SLEEP IS THE ENEMY&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh200/h258/h25816svten.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DEATH BEFORE DISCO - BARRICADES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh400/h420/h42016b4cv8.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;UNEARTH - III: IN THE EYES OF FIRE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh400/h416/h41617prbmv.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TV ON THE RADIO - RETURN TO COOKIE MOUTAIN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh300/h375/h37585wf0fd.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MUSE - BLACK HOLES AND REVELATIONS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh300/h371/h37163h03d1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/09/alexisonfire-crisis2006.html"&gt;ALEXISONFIRE - CRISIS&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh400/h432/h43209aap9e.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TOOL - 10.000 DAYS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh200/h297/h29731z4z1m.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 -&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/11/deftones-e-dead-poetic-ou-como-o-rock.html"&gt;DEFTONES - SATURDAY NIGHT WRIST&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh900/h943/h94341k65ma.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CALLISTO - NOIR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.fullhouserecords.com/rooster/roosterstore/images/cal_noir.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh300/h358/h35871eq0c9.jpg"&gt;UNDEROATH - DEFINE THE GREAT LINE&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh300/h358/h35871eq0c9.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;KATATONIA - THE GREAT COLD DISTANCE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.mrocznastrefa.com/recenzje/katatonia-the_great_cold_distance.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 -&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; INTRONAUT - VOID&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh400/h479/h47925disp9.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RED SPAROWES - EVERY RED HEART SHINES TOWARD THE RED SUN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh600/h656/h65655d4ziy.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 -&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/11/deftones-e-dead-poetic-ou-como-o-rock.html"&gt;DEAD POETIC - VICES&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh900/h978/h97874zg6bm.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MASTODON - BLOOD MOUNTAIN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.thegauntlet.com/pix/mastodon-blood_mountain.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BORIS - PINK&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh300/h317/h31737uy58r.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;KILLSWITCH ENGAGE - AS DAYLIGHT DIES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh900/h979/h97996x93nv.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/04/mono-you-are-there-2006.html"&gt;MONO - YOU ARE THERE&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh200/h274/h27449psg7m.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma abordagem relativamente simplista ao post-rock, os japoneses mono conseguem momentos de rara beleza musical. Sem perderem as características que conhecemos de trabalhos anteriores, conseguiram evoluir o suficiente para nos oferecer mais uma rodela recheada de grandes momentos. Um disco que pisca o olho ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sludge&lt;/span&gt; e que tem como maior mérito envolver-nos de tal forma nele, que não o iremos conseguir esquecer. Sim, ele é grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 -&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/06/cult-of-luna-somewhere-along-highway.html"&gt; CULT OF LUNA - SOMEWHERE ALONG THE HIGHWAY&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.gutsofdarkness.com/pochettes/773_8013.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do fabuloso "Salvation", os cult of luna voltam com um disco consideravelmente mais leve, mais próximo de sonoridades &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post-rockianas&lt;/span&gt;. E se isso se pode estranhar à partida, a verdade é que nos vamos deixando levar pela toada menos agressiva, e acabamos de boca aberta face à enorme intensidade de "Dark city dead man", que fecha o álbum. Mais que um grande disco, é um passo muito seguro numa carreira que se vai afigurando brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/06/scarlet-this-was-always-meant-to-fall.html"&gt;SCARLET - THIS WAS ALWAYS MEANT TO FALL APART&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh100/h140/h14061cr6v8.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um caos sonoro consideravelmente mais simplista que os de uns converge, os scarlet oferecem aqui um absoluto portento de peso, com alguns retoques melódicos. Um disco que vai de noise, até metalcore, e que possui ainda uma raríssima sensibilidade pop, que lhe dá um toque refrescante. Como se fosse posível juntar tudo num saco, e de lá saír uma sonoridade fluída e coerente. Como esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;THESE ARMS ARE SNAKES - EASTER&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh400/h428/h42840op4o1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com influências de gente como at the drive in, os these arms are snakes, pautam-se por uma dicotomia entre o frenético da voz e das guitarras, com as estruturas sólidas de cada canção. Não deixa de ser um disco recheado de temas que ficam no ouvido, mas também é um cruzamento entre o rock mais pesado e uma certa noção de noise. Um disco muito inteligente, e que deixou grandes temas para serem ouvidos. Como a gigantone "Sublte body".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/12/converge-no-heroes2006.html"&gt;CONVERGE - NO HEROES&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh900/h966/h96621intu6.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis senão quando uma das bandas mais geniais do mundo, faz o seu disco mais ambicioso. O experimentalismo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;noise&lt;/span&gt; de "No heroes" é notório, bem como o fabuloso caos sonoro. Os converge são grandes músicos, e "No heroes" será provavelmente o exercício experimental do ano. E possivelmente um dos discos mais potencialmente canónicos de 2006(juntamente com "blood mountain" dos mastodon)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/12/isis-in-absence-of-truth2006.html"&gt;ISIS - IN THE ABSENCE OF TRUTH&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://ec2.images-amazon.com/images/P/B000I2K9JW.01._AA240_SCLZZZZZZZ_V39823082_.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são uns Isis que jogam mais pelo seguro. Depois de discos revolucionários como "Oceanic" e "Panopticon", este "In the absence of truth" é quase uma espécie de revisão da matéria dada. Mas quando a matéria é tão boa, e possui tanta qualidade, nós só podemos agradecer a Turner e compinchas(que palavra tão parva meu Deus) por nos terem feito recordar quão os Isis são únicos. E geniais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 -&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/10/norma-jean-redeemer2006.html"&gt;NORMA JEAN - REDEEMER&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh500/h589/h58923zvpve.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o produtor Ross Robinson, os Norma jean tornaram-se uma máquina emocional. Ou emocionalmente poderosa, se preferirem. Passou apenas um ano de "O god the aftermath", e os norte-americanos, decidiram passar o seu hardcore renovado a um plano ainda maior. Com algumas das melhores canções do ano, os norma jean fizeram muito provavelnte, aquele que é o seu melhor disco até à data. O seu mais acessível também, mas isso parece-me absolutamente redutor,face à grandeza daquilo que se vai ouvindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/09/eps-bonitos-e-que-ficam-bem-na-mesa-do.html"&gt;SUNN 0))) &amp; BORIS - ALTAR&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/54/1317/320/Sunn%20O%29%29%20%26%20Boris%20-%20Altar.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os boris são geniais. Os sunn 0))) são geniais. Ambas são bandas que extravasam quaisquer tipos de barreiras sonoras. Ambas não querem agradar em ninguém, preferindo concentrar-se em fazer arte. E os universos das duas são tão diferentes, que se complementam na perfeição neste "Altar". Onde tudo soa único, coeso, perfeito. E ainda tem talvez o melhor tema de 2006: "the sinking belle(blue sheep)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/12/envy-insomniac-doze2006.html"&gt;ENVY - INSOMNIAC DOZE&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.goldstarpr.com/uploads/Envy/releaseArt/1149607133insomniac_doze_coversmall.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão intenso e belo. Tão emocional. Tão diferente da outrora negritude sonora destes japoneses. Um disco onde é fácil a pessoa ficar em baba, dada a absoluta avalanche de sentimentos arrebatadores. Um disco fortíssimo, cheio de fabulosas melodias que se entranham em nós para não mais saírem. Inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/09/khoma-second-wave2006.html"&gt;KHOMA - THE SECOND WAVE&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://ec1.images-amazon.com/images/P/B000EGD21E.01._AA240_SCLZZZZZZZ_V58520418_.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi difícil, mas os Khoma lá ganharam aos envy. Com os japoneses a fazerem um excelente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sprint&lt;/span&gt; final, mas que ainda assim não foi suficiente para me tirar a ideia que já tinha desde praí julho: este "the second wave" iria ser o melhor álbum do ano. Combina um rock mais negro, com alguns elementos que auferem uma atmosfera indie-rock, com algumas ambiências pop. E com uma voz extremamente melódica e suave. Mas aqui o que realmente interessa é a amplitude de todas as canções, de todos os momentos que são descritos. E no meio de tanta perfeição, é impossível ver alguma coisa que falhe. Um disco sólido, escorreito, que é realmente o melhor disco de canções do ano. E o melhor do ano também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E está feito. Acabou-se com os balanços, vamos embora a 2006. Não sei antes falar em bandas que conheci este ano...mas que já existem ao tempo, ou já deixaram de existir. como quicksand ou burning airlines. Ou jawbox. Ou a genialidade de um homem chamado Justin K Broadrick, que fez um grandioso ep com os seus jesu. Ou os discos de verão dos slackers, do matisyahu, dos easyway e aside. Ou a primeira canção digna desse nome, feita pelos strokes("you only live once"). Agora em janeiro, é altura sobretudo para ouvirmos aquilo que faltou de 2006, e para partir à descoberta de bandas ainda desconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, pode-se dizer que já ouvi 3 discos de 2007: aereogramme, jesu, e explosions in the sky. e a nível nacional os madcab prometem ser uma boa surpresa. a ver vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam aqui os tops de 2005 e 2004:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2005 - &lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2006/01/top-2005.html"&gt;http://o-som.blogspot.com/2006/01/top-2005.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2004-&lt;a href="http://o-som.blogspot.com/2005/03/os-melhores-de-2004-finalmente-o.html"&gt; http://o-som.blogspot.com/2005/03/os-melhores-de-2004-finalmente-o.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Agora enfardem-se de música, sem ficarem diabéticos ou coisa do género. E bom ano pois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116784255511537797?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116784255511537797/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116784255511537797' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116784255511537797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116784255511537797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/01/top-2006-internacional.html' title='TOP 2006 INTERNACIONAL'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116778787878462339</id><published>2007-01-03T01:02:00.000Z</published><updated>2007-01-03T01:31:18.803Z</updated><title type='text'>E concertinhos?</title><content type='html'>Pois. Não fui a muitos. Quer dizer, eles é que não vieram até mim. Ok, a danko jones não fui. A mogwai no lisboa soundz também não(e argent?). A sunn 0))) ainda menos, e de certeza que esse figuraria por aqui se lá tivesse posto as patas. Ainda assim há aqueles onde lá consegui ir: alguns bastante bons no super bock super rock, festa do avante, ou mesmo no ipj de setúbal onde infelizmente deveria ter estado algumas das pessoas que tanto apregoam que a nossa música anda nas ruas da amargura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Agora assim de repente lembro.me de alguns concertos. E é sobre alguns deles que vou falar, com uma ordem específica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - ELLA PALMER - IPJ DE SETÚBAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sobretudo pela surpresa: notou-se logo uma diferença sonora enorme quando os ella palmer "subiram ao palco"(porque não havia palco). e depois os temas foram muito bem destilados, a banda tem atitude, e parece toldada para altos vôos. E isso já é mais que importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- OPETH- CLUB LUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Concerto de quase celebração. Com a banda extremamente inspirada, o club lua ganhou uma extraordinária atmosfera, e isso só beneficiou quem lá esteve. No entanto, o que mais impressiona nos opeth, é a sua capacidade em separar as coisas: ora estão a brincar connosco, e a dizer frases um tudo nada mais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;porcalhotas&lt;/span&gt;, ou imediatamente a seguir, voltam-se para os seus instrumentos, e dedicam-se a eles de uma maneira incrível. Um óptimo concerto, que merecia outro espaço que não o do jardim do tabaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- VICIOUS FIVE- FESTA DO AVANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sim, é verdade: achei o concerto da banda do quim bom, mas o do SBSR foi melhor. No entanto vi-o in loco? Não: vi-o através de um ecrã gigante, algo muito mais impessoal e frio. De qualquer forma, o cerne da coisa esteve na quinta da atalaia: o delírio, o riso, os temas para puro deleite, e o melhor frontman português em acção. Se ainda não os viram ao vivo, não percam por amor de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- TOOL- SUPER BOCK SUPER ROCK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande. Sobretudo porque não houve palavras. Nem do maynard nem de ninguém: é o concerto perfeito para se perceber que o que interessa mais é a música. E que, se conseguir estar bem relacionada com a imagem, ela quase que se descreve a ela mesma. Para quê existirem palavras quando as imagens explicam tudo? m concerto tremendamente inteligente e inesquecível. E não não fui ao do pavilhão atlântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- FOR THE GLORY- CLUB LUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendidos? Tivessem ido ao club lua, naquela noite fria de fevereiro, assistir ao regresso a casa dos more than a thousand. E que bem fizeram os setubalenses em convidar uma das bandas mais dedicadas a concertos do nosso burgo. Os for the glory foram inexcedíveis em esforços, tentaram por tudo captar o público, mas sobretudo nós sentiamos-lhes os poros. E ao ver tanta força de vontade junta, um gajo só pode aplaudir feito maluco e, talvez juntar-se à festa. Coisa que por acaso não fiz, mas mesmo assim aquilo que vi chega para a liderança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, e olhando agora para trás, não fui a muitos concertos. Mas também é verdade que, tirando talvez sunn O))),não veio ao nosso belo Portugal nenhuma banda de quem eu realmente gostasse de um modo mais acérrimo. Já este ano com nine inch nails, a coisa promete levar uma volta. E ainda por cima há blood brothers uns dez dias depois...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116778787878462339?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116778787878462339/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116778787878462339' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116778787878462339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116778787878462339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/01/e-concertinhos.html' title='E concertinhos?'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116776527821884958</id><published>2007-01-02T18:36:00.000Z</published><updated>2007-01-02T21:49:21.380Z</updated><title type='text'>Discos portugas: o top 5</title><content type='html'>E pronto. começa finalmente o balanço do costume. Tem que ser, é inevitável, e pelo menos eu até sou um tipo diferente, porque estamos em Janeiro. Aqui ficam os 5 discos portugas que eu mais gostei...Para além destes 5, que se refiram a demo do luis costa, os novos de aside e easyway, bypass e dead combo que eu não sei como, não cheguei a ouvir. Pode-se dizer que este ano até foi bastante razoável a nível de produção tuga, marcada sobretudo pelos primeiros álbuns de linda martini e more than a thousand, pelo terceiro dos twenty inch burial, e pela nova rodela que os dead combo lançaram aqui para o nosso rectângulo, que provavelmente entraria aqui de caras. Anyway, aqui ficam os 5 discos a que eu achei mais piada e tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- CINEMUERTE - BORN FROM ASHES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.rascunho.net/img/cinemuertelado.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De projectos anteriores veio o talento, e a voz de Sophia. Depois foi juntar resquícios de pop com umas quantas gramas de industrial, para dar um preparado que apesar de alguma monotonia, consegue ter um sabor próprio e personalidade. A produção de armando teixeira também não deixa de ter a sua quota parte de importância, para o seguríssimo primeiro passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - BUNNYRANCH - LUNA DANCE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://myspace-302.vo.llnwd.net/01224/20/36/1224526302_m.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Groove. Rambóia. Ambiente quase &lt;span style="font-style:italic;"&gt;club&lt;/span&gt;. Aquele tipo de rock cheio de estilo, condizente com uma certa atitude mais "let it roll", que enche os ouvidos de descontracção, e  nunca deixa de se perder em rodriguinhos, indo onde basicamente interessa. Para dançar, abanar o capacete, sorrir, e ter em conta que há por aqui um bonito carrossel, repleto de excelentes temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- TWENTY INCH BURIAL - RADIOVENOM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img227.imageshack.us/img227/1123/radiovenominsidegi1.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os twenty inch burial são a maior certeza do metalcore nacional. "Radiovenom" só veio cimentar este posto. Com uma sonoridade já mais que definida e caracterizada, a banda lisboeta confirma tudo aquilo que já sabíamos deles, e ainda aumenta o seu rol de abrangências, com um tema como "History repeating". Um disco mais que sólido, e que ainda por cima consegue valer por ele próprio, sem puxar de galões passados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- MORE THAN A THOUSAND - VOL II: THE HOLLOW&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.fnac.pt/Images/catalogo/discos/xl/5605064301121.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando toda a gente estava à espera de carne, os more than a thousand deram-nos...peixe. A comparação é altamente ridícula, no entanto serve para ilustrar o total "twist" de expectativas em relação ao primeiro longa-duração da banda setubalense. Um álbum onde os more than a thousand extrapolaram a sua própria sonoridade, suavizando-a, mas sem que isso interferisse com a qualidade final. Um disco cheio de boas canções, quase todas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;catchy &lt;/span&gt;qb, e que ficará indelevelmente a marcar o ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- LINDA MARTINI - OLHOS DE MONGOL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i16.photobucket.com/albums/b36/sl12345/mongol2.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era de prever não era? No ano passado foi a demo. Este ano lançaram o ep, mas com a saída do disco tudo ficou ainda mais fácil. E "olhos de mongol" é aquilo que toda a gente estava à espera, ou se calhar ainda mais. Desde a grandiosidade de "Dá-me a tua melhor faca", passando pelo desespero frenético de "O amor é não haver polícia", ou pela voz &lt;span style="font-style:italic;"&gt;samplada&lt;/span&gt; de José Mário Branco em "Partir para ficar", a banda não deixou crédito nenhum por mãos alheias, e conseguiu retratar aquilo que já é: única. com influências é certo, mas sobretudo com uma personalidade mais que vincada, que promete continuar a fazer mossa num país que já estava a precisar de uma banda assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco discos. Cinco bandas pois. e isso tudo. Agora é ouvir, deixar que a música fale por si e pronto. Isso é o mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só faltam mais dois tops...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, diga-se que estive em grandes indecisões, acerca de fazer ou não fazer um top nacional. Afinal a música é um bem universal, e deve ser encarada como tal. No entanto um gajo não deixa de ter aterrado aqui no cantinho: e também gosto de destacar aquilo que de bom se fez por cá. Já que se houvesse a mistura, o mais provável era que os discos nacionais passassem mais despercebidos. O que era realmente uma pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116776527821884958?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116776527821884958/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116776527821884958' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116776527821884958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116776527821884958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2007/01/discos-portugas-o-top-5.html' title='Discos portugas: o top 5'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116733576994784895</id><published>2006-12-28T19:18:00.000Z</published><updated>2006-12-28T19:56:09.973Z</updated><title type='text'>Berlaitadas cinematográficas: 10 simpáticas películas e tal</title><content type='html'>Pode-se dizer que este ano até fui regularmente ao cinema. Também porque no 2º semestre saía a uma simpática hora à sexta feira, e isso foi uma boa ajuda. Aqui ficam os 10 filmes que gostei mais, de todos os que vi. Não vou arrefinfar comentário a não ser nos três primeiros porque..bem, porque o blog é fundamentalmente de música como toda a gente sabe. Ainda assim, se perderam alguns destes filmes, diga-se desde já que todos valem bem a pena. Aqui ficam os bitaites:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A history of violence&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://blog.tetert.com/images/Articles/history.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos nós. A nossa transformação. Aquilo que queremos ser, para fugir de um passado negro. Temos medo que ele volte? Sim. E quando volta da maneira mais irónica e peculiar? Quando somos heróis e apercebemo-nos que só o fomos porque já ceifamos muitas vidas anteriormente? Tom stall é um simples homem que mora numa pequena cidade? Ou será um assassino? Muitas perguntas, para um filme absolutamente genial e que explica tudo apenas com hora e meia de duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;the new world&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.lacoctelera.com/myfiles/chicoviejo/the%20new%20world%20poster%20frances.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor proibido.a paixão que sobe de tom, à medida que o conto avança. À medida que nos vamos deliciando com as belíssimas imagens, que o classicismo de malick nos vai fornecendo. È uma história sobre o amor. E sobre a impossibilidade dele. E sobre as diferenças de cada um. E os caracteres. E como pano de fundo, a enorme beleza natural dos espaços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;matchpoint&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.prokino.de/images/MATCHPOINT.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;Traições. Despeito. Um jogo que vai surgindo no ecrã, desde que começa, e que atinge o auge numa total inversão de sistemas. Quem é culpado? Quem quer ser culpado? E scarlett johannson como a verdadeira femme-fatale, num filme quase noir, onde todos acabam por ser culpados e inocentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.rascunho.net/img/BoratMoviePoster.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Inside man&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.astor-theatre.com/images/in-line/posters/postersI/inside-man.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;The science of sleep&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.killermovies.com/s/thescienceofsleep/gallery/poster.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Marie Antoinette&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.a-film.nl/film/poster/RELx550/00001671.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Good night and good luck&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://thecia.com.au/reviews/g/images/goodnight-and-good-luck-poster-1.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Movimentos perpétuos: tributo a carlos paredes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://lusomundo.sapo.pt/gfx/382803.gif"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Flushed away&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.canmag.com/images/front/movies20063/flushedawayposter.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já agora: esta semana estreiam dois filmes que prometem: babel e the prestige. Não vi em 2006, ficam para o top do ano seguinte. Se lá merecerem entrar claro(embora suponho que sim) e se eu fizer top...ou seja o que isto for.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116733576994784895?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116733576994784895/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116733576994784895' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116733576994784895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116733576994784895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2006/12/berlaitadas-cinematogrficas-10.html' title='Berlaitadas cinematográficas: 10 simpáticas películas e tal'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116725720967992811</id><published>2006-12-27T21:38:00.000Z</published><updated>2006-12-27T22:06:50.203Z</updated><title type='text'>Envy - Insomniac doze(2006)</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.goldstarpr.com/uploads/Envy/releaseArt/1149607133insomniac_doze_coversmall.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há discos assim: tocantes. Cheios de intensidade. Repletos de deliciosas melodias e de instrumentalizações perfeitas. Pioneiros em fazer saladas com condimentos de diferentes proveniências, mas que depois de agrupados fazem todo o sentido. Mas sobretudo que nos deixam sem quaisquer tipo de reacção, face ao que está a ser ouvido. Que nos conseguem espantar em todos os sentidos, arrebatar-nos por completo, fazer com que nós nos sentamos absolutamente mínimos, em relação a tudo o que é debitado.&lt;br /&gt;   È o que consegue este "Insomniac doze".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os envy são japoneses. E já têm uns aninhos. No entanto este último disco, vai um pouco contra a toada mais negra e soturna dos últimos álbuns. Este "insomniac doze" é bem mais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;uptempo&lt;/span&gt;, com texturas mais suaves, talvez mais melódico. Também de mais fácil audição, penso eu. A verdade é que depois dos ritmos um pouco mais pantanosos, a banda decidiu-se em dar-nos a bonança. Porque, com os ritmos que vamos ouvindo, cada vez mais nos parece que estamos perante um amanhecer: e um amanhecer novo que nos deixa regenerados. Como se pudéssemos viver de novo. Deixar os sentimentos fluir e..."wait for the quiet and peaceful tomorrow"(como dizem em "further ahead of warp".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas com isto não falo da salada: e essa parte é importante, até porque estou esganado de fome e ainda tenho de ir fazer o jantar: os japoneses misturam screamo,  sludge, algumas pitadas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;post-rockianas&lt;/span&gt; e ainda se arranjam para alguns textos de spoken word em japonês. No entanto o que aqui tem mais realce é a intensidade das guitarras: elas são tocadas com tanto sentimento, com tanta convicção naquilo que se está a fazer, com tanta coerência melódica que até arrepia. E é-nos impossível não abrirmos a boca de espanto ao ouvirmos todos estes apontamentos, rematados com uma voz imensamente raivosa, sôfrega, mas à qual não deixamos de denotar uma pontinha de sensibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Falar em temas é difícil: e se há porventura alguma queixa a fazer, será à homogeneidade do álbum. Sim,a verdade é que ele não vai muito para além deste tipo de salada que já referi. Não adiciona grandes elementos ao longo da sua duração. Continua com ambientes intensos, vozes fortes, guitarras que nos transcendem. Mas não é capaz de ir para além disso. De qualquer forma, a pergunta que se coloca é: isso ineressa? Interessará porventura?Tudo está tão bem feito...tão sentido. Tão inegavelmente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;belo&lt;/span&gt;. È como se pegarmos na tal salada..naquela salada que comemos à bruta e nunca nos fartamos. E a verdade é que ninguém se pode queixar da autenticidade e originalidade dos envy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porque não há banda como eles. Não vejo ninguém a misturar screamo com sludge, a enfardar post-rock, e depois apimentar com aqueles pozinhos de talento e dedicação. E, porque não dizê-lo?, a dar um arzinho um pouco mais exótico à coisa. È notável a sensibilidade destes japunas. E também o crescendo de grandes bandas que têm vindo à tona do país do sol nascente, mesmo tendo em conta que elas já têm alguns anos em cima: envy, boris, mono... Todas elas com grandes discos este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Insomniac doze" é o disco mais forte deste ano. Aquele que carrega aromas mais profundos... de que alguns podem não gostar. No entanto, é só dedicarem-se um pouco ao disco, e ele oferece-vos paraísos sonoros..que pensamos não existirem. Ainda não sei se á o álbum do ano( o que é um cocó, porque quer dizer que ainda não decidi). Mas está lá perto. Garantidamente. Um disco &lt;span style="font-style:italic;"&gt;bonito&lt;/span&gt;.Quase perfeito. E mesmo nas suas fragilidades consegue sempre encarar-nos com um tremendo sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não tremam perante ele: "insomniac doze" está aí. Disfrutem-no.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(importante- estou práqui com esta verborreia toda, mas é de facto lixado arranjar este disco. Eu posso metê-lo por aqui por meios...objectivamente ilegais. E talvez o faça dentro em breve. Esperem para ver e tal.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116725720967992811?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116725720967992811/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116725720967992811' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116725720967992811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116725720967992811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2006/12/envy-insomniac-doze2006.html' title='Envy - Insomniac doze(2006)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116719368934493662</id><published>2006-12-27T03:56:00.000Z</published><updated>2006-12-27T05:11:19.343Z</updated><title type='text'>CANÇÕES 2006: O TOP DA TRETA</title><content type='html'>Porque não é top nenhum. Vou meter práqui algumas canções a que tenha achado piada, e pronto. Tal como no ano passado, as portugas terão um bonito P com uns parentesis colados, e talcomo o ano passado também me vou esquecer de muita coisa. È a primeira lista do ano(há de vir a de cinema, a de concertos, e depois logo se vê se uma internacional e uma nacional, ou se virá tudo à bruta. Veremos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KHOMA- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IF ALL ELSE FAILS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;MORE THAN A THOUSAND - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;THE RED RIVER MURDER(P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;SUNN O))) &amp; BORIS- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;THE SINKING BELLE(blue)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;SAOSIN - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IT'S FAR BETTER TO LEARN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;CULT OF LUNA - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DARK CITY DEAD MAN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;LINDA MARTINI - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DÁ-ME A TUA MELHOR FACA(P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ATREYU - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SHAMEFUL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;HILLS HAVE EYES - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;THOSE BIRDS WON'T BOTHER US ANYMORE(P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;NORMA JEAN - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BLUEPRINTS FOR FUTURE HOMES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ASIDE - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SEDUCE YOUR ENEMIES(P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ISIS - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DULCINEA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;TV ON THE RADIO - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;WOLF LIKE ME&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;THE STROKES -&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; YOU ONLY LIVE ONCE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;BORIS -&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; FAREWELL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;THOM YORKE - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;THE ERASER&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;PEEPING TOM FT RAHZEL - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MOJO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;THESE ARMS ARE SNAKES - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SBUTLE BODY&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;DEVIL IN ME - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;WE STAND ALONE (P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;EASYWAY - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MAY 9TH(P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ISIS &amp; AEREOGRAMME - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;LOW TIDE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;CONVERGE - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;GRIM HEART/BLACK ROSE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;PLANES MISTAKEN FOR STARS - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ONE FUCKED PONY&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;DEATH BEFORE DISCO -&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; BARRICADES OF RUMBLE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;KILLSWITCH ENGAGE - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;THIS IS ABSOLUTION&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;MUSE - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;STARLIGHT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;BUNNY RANCH - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;YOUR WORDS ARE MY JOKES(P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;DEFTONES - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;XERCES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;TWENTY INCH BURIAL - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;HISTORY REPEATING(P)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;UNDEROATH - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MOVING FOR THE SAKE OF MOTION&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ALEXISONFIRE - &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;DRUNKS,LOVERS,SINNERS AND SAINTS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. 30 temas giros e fofos que apetece apalpá-los, como àquelas simpáticas babes que..ok esqueçam a parvoíce. Tentem ouvi-los e mandem bitaites. Logo vejo quando é que me dá na pinha colocar mais tops deste ano que, diga-se, ainda não acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - sim, não é engano vosso: está aqui um tema dos strokes? Não não me converti ao fraco saudosismo daquela gente. Mas tema é, inegavelmente... vá, giro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116719368934493662?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116719368934493662/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116719368934493662' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116719368934493662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116719368934493662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2006/12/canes-2006-o-top-da-treta.html' title='CANÇÕES 2006: O TOP DA TRETA'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116691305232214272</id><published>2006-12-23T22:10:00.000Z</published><updated>2006-12-23T22:30:52.363Z</updated><title type='text'>Converge - No heroes(2006)</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh900/h966/h96621intu6.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os converge são daquele tipo de bandas, de onde só podemos esperar o inesperado. Depois do já clássico "Jane Doe", e passando pelo mais emocional "You fail me", a banda de Jake Bannon edita agora novo disco: "No heroes". E enquanto "Jane Doe" se baseava em mestrias &lt;span style="font-style:italic;"&gt;noise&lt;/span&gt; um pouco mais comuns, e "you fail me", num cariz emocional mais acentuado, este "No heroes" vai ainda mais longe. Desta vez a banda quis explorar a sonoridade ao máximo, perfazendo enormes momentos de experimentalismo que coincidem com momentos de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;noise&lt;/span&gt; mais puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E o que são os converge? Uma bomba auditiva. Desde sempre. Mestres em carregar toneladas de peso sonoro para ouvidos mais incautos,a banda de Boston nunca deixa os seus créditos por mãos alheias. Assim começa o disco, com "Heartache" um autêntico &lt;span style="font-style:italic;"&gt;napalm&lt;/span&gt; sonoro, com um trabalho de bateria fundamental, e um ror de guitarras absolutamente trepidante. O disco continua com pequenos temas de pouco mais de um minuto, onde para além de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;noise&lt;/span&gt; vem até alguma sonoridade mais àspera(alguns laivos de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;grindcore&lt;/span&gt; talvez), mas ao mesmo tempo alguns &lt;span style="font-style:italic;"&gt;breaks&lt;/span&gt; de guitarra espantosos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Porque os converge são isto. Nota-se, tanto neste disco como nos anteriores, uma enorme mestria instrumental, que consegue pautar na perfeição e acompanhar o extremismo do seu som. E é com tanto talento junto que a banda consegue temas pequenos em tamanho, mas grandes em intensidade. E é a capacidade de ter tanta referência sonora, tantas mudanças de peso, tanta diversidade que eleva os converge, e também este disco, para um patamar de excelência. Pelo menos instrumental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto seria idiota pensar que o grupo se ia restringir a dar mais uma lição de bem tocar a toda a gente. E para além das enormes e explosivas bombas, o quarteto sabe ir muito para além do portento sonoro. Para isso cria um tema como "plagues", onde as guitarras são àsperas e recheadas de breaks, mas onde se nota um aprumo melódico, ou como "Grim heart/black rose", provavelmente um dos melhores temas dos converge até agora. com uma base inicialmente melódica(nem que seja para uma pessoa "descansar" para o vá..enxerto de porrada sonoro que esteve a ouvir- embora um daqueles enxertos que nós gostamos-mais coisa menos coisa) a música vai evoluindo em contornos quase progressivos, misturando as guitarras trepidantes com uma voz mais sôfrega(embora não chegando ao nível de alguns dos temas do álbum anterior). È um tema completíssimo, cheio de pequenos requintes e pormenores, e que vale a pena ouvir um bom par de vezes...ou até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È tanto pela enorme capacidade musical que o quarteto tem, como pelo claro talento em criar exercícios de estilo-porque este disco, está repleto deles embora todos com o seu devido e correcto lugar- que "No heroes" consegue alcançar patamares de genialidade. Como tudo aquilo que os converge fazem aliás: são daquelas bandas onde a expressão "tudo onde tocam é ouro" adquire real significado. E, "no heroes" é ouro. Pelo peso, pelo talento, pelas canções. Por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116691305232214272?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116691305232214272/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116691305232214272' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116691305232214272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116691305232214272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2006/12/converge-no-heroes2006.html' title='Converge - No heroes(2006)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116647628371004329</id><published>2006-12-18T20:25:00.000Z</published><updated>2006-12-18T21:11:23.886Z</updated><title type='text'>Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan (Larry Charles 2006)</title><content type='html'>&lt;img src="http://imagecache2.allposters.com/images/PYREU/PP30758-EU.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente!, é caso para dizer. Já era suposto ter ido ver este "Borat" há um bonito porradão de tempo. Porquê? Sobretudo pela total celeuma que causou no seio dos críticos nacionais. E pelo incomensurável apoio de gente como Nuno Markl, ou Filipe homem fonseca. Assim ao longe, parecia-me que "Borat" estava totalmente destinado a ser um daqueles filmes de extremos: ou um gajo fica todo maluco, como o pseudo-produtor do pseudo-comentário, do pseudo-repórter cazaquistanês(ter repetido "pseudo" três vezes confere prestígio não acham?), ficou ao ver a bonita revista da "baywatch", ou então em fúria(mesmo que contida) do povo americano a ver o simpático rodeo tão tipíco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ser uma comédia "Borat" é um filme sobre um tipo qualquer, vindo de um país do seilaonde, à grande metrópole. À terra dos esclarecidos, dos "iluminados" que pensam ser donos da razão, que pensam que o mundo seria perfeito se toda a gente fosse simplesmente "americanizada". È mais ou menos isto que uma das anfitriãs daquele genial jantar diz, quando borat vai à casa de banho, e é mais ou menos isto que parecem pensar todos aqueles que se cruzam com o repórter cazaquistanês. Aliás, a própria aceitação da personagem de Borat pelo exterior do cazaquistão, tem precisamente a ver com o facto de que não interessa de onde borat vem: é um país qualquer alternativo no meio da Àsia, alternativo o suficiente para ninguém se preocupar com isso. E Sacha Baron Cohen, o génio por detrás de "Borat" sabe isso melhor que ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos então ao (simples) enredo de "Borat". Cohen, personifica a personagem que ganhou notoriedade tanto no "ali g show", como na apresentação dos "mtv european music awards" no nosso simpático cantinho. Borat é mandado pelo ministério da informação do Cazaquistão para efectuar um documentário sobre os hábitos de vida dos americanos, com o intuito disso poder trazer algum benefício ao país asiático. Ou seja, tentar aplicar o que de bom Borat possivelmente verá naquela que é a grande nação do mundo, a dita enorme metrópole. O problema é que quando chega aos "U.S and A" vê um episódio de "baywatch" na televisão e apaixona-se por Pamela Anderson...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E o início, com a população que parecia viver da agricultura, com as vacas dentro de casa, os carros a serem puxados pela carroça, entre outros simpáticos mimos, denotam precisamente a total indefinição cultural que, supostamente, o Cazaquistão está a viver. A necessidade de ter uma guia, um ponto de ajuda, vindo daquele que será possivelmente o país modelo, para tantas almas pouco esclarecidas. Borat goza com todo o suposto arcaísmo, goza com os preconceitos de toda a gente(sobretudo dos americanos) face aos países desconhecidos, exagerando na caricatura, para nos arrancar uma boa piada. Porque, mais que tudo, "Borat" é sobre o ocidente: personificado através dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema de toda a gente que criticou negativamente "Borat", é pura e simplesmente não ter arcaboiço suficiente para perceber que o filme está muito longe de ser linear: é ficar chocado com algumas das cenas mais fortes(e também mais cómicas), e depois esquecer toda a mensagem subliminar, porque "há muitas piadas escatológicas". E a seguir vem-se com a bonita desculpa dos "apanhados", quando todas as situações, são justificadas, com a plena necessidade de Borat ter de assimilar a cultura norte-americana. Daí que vai falar com gente importante, passando por pessoas mais abastadas, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;gays&lt;/span&gt;, prostitutas, jovens americanos brancos e negros, conservadores, feministas. Todo um rol de gente que é colocado em causa, precisamente pela falta do direito à diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Borat" é um filme de culturas: é um filme que fala, sobre a nosa intolerância face àquilo que desconhecemos. E Sacha pega nessa intolerância e transforma-a em momentos de puro deleite. E, como uma sanguessuga, acaba por chupar todas as falhas dos próprio sistema americano. È criticar o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;melting pot&lt;/span&gt; que se acha muito liberal,muito diverso, mas que não aceita uma pessoa chamada por borat(uma suposta prostituta, numa das sequências mais cómicas do filme), ou determinados modos orais que borat aprende com o povo nigga lá dum qualquer sítio,e depois os vai aplicar num hotel de charme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o grande problema é que nós antecipamos as piadas: sabemos que ele vai ser expulso do hotel. Sabemos que ,com a prostituta, borat vai ser facilmente expulso daquele jantar tão cheio de etiqueta e tão "americanizado". E sabemos que, ao falar de Pamela e ao dizer barbaridades como " o cérebro da mulher não é maior que o de um esquilo" as feministas lhe vãodar um pontapé no rabo. Nós somos todos aqueles que não toleramos os outros. Mesmo quando existe um excesso. Mesmo involuntariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Por isso, "Borat" é muito mais que uma comédia: para além de nos fazer rir que nem uns doidos(porque Sacha sabe perfeitamente quando é que há de meter ali uma boa piada), também nos alerta para uma sociedade demasiadamente fechada no seu próprio umbigo. E tudo isto embalado numa exímia realização de Larry charles, que já realizou episódios de "Seinfeld" e "curb your enthusiasm" penso eu de que. Exímia porque dá a plena noção de documentário, de pitoresco, de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;kitsh&lt;/span&gt; em milhentas situações. Depois Sacha é realmente um enorme actor, porque para além de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;timing&lt;/span&gt; e de uma deliciosa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;lata do caraças&lt;/span&gt; também torna absolutamente credível  e real a personagem chamada Borat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   E parece-me sinceramente, que é por ser tão real, tão credível, que "borat"- o filme, foi proibido tanto pelo governo cazaque, como pelos russos. Não que Sacha seja credível enquanto cazaquistanês: isso não será com certeza. Mas a personagem é tão boa, que alguém menos informado pode perfeitamente ficar coma ideia errada do país. Mas para Sacha isso pouco importa: já que o ocidente está tão fechado em si mesmo, que não se vai preocupar em perceber se borat pode existir de facto ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Borat:Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan", é um grande filme. Mesmo. Consegue, com muitas piadas algumas mais fáceis é certo mas sempre brilhantes e bem tiradas, retratar-nos, e consegue gozar connosco. E nós, feitos parvos, rimo-nos com nós mesmos. E se os EUA tiveram um far-play tão grande em relação ao filme(a crítica foi quase unânime ao aclamar "Borat"), porque raio é que nós não tivemos? Seremos ainda assim tão púdicos? Só pode ser isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Borat" é genial. Acabou a conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116647628371004329?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116647628371004329/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116647628371004329' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116647628371004329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116647628371004329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2006/12/borat-cultural-learnings-of-america.html' title='Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan (Larry Charles 2006)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116622566188074329</id><published>2006-12-15T22:50:00.000Z</published><updated>2006-12-18T04:39:00.706Z</updated><title type='text'>Luis costa- All those different colors(2006)</title><content type='html'>&lt;img src="http://img82.imageshack.us/img82/2374/allthosedifferentcolouryz5.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro que nada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mea-culpa &lt;/span&gt; para mim. Ou então mais que isso. Ok podem mandar vir daí tábuas de madeira para me darem nas costas. A verdade é que o Luis simpaticamente me mandara ,via fórum cibernético, esta sua nova demo. Há quanto tempo? Pois. Desde julho. Atenção, se algum de vós me mandar uma demo ou algo do género eu não vou com certeza ignorar. Simplesmente tinha sido via fórum, e eu desleixei-me..até porque ele não me falou propriamente em compromissos blogosféricos. Era para eu disfrutar da música, sem me preocupar com o resto(e sinceramente é assim que deve ser sempre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"All those different colors" é a nova demo do músico português, membro integrante dos madcab(baterista) e dos syn-er-gy: é o guitarrista do duo. Se dissermos que ele é um músico multifacetado, não me parece crível que isso cause sifílis a ninguém, por isso vou referi-lo como tal. Até porque cada um dos projectos é amplamente diferente dos outros: os madcab são uma banda de rock dentro de uma definição um pouco mais simplista, os syn-er-gy uma banda acústica, e este projecto a solo...é uma mistura do rock com um ou outro laivo de grunge dos madcab e da simplicidade sonora dos syn-er-gy. Misturado com ambientes claramente post-rock, com algumas ambivalências pop, decorrentes de bandas como uns radiohead por exemplo(os radiohead são pop sim. para mim são, não existe o ridículo termo "alternativo").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: luis costa a solo "é" luis costa a solo. Quando referimos uma salganhada de coisas para descrever algo, normalmente esse algo consegue ser perfeitamente descrito desta forma: "único". "Original". È precisamente isso que temos aqui. Um músico apostado em fazer aquilo que quer ouvir. Um músico que decide criar música que conseguisse estar fora daquilo que fez até então, mas sem que nada soasse totalmente diferente. Tentar agarrar o que de melhor tinha nos seus projectos, para depois dar uns pozinhos seus, uma espécie de adorno especial, para que a mistura tivesse um paladar único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso que ele consegue em excelentes canções como "All those different colors",o tema-título, canção recheada de intensidade e beleza. Ou pela melancolia latente de "circles"(que é a adaptação de uma faixa dos syn-er-gy com o mesmo nome), canção quase sorumbática recheada de apontamentos soturnos, mas ao mesmo tempo com uma vertente perto do onírico, dado os ambientes que se criam. Ou o ritmo pausado de "Changing tides", que acaba numa melodia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;uptempo&lt;/span&gt;, conseguindo quase subverter a motivação embelezadora da canção. E no meio destas tantas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, é claro que há defeitos: antes de mais a produção. Embora aqui se compreenda perfeitamente, já que com certeza que Luis costa não anda a nadar em dinheiro. De qualquer forma estaria errado se dissesse que estas canções não melhorariam mais com uma produção melhor. Depois também a simplicidade de cada tema: alguns talvez demasiado simples mesmo para o meu gosto. No entanto aqui, louve-se a criatividade de quem fez. E não me parece que luis costa tenha obtido um conjunto de melodias simples, só porque não tinha talento para mais. Dizer isso é ridículo e descabido. De qualquer forma lá está: é o meu bitaite a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo um breve resuminho, a coisa torna-se simples: Luis costa é dos músicos mais honestos que temos por cá. Toda a sua música parece ser um reflexo dele mesmo, nem que seja pelo tipo de abordagem(normalmente mais soturna) que faz aos seus temas. A beleza deles aparece enquanto algo natural, que vai fluindo ao sabor de cada canção. Não é um disco enorme, não é uma obra canónica,tem alguns desvios de percurso pelo meio, mas é uma daquelas coisas que abraçamos com carinho e que não largamos facilmente. Porque coisas belas e puras são muito raras.Esta é, definitivamente, uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;PS-Em jeito de editing e porque sou um bocado cromo, esqueci-me de dizer que podem adquirir "all those different colors" inteiramente grátes e sem ferir aquela coisa que ninguém conhece-chamada direitos de autor- na seguinte morada: &lt;a href="http://www.myspace.com/luiscosta"&gt;http://www.myspace.com/luiscosta&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116622566188074329?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116622566188074329/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116622566188074329' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116622566188074329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116622566188074329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2006/12/luis-costa-all-those-different.html' title='Luis costa- All those different colors(2006)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116585117672187629</id><published>2006-12-11T14:51:00.000Z</published><updated>2006-12-11T15:32:56.756Z</updated><title type='text'>Opeth+Amplifier @ Club lua-9/12/06</title><content type='html'>&lt;img src="http://multimedia.iol.pt/oratvi/multimedia/imagem/id/4049514/400x330" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;opeth&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; As fotos são todas de Manuel Lino, retiradas de musica.iol.pt&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem, os opeth voltaram. Depois de algum tempo sem aparecer no nosso país, a banda sueca decidiu-se em vir finalmente apresentar o seu último álbum, "Ghost reveries", num club lua absolutamente apinhado de gente(o concerto era para ser no garage e foi transferido para a sala do jardim do tabaco, de modo a posibilitar a venda de mais 150 bilhetes- louve-se a idiotice de só se ter tido essa ideia praí na véspera do concerto- sim ainda fui bater com a fronha à porta do garage). E aqui a palavra "apinhado de gente", adquire um significado ainda maior quando pessoas tipo eu só conseguiam ver a cara do akerfeldt e companhia assim quando nos punhamos em bicos de pés. Giro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, parando com as reclamações e falando com sinceridade, os Opeth não são propriamente a minha banda favorita. Aliás, antes do concerto dos suecos eu só tinha posto os ouvidos nos dois últimos discos da banda: "Damnation" e o tal "ghost reveries", que fez parte do meu top 10 de discos no ano passado. No entanto tinha e tenho a plena consciência da intensidade de toda a sua música. Que passa por um metal progressivo, com algumas derivações ambientais e que basicamente desagua em...bem, em opeth. Com mais de 10 anos de carreira, a banda sueca já tem uma personalidade mais que firmada, e dispensa qualquer tipo de rotulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://multimedia.iol.pt/oratvi/multimedia/imagem/id/4049504/400x330" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amplifier&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os Amplifier...nem por isso. Completamente desconhecidos no nosso país, a banda inglesa vinha apresentar "Insider", disco que foi lançado há coisa de dois meses. E o que se pode dizer deles? Bem, têm um som interessante, embora demasiado envolvido com uma sonoridade mais hard rock(sim, isto é verdade), de uns led zeppelin por exemplo. Havia também alguns laivos de progressivo, e talvez fosse pela mistura entre os dois géneros que os opeth lá os convidaram. O problema destes amplifier, é que precisam de crescer. Caso contrário sujeitam-se a tocar quase sempre a mesma música(as guitarras então soavam iguais em todos os temas). Foi por isso um concerto algo monótono, que não serviu para mais nada senão para aquecer o público...e para  fazer aumentar a ansiedade em ouvir os suecos. Os amplifier parecem-me..pobres. Não dava para ter sido uma banda nacional a abrir? Ou que tal(sonhando mais alto que aquele edifício grande como tudo na malásia) terem trazido assim os..vá, porcupine tree? Ok não sonho mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, lá saíram os rockeiros armados em progressivo aka meio enfadonhos amplifier, lá apareceu a banda sueca. Finalmente os opeth voltavam ao nosso bonito cantinho com mar e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://multimedia.iol.pt/oratvi/multimedia/imagem/id/4049511/400x330" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Opeth&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E a banda sueca não se fez de rogada. Repetindo a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;set-list&lt;/span&gt; do concerto em Manchester(e acredito que também em mais), os opeth demonstraram aquilo que já sabíamos deles: que são únicos. "Ghost of perdition", tema retirado do último álbum de originais do grupo, deu o mote para logo a plateia o começar a cantar em uníssono. Estava a começar uma noite de celebração, que só acabaria em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;encore&lt;/span&gt; com "Deliverance", tema que deu o nome a um dos álbuns do quarteto. Akerfeldt mostrava-se satisfeito a elogiar as "big titties" das senhoras tugas, o público pedia solos em barda e cá vai disto. Cá estavam os Opeth a debitar brilhantemente os seus contornos progressivos, envoltos em algumas guitarras e vocalizações que não deviam muito ao &lt;span style="font-style:italic;"&gt;death metal&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não é só isto que a banda tem para oferecer...e um tema genial como "Bleak" é sinónimo disso.Com a participação do gigantone Steven Wilson(tá claro que não estava lá pois), esta canção dá uma dimensão quase épica aos Opeth, face à absoluta intensidade tanto instrumental como vocal que tem. A verdade é que, tanto "Bleak", como "Blackwater park", ou a mais emocional e melódica "Windowpane", conseguiram transportar toda a sua energia e intensidade em disco, para cima de um palco. Aliás não foram só estas três, simplesmente apeteceu-me dar exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://multimedia.iol.pt/oratvi/multimedia/imagem/id/4049509/400x330"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim...bem, como não conhecia em termos a banda, fiquei sempre na dúvida se os opeth fariam um concerto mais pretensioso e digamos "sério", para lhe imprimir um maior grau de intensidade(parece-me que essa intensidade é mais fácil de atingir quando a banda está mais longe de nós), ou se simplesmente eram uns tipos porreiros a bandar bocas. A segunda hipótese prevaleceu. No entanto os opeth também não deixaram que o concerto caísse na monotonia: eles são do género "ah e tal agora estamos no intervalo de um tema, siga beber jolas e atrofiar com o povo que anda aqui", para logo depois começarem a tocar outro tema qualquer com absoluta mestria e profissionalismo. Gente que consegue separar tudo desta forma merece muitos anos de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A verdade é esta: o concerto dos Opeth foi bom. Muito bom. Não foi excepcional nem genial, mas as canções funcionaram todas impecavelmente em palco, conseguindo ser tão intensas como em disco, e ainda por cima os tipos são uns fixes. E quando um concerto é partilhado entre público e banda, estamos ou não perante um factor que o eleva a nível qualitativo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que voltem depressa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116585117672187629?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116585117672187629/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116585117672187629' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116585117672187629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116585117672187629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2006/12/opethamplifier-club-lua-91206.html' title='Opeth+Amplifier @ Club lua-9/12/06'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116579387550669959</id><published>2006-12-10T22:40:00.000Z</published><updated>2006-12-11T04:40:56.513Z</updated><title type='text'>Saw III de Darren Lynn Bousman(2006)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.killermovies.com/s/saw3/gallery/poster.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há coisa que, por norma, me faz gostar de um filme é o seu final. Quando acho que um final está girote e tal, mesmo que o resto do filme seja um bocado mauzinho, acabo por desculpá-lo dos pecados que vai cometendo durante o tempo que decorre,e lá fico a achar que o filme até é bom. Ou então, dentro de um plano superior, fico a achar quer um filme é bom ou muito bom, para passar a ser excepcional. Neste segundo caso tenho muitos exemplos, que vão desde o absoluto clássico "Citizen kane"(sim referi-o numa crítica ao "Saw", sou um cromo do caraças), passando pelo "Blow up" do Antonioni, ou pelos mais recentes "Fight club", ou "A history of violence". No primeiro caso tenho "Saw".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O primeiro "Saw" não era, objectivamente, grande coisa. Era um filme meio de terror, meio thriller com alguns laivos psicológicos, e com uma generosa porção de sangue. Tinha uma realização meio mtv, um curioso ponto de partida, e alguma inteligência narrativa. Mas nada que fizesse destacá-lo de entre outros tantos filmes. Não era totalmente banal mas simplesmente também não era uma coisa acima do razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto o final transforma tudo: e é com aquele surpreendente "twist" que deixou meio mundo de boca aberta, e foi devido à inteligência da manobra e à absoluta verosimilhança dos factos, que "Saw" conseguiu respirar. E foi com esses momentos finais que nos apercebemos da total credibilidade daquilo que não parecia subir muito da mediania. E não é que tenha subido enormemente: simplesmente tornou-se "bom".&lt;br /&gt; "Saw 2" já era mais previsível e estereotipado. No entanto tinha maior coerência. Tinha também mais intensidade dramática, e o final não era de qualquer forma o esperado. Surpreendeu, e acabou por ter um fim que se pode classificar de "engraçadote". Talvez até tenha conseguido superar ,por uma coisita de nada, o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entretanto os amigos James Wan e Leigh Whannell, todos contentes com o dinheirinho que arranjaram à pala de dois objectos filmícos curiosos ,lá se arranjaram para fazer mais um. Outra vez com a ajuda de Darren Lynn Bousman, já realizador do segundo "Saw" (o primeiro foi realizado por Wan, sendo que Whannell fez o argumento e ainda um dos principais papéis).&lt;br /&gt;   A história de "Saw 3" é simples...Jigsaw( que é o nome do terrível...hum assassino) está escondido algures,acamado, e às portas da morte. Para sobreviver "convida" uma médica para o manter vivo, enquanto testa outro homem, Jeff. Obviamente que há mortes, obviamente que há alguns conflitos psicológicos e...obviamente que há um twist final, desta vez mais previsível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Primeiro ponto: "saw 3" é claramente pior que os outros dois. Mas também não é péssimo. Simplesmente...satura. As armadilhas onde Jigsaw coloca as vítimas, são giras e tal, os motivos para cada um estar onde está também, e sabemos um pouco mais de outra das personagens mais importantes da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;franchise&lt;/span&gt;(não vou dizer quem é, porque vou tentar o milagre de escrever esta coisa toda partindo do princípio que ninguém viu nenhum dos filmes). O grande problema é que a expressão "mais do mesmo" vai aqui relativamente bem aplicada.E ainda por cima desta vez, não me parece que haja uma absoluta justificação para tudo o que acontece. O final consegue ser um bocadinho curioso, no entanto inegavelmente soa um tudo nada a falso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bem, mas nem tudo é mau: apesar de óbvio, nem wannel, nem wan, nem bousman, nos querem fazer passar por parvos. O filme não é uma caricatura de si próprio. Encadeia-se, tem um fio narrativo lógico, algumas personagens conseguiram ser bem criadas. O tal twist final também é credível, embora com mais reservas já que penso que se consegue arranjar justificações para o filme não acabar da forma como acaba. Por outro lado, perceber que tudo acontece com Jigsaw acamado, é talvez o elemento que foi mais bem conseguido ao longo da hora e meia de duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Resumindo: "Saw 3" é mediano. Não é mau, mas também não é bom, nem sequer razoável. Simplesmente come-se , um gajo diverte-se, e ainda reflecte um bocadinho sobre o significado da vida, embora isso seja servido em doses exageradamente óbvias e quase forçadas. A &lt;span style="font-style:italic;"&gt;franchise&lt;/span&gt;(sim, pelo final diria que vai haver um 4) vai continuar...espero é que esta gente perceba que não pode continuar a dar a fruta de sempre. È que a fruta meus amigos, a fruta apodrece. Pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116579387550669959?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116579387550669959/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116579387550669959' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116579387550669959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116579387550669959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2006/12/saw-iii-de-darren-lynn-bousman2006.html' title='Saw III de Darren Lynn Bousman(2006)'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116552108665194856</id><published>2006-12-07T19:32:00.000Z</published><updated>2006-12-07T19:51:27.083Z</updated><title type='text'>A agenda lá vai crescendo...</title><content type='html'>E temos concertos aos porradões para esta altura. Comecemos pelos BLIND CHARGE, que vão actuar hoje e amanhã no blá blá, e na fábrica do som respectivamente. Actuar é como quem diz, já que hoje é o lançamento do disco "random chaos". sim, a banda nortenha está, finalmente! com um lançamento previsto. Bem bom. Quem também vai lançar um disco, juntamente com os Blind charge, são os DEEP CUT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E diga-se que no blá blá, actuarão os já aqui referidos umas quantas vezes, CHEMICAL WIRE. E eles sim, actuarão mesmo juntamente com os REVTEND.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os BLIND CHARGE actuarão amanhã na Fábrica do som, no Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga-se que no blá blá, as hostes começam às 22:30 e na Fábrica do som às 23. O preço é o mesmo: 5 aéreos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora para outras contas temos os BRINGING THE DAY HOME, amanhã no lótus bar em Cascais. A banda de alverca fará a primeira parte dos SMARTINI. O concerto começa às 22:30 diga-se. Quanto ao preço não sei, mas não há de ser muito que eles são boas pessoas. Aqui fica o flyer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i27.photobucket.com/albums/c159/Rizku/smartinilotusbar.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também no lótus bar mas no dia 15, vão actuar os madcab juntamente com os Vodoo economics. Mais 5 euricos para (bem) gastarem com duas bandas que prometem um bom concerto. Pelo menos os madcab que já os entrevistei por aqui, mas se os vodoo economics estão com eles é porque também devem ser gente simpática e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não esquecer também um concerto dos DEADSINGER hoje na Fábrica do som às 23 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra referência que é engraçadota e tal, é o concerto dos Twenty inch burial no santiago alquimista dia 22 deste mês, e dia 23 no hard club em gaia. Os Fiona at forty, juntamente com os grandes if lucy fell farão a primeira parte na sala lisboeta, sendo que no hardclub os Larkin também ajudam à festa. e fica aqui o flyer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://myspace-216.vo.llnwd.net/01373/61/27/1373107216_l.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito. Datas e mais datas. Quando tiverem para isso já sabem, arrefifem no mail de sempre: o-som@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116552108665194856?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116552108665194856/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116552108665194856' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116552108665194856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116552108665194856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-som.blogspot.com/2006/12/agenda-l-vai-crescendo.html' title='A agenda lá vai crescendo...'/><author><name>João D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11723329468283730543</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8586343.post-116519489559644570</id><published>2006-12-04T00:48:00.000Z</published><updated>2006-12-04T01:14:58.076Z</updated><title type='text'>Isis - In the absence of truth(2006)</title><content type='html'>&lt;img src="http://ec2.images-amazon.com/images/P/B000I2K9JW.01._AA240_SCLZZZZZZZ_V39823082_.jpg"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Isis andam uns mouros de trabalho. È o ep com os geniais aereogramme(a avaliar pelo futuro novo álbum da banda), é o dvd, são ainda os projectos paralelos/a solo, dos seus membros... Toda uma panafernália de ítems que podem enriquecer qualquer discografia afoita em coleccionismo.&lt;br /&gt; Ah pronto...no meio disto tudo lá arranjaram assim um espacinho de nada, equivalente a comer aquela sobremesa que já nem nos apetece mas que "ah e tal a tua tia-avó-sobrinha-cunhada-filha-neta, whatever fez com tanto carinho e amor só para ti"- digo eu, acabaram por lançar "In the absence of truth" no passado mês de Outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estamos recordados do passado dos Isis? Ok, depois dos discos iniciais lançaram o "oceanic" que colocou toda a gente em polvorosa. Ok,só meia dúzia de pessoas mas prceberam a ideia. Estava ali o início de qualquer coisa, que já tinha sido começado com os neurosis. Aquela coisa era o sludge/pós doom, que também este ano teve óptimos lançamentos, como o novo disco dos cult of luna, ou dos callisto. Este "In the absence of truth", vem na senda do anterior "Panopticon", que era verdadeiramente um teste às reais capacidades da banda, teste finalizado com uns simpáticos...vá 19 valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "In the absence of truth" vem na onda de "Panopticon". Ou seja, algumas das pistas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;post-rockianas&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;up-tempo&lt;/span&gt; que o disco anterior já lançara, foram colocadas com maior solidez neste novo disco. Os temas soam imensamente ambientais, com tonalidades claras, pese embora nunca desprezem elementos mais pesados(o final de "Wrists of kings" é disso bem exemplo.Não há aqui de facto nada de particularmente inovador ou criativo, se é isso que querem saber. Há guitarras mais leves, atmosferas mas também trepidantes e com severas distorções, como na excelente "dulcinea", há o contraponto desta acalmia como por exemplo na curtinha "All Out Of Time, All Into Space".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, boas notícias: todos os temas são fantásticos. Executados com a mestria a que os Isis já nos habituaram. "In the absence of truth" é onde tudo aquilo que os Isis são verdadeiramente se condensa enquanto bloco coeso e impermeável. È o juntar das influências &lt;span style="font-style:italic;"&gt;post-rock&lt;/span&gt; de "Panopticon", com a negritude e peso dos tempos mais antigos. E tudo isto continuando com deliciosos elementos experimentais a que a banda já nos habituou(presentes por exemplo nas emoções sónicas de "Holy tears", naquela guitarra que progressivamente se torna mais calma e que depois desagua num abismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São portanto os Isis na sua melhor forma. Tudo bem, este disco não é o desafio que tanto "Panopticon", como "Oceanic" nos proporcionaram, mas é a condensação dos seus elementos em algo ainda maior. Acredito que haja gente que possa ficar desapontada: afinal aqui não há nada de genuinamente novo. No entanto os Isis também não quiseram colocar um travão na carreira, e com certeza que este "In the absence of truth", com os excelentes momentos instrumentais que tem, com a beleza atmosférica e a dureza das suas palavras, não pode ficar de fora quando se fizer uma listinha dos discos mais bonitos que por aí andam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Este é um deles. Perdê-lo é perder o melhor disco de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sludge&lt;/span&gt; do ano. E uma oportunidade para se poder ouvir o que de melhor 2006 tem para oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9/10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8586343-116519489559644570?l=o-som.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-som.blogspot.com/feeds/116519489559644570/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8586343&amp;postID=116519489559644570' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/posts/default/116519489559644570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8586343/post
